Professor Carlos Monteiro analisa panorama do ensino superior na Bahia e no Brasil

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“A importância do ensino privado para o nosso país é excepcional. O Brasil possui 5.954 milhões de universitários, dos quais, 75% estão matriculados no segmento privado”, a declaração é do professor Carlos Monteiro. Referência no Brasil em Gestão Educacional, Monteiro realizará palestra no Seminário “Análise Setorial do Ensino Superior na Bahia e no Brasil – Panorama Atual”. O evento acontecerá no dia 22 de fevereiro, das 08h às 12h, no Auditório do Centro Empresarial Iguatemi. A realização é da ABAMES – Associação Baiana de Mantenedoras do Ensino Superior. Mais informações e inscrições através do telefone (71) 3342-2493 ou pelo e-mail abames@abames.org.br.

Na programação, o Prof. Monteiro, que possui experiência de 20 anos na direção de instituições de ensino superior, analisará números divulgados nos períodos de 2000 a 2009. Ele é advogado, Administrador, Sociólogo, Especialista em Gestão Universitária e autor do livro Planejamento Estratégico para Instituições de Ensino. De acordo com números do Censo de 2009, o Brasil possui 2.314 Instituições de Ensino Superior – IES, destas 89% são privadas. Dos 27.827 cursos em funcionamento no Brasil, 19.599, o equivalente a 70.4%, são cursos ofertados pela iniciativa privada, que detém 87,6% das vagas ofertadas, 58,4% dos candidatos e 77.3% dos concluintes.
“O ensino superior privado é o grande formador de cérebros de obra do país e talvez o mais importante. Percebemos que, no século XXI, a competitividade entre as nações, se dá, principalmente, pelo nível de competência da população. Quanto maior o número de profissionais de nível superior, mais competitivo será o país”, afirma o professor.
Em relação à expansão do ensino superior, Monteiro aponta quatro situações de dificuldade que o setor enfrenta: a competição voraz, a comoditização de cursos e IES, a concentração de matrículas e a consolidação do mercado. “A continuidade do crescimento do ensino superior brasileiro está condicionada ao atendimento da nova classe média. É preciso estruturar projetos que sejam compatíveis com a renda desse segmento social. Isso não significa apenas preço baixo, mas pensar fora da caixa, alongando o prazo de pagamento. Felizmente, os agentes financeiros privados começam a oferecer, ainda que timidamente, linhas próprias para tal”, explica o palestrante.
Nesse sentido, o professor considera o PROUNI e o FIES duas iniciativas governamentais que merecem destaque. “A utilização do FIES se constitui numa ferramenta importante para expansão do ensino superior brasileiro. É preciso estabelecer parcerias entre os setores público e privado para ampliar o acesso ao ensino superior”, conta Monteiro.
Ele afirma que é preciso que as IES particulares conheçam melhor o funcionamento ao Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEDUC), que dispensa a apresentação de fiador. “É necessário que considerem que a lista de espera do PROUNI traz estudantes em potencial para seus cursos, observar a demanda não atendida pelo SISU (Sistema de Seleção Unificada) que, somada aos alunos não contemplados pelo PROUNI, detêm mais de 1 milhão de alunos. Esta realidade aponta uma grande oportunidade de expansão do ensino superior por meio do FIES”, conclui Monteiro.
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