Pacientes ignoram tratamento para colesterol alto, diz OMS

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Pesquisa, em países de rendas média e alta, incluindo EUA e Japão, revela que mesmo com acesso ao tratamento, muitos deixam os cuidados de lado.

A maior parte de pessoas com altas taxas de colesterol não está recebendo tratamento. O alerta consta de um estudo da Organização Mundial da Saúde, divulgado nesta terça-feira, em Genebra.

Em todo o mundo, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte, provocando 17 milhões de óbitos anualmente. Altas taxas de colesterol são um fator de risco para mortes prematuras.

Trombose

A pesquisa, que contou com 147 milhões de pessoas, foi conduzida em seis países: Inglaterra, Alemanha, Japão, Jordânia, México, Escócia e Estados Unidos.

Grande parte dos pacientes ignorava a necessidade de tratamento para prevenir problemas como ataques cardíacos e trombose. Segundo o estudo, o acesso ao remédio não era um problema para os pacientes.

O médico do Serviço de Saúde Interno das Nações Unidas, Alexandre Lima, disse à Rádio ONU, de Nova York, como as pessoas em países pobres podem se prevenir do mau colesterol.

“Geralmente, a medicação é alguma coisa que custa mais, ou para o bolso do usuário, ou então para o governo que dá um subsídio para isso. Então, as primeiras coisas a estimular ao máximo são: a questão da dieta, que não vai custar tanto, e o exercício, que custa menos. Mas, em termos daqueles que tem necessidade, em termos de custo-benefício é muito melhor dar o medicamento do que deixar a pessoa prosseguir sem medicamento”, disse.

A pesquisa do Boletim da Organização Mundial da Saúde é a primeira a demonstrar o tamanho das disparidades no tratamento do colesterol.

Num dos países pesquisados, o Japão, 53% dos adultos diagnosticados continuam sem tratamento.

*Com informações da Rádio ONU em Nova York

 

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