México analisará estudo que denuncia poluição em Aquífero de Iucatã

Jornal Grande Bahia, compromisso em informar.
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O Governo mexicano anunciou neste domingo que analisará as conclusões de um estudo publicado pela revista “Environmental Pollution” que assinala que o sistema aquífero da península de Iucatã está poluído com remédios, narcóticos, pesticidas e outros produtos químicos.
Em comunicado a Secretaria (Ministério) do Meio Ambiente do México (Semarnat) informa que “iniciará a análise correspondente” do exposto na publicação científica para pôr a situação ao conhecimento dos organismos encarregados da proteção da natureza e da saúde.
A nota cita concretamente a Comissão Federal para a Proteção contra Riscos Sanitários (Cofepris), a Comissão Nacional de Água (Conagua) e a Procuradoria Federal de Proteção ao Ambiente (Profepa) como as três instâncias governamentais que, “no marco normativo que os regula”, pudessem tomar medidas no assunto.
Segundo a Semarnat uma das conclusões do estudo é que “o sistema aquífero da península de Iucatã, no leste do México, está contaminado com remédios, narcóticos, pesticidas e outros produtos químicos, e se suspeita que o principal causadora é o setor hoteleiro”.
A análise foi elaborada por uma equipe de cientistas mexicanos e canadenses liderado pelo cientista Chris Metcalfe.
O especialista disse à Agência Efe que a contaminação do aquífero da península de Iucatã é fruto do vazamento de águas residuais e que embora se desconheça seu mecanismo exato as maiores suspeitas recaem sobre a indústria turística.
“Em muitas destas áreas se têm sistemas de coleta de águas residuais não adequados, por isso que podem acontecer vazamentos de tanques sépticos. A outra possibilidade é que nos campos de golfe se utiliza a irrigação de águas residuais”, explicou Metcalfe.
O estudo constata que vários resíduos estão vazando para os aquíferos da Riviera Maya, uma das zonas mais turísticas do México, e contaminando o labirinto de cavernas aquáticas da região, os chamados “cenotes”, um de seus principais atrativos turísticos da península, e fluem dali para o mar do Caribe.
A poluição, a pesca excessiva, as doenças de coral e o aquecimento global causado pela mudança climática podem ter contribuído para a perda de até 50% dos corais nesta custa desde 1990, acrescenta.

Em sua breve nota para a Semarnat lembra que “a península de Iucatã se caracteriza por contar com um solo altamente calcáreo, assim como ter os lençóis freáticos a muito pouca profundidade, por isso que a instalação de drenagens tradicionais foi sempre um de seus principais problemas, que deverá ser levado em conta em qualquer análise.

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