Inapetência e inação marcam a gestão de James Correia na Secretaria da Indústria, levando Feira de Santana a perder empregos, tributos e desenvolvimento

James Correia, administração marcada pelo imobilismo.
James Correia, administração marcada pelo imobilismo.

O polo industrial do CIS (Centro Industrial do Subaé), cuja sede fica em Feira de Santana, com atuação em outros municípios a exemplo de São Gonçalo, Conceição da Feira e Conceição do Jacuípe, encontra-se paralisado, sem condições de expansão. Por falta de áreas industriais homologadas para doação às empresas de pequeno e médio porte que queiram se instalar, principalmente no município de Feira de Santana.

O Jornal Grande Bahia, enviou correspondência e manteve contato telefônico com o secretário da Indústria, Comércio e Mineração (SICM), com objetivo de questionar  James Silva Santos Correia, secretário estadual, sobre as ações que vem executando com objetivo de ampliar a capacidade de recepção a novas indústrias no município de Feira de Santana (o CIS é uma autarquia estadual, ligada a SICM).

Os assessores Nestor Mendes Jr e Anderson Vessechia foram os responsáveis por responder aos questionamentos enviados pelo JGB. Pois, o “ínclito” e “ocupado” Doutor James Correia não iria responder às graves acusações que uma fonte de dentro do governo Wagner, fazia.

O primeiro e-mail:

Bom dia,

O Jornal Grande Bahia, prepara uma matéria apara a manchete onde aborda a falta de apoio da SICM para implantação de indústrias em Feira de Santana.

Segundo fonte ligada ao governo, o secretário James Correia tem agido deliberadamente no intuito de induzir os empresários a investirem em outras cidades, a exceção de Feira de Santana.

Esta mesma fonte diz que o CIS em Feira, encontra-se impossibilitado de ofertar áreas industriais para os empresários. Por conta de problemas com a lei estadual, que esta desatualizada.

Ela ainda afirma que James Correia tem pouco se interessado pelo assunto e que sua ação tem trazido prejuízos para empresários, trabalhadores, Governo do Estado e a prefeitura de Feira Santana.

A fonte diz que a SICM não promove ações que busque dar visibilidade ao CIS, e que a secretaria tem dando pouco ou nenhum apoio técnico para que a autarquia amplie sua ação para os municípios de São Gonçalo, Conceição da Feira e Conceição do Jacuípe.

Um empresário chegou a classificar a ação de James Correia como danosa para o desenvolvimento do estado da Bahia. E atribui à falta de vigor na área, a inação do secretário.

O segundo e-mail

Os assessores de James pediram para especificar através de e-mail, as perguntas que gostaríamos que o secretário respondesse. Pois, ele recusa responder acusações de fontes anônimas.

Formulamos dez perguntas:

1º – Quantas vezes, ao longo de mais de dois anos em que esta à frente da SICM, o senhor James Correia visitou Feira de Santana com objetivo de se reunir com os empresários do setor industrial e debater a atual situação do CIS e as demandas dos empresários?

2º – Quantas vezes James Correia visitou Feira de Santana com objetivo de se reunir com os segmentos organizados da sociedade e com os prefeitos que fazem parte da área de influência do CIS, com objetivo de avaliar e prover ações para incremento de politicas industriais?

3º Estando mais de dois anos à frente da SICM. Que projetos de expansão industrial, James Correia buscou desenvolver, com objetivo de atrair novas indústrias e possibilitar a ampliação das que estão implantadas?

4º Quantas vezes James Correia esteve reunido pessoalmente com o governador Wagner para tratar das demandas do setor industrial, principalmente, sobre o CIS?

5º Quantos e quais deputados estaduais James Correia procurou na Assembleia Legislativa da Bahia para tratar da necessidade de aprovação da nova legislação que viabilize a aquisição de áreas industriais para doações com objetivo de ampliar o parque fabril baiano, e principalmente o de Feira de Santana?

6º Como explicar o fato de que a única fábrica de automóveis instalada na Bahia, a Ford, foi uma conquista pessoal do senador Antônio Carlos Magalhães (falecido). Enquanto Jaques Wagner, do mesmo partido do ex-presidente Lula e da atual presidente Dilma, não conseguiu atrair nenhuma, mesmo tendo sido implantadas inúmeras fábricas automotivas no Brasil, neste período?

7º O senhor, James Correia, disse que parabeniza o governo de Pernambuco pela conquista de uma unidade da Fiat, que tem investimentos previstos da ordem de R$ 3 bilhões. Como espera explicar aos milhares de baianos desempregados, favelados, e excluídos socialmente, que pagam o seu salário e dos funcionários da SICM, além é claro, do governador Wagner. O fato, do senhor nem se quer, disputar o processo de conquista desta importante unidade fabril?

8º Como o senhor espera explicar aos milhares de moradores da microrregião de Feira de Santana, que sonham com uma carteira de trabalho assinada, o fato de existirem cerca de sessenta empresas querendo se instalar no município, a mais de  um ano. E não puderem se instalar porque a sua secretaria não é capaz de provem o mínimo necessário, terras para implantação?

9º O senhor tem orientado a sua equipe no sentindo de que as empresas que buscam a Bahia para investir sejam orientadas a evitarem Feira de Santana?

10 º Como o senhor responde as criticas da falta de ação da sua secretária?

A resposta

Nós do JGB, não poderíamos esperar melhor de um inepto gestor público. Nenhumas das perguntas foram respondidas. Enviaram-nos um e-mail, com link para uma matéria onde dizia que empresários querem se instalar em Feira de Santana. E pediram para procurar o diretor do CIS, José Mercês Neto, que o mesmo forneceria mais informações.

A avaliação

O inapetente secretário James Correia nada responde, porque pouco ou nada tem feito. Criticado por diversos setores da sociedade civil organizada, tem levado o segmento industrial ao imobilismo e ao baixo crescimento.

Em 2010, o setor industrial obteve crescimento de 10,9%. Mas, quando dissecados os números, verifica-se com facilidade que o crescimento vem da planta industrial já instalada, com retomada da produção, ou, por conta dos planos de expansão industrial. Algo bem distante de uma política pública de incremento de produção (em 2009 o crescimento foi de 3,9%).

As empresas que ainda vem à Bahia, o fazem por conta dos trabalhos desenvolvidos nos governos dos Democratas. Que no setor industrial, buscaram implementar uma forte política de atração com incentivo fiscal. Além de anúncios em veículos de comunicação, parcerias com objetivo de formação de mão de obra especializada e uma ação política forte no sentido da modernização do parque fabril.

O incentivo fiscal, é sempre criticado por Wagner e pelo inepto secretario James Correia. Estes servidores do povo se esquecem que governo, quando abre mão de parte da receita tributária de uma nova indústria, está abrindo mão de algo que ainda não tem.

Uma nova indústria gera postos de trabalhos. Estes trabalhadores, inseridos no mercado, passam a consumir mais, pagando impostos e movimentando a economia. Mas, deve ser difícil para o Doutor James Correia entender que no Brasil, a principal carga tributária esta no consumo e não na renda.

Por fim, os governos estaduais não precisariam abrir mão de parte dos impostos como forma de atração industrial, se uma reforma tributária fosse feita durante o governo Lula. Com uma clara e objetiva política de desenvolvimento industrial no plano nacional.

Sobre Carlos Augusto 9462 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).