Federação Internacional de Judô homenageia Salvador por sediar mundial

Jornal Grande Bahia, compromisso em informar.
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A Federação Internacional de Judô (FIJ) promove entre esta sexta-feira (04/02/2011) e domingo (06/02) a etapa francesa do Grand Slam do Judô. No sábado (05/02), a capital baiana será homenageada pela entidade por ter sido escolhida como sede do Campeonato Mundial de Judô por Equipes de 2012.

A capital baiana entrou definitivamente no calendário oficial dos grandes eventos esportivos internacionais devendo sediar a Copa do Mundo de Judô por Equipes (2010 e 2011); o Mundial de Judô (2012); a Copa do Mundo de Futebol (2014); os jogos de futebol masculino e feminino das Olimpíadas Rio 2016, além de ter uma grande chance de sediar a Copa das Confederações da Fifa (2013). Simultaneamente à conquista da realização do Mundial de Judô em 2012, a Região Metropolitana de Salvador (RMS), mais precisamente o município de Lauro de Freitas, ganhará o Centro Nacional de Excelência e Alto Rendimento de Judô, para atender atletas nacionais e internacionais da modalidade.

O Grand Slam de Judô de Paris acontecerá no emblemático Palácio Multidesportos – Paris Bercy. É considerada uma das provas de judô mais conceituadas a nível internacional e que prima, não só pela organização, como pelos desempenhos dos judocas que competem todos os anos. Esse ano, o Brasil será representado por Sarah Menezes (48kg), Erika Miranda (52kg), Mayra Aguiar (78kg), Leandro Cunha (66kg), Leandro Guilheiro (81kg), Flavio Canto (81kg), Tiago Camilo (90kg), Luciano Correa (100kg) e Rafael Silva (+100kg).

Planos da CBJ

Para 2011-2012, o último do ciclo olímpico em que a classificação para Londres e as medalhas olímpicas são prioridades, a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) já divulgou os planos. O investimento na equipe principal masculina e feminina em treinos e competições no Brasil e exterior será na ordem de R$ 2,5 milhões, além R$ 1 milhão em incentivo direto aos atletas medalhistas olímpicos ou mundiais que estejam ranqueados dentro da zona de classificação olímpica de Londres 2012. A base do trabalho da CBJ teve como lastro a meritocracia. “Todo o investimento que a CBJ e seus parceiros fazem visa a resultados. Semeamos para colher medalhas”, frisa o presidente da CBJ, Paulo Wanderley Teixeira.

Um plano individualizado para cada atleta leva em conta a performance em 2010. Não apenas no que se refere aos resultados em competições, mas interagindo com as diversas áreas técnicas como medicina, nutrição, fisioterapia, estrategismo, psicologia, etc,. “Temos um raio-x minucioso de cada atleta que defendeu o Brasil e é a partir desses dados que estabelecemos as prioridades para 2011″, explica o coordenador técnico da CBJ, Ney Wilson. Na temporada passada, os atletas do Brasil da categoria sênior subiram ao pódio 113 vezes em competições internacionais (34 ouros, 28 pratas e 51 bronzes). A estatística leva em conta todas as competições oficiais com participação da Confederação Brasileira de Judô, como etapas do circuito mundial (Grand Slam, Grand Prix, Copa do Mundo e Campeonato Mundial), Campeonato Pan-Americano e Jogos Sul-Americanos.

Medalhas olímpicas

Para a CBJ, a manutenção do alto nível na performance é crucial para chegar com boas chances de medalhas no ano que vem, em Londres. “Levando em conta apenas os Grand Slam e Mundial, que são as competições mais importantes e de nível mais alto do mundo, o Brasil aparece entre os cinco principais países em números de medalha, ao lado de Japão, Rússia, França e Coreia. Manter essa regularidade vai ser importante para nossa classificação aos Jogos Olímpicos de Londres”, destacou Ney Wilson.

Ano passado o judô brasileiro ganhou suas primeiras medalhas de 2010 com o meio-médio Leandro Guilheiro no mais alto do pódio no Grand Slam de Paris, ao passo que Tiago Camilo ficou com o bronze entre os médios. Outros resultados verde-amarelos foram as quintas colocações de Luciano Correa (meio-pesado), Erika Miranda (meio-leve) e Sarah Menezes (ligeiro). Já Walter Santos , Mayra Aguiar e Maria Suellen Altheman foram eliminados precocemente em suas categorias. O Brasil encerrou a participação em sexto lugar de 55 países no quadro de medalhas. Participaram do Grand Slam de Paris 382 atletas.

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