Embaraços a um direito fundamental | Por Isis Nogueira

Jornal Grande Bahia, compromisso em informar.
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O Direito social a informação é uma garantia assegurada em nossa carta magna em seu artigo 220. Apesar desta garantia, este direito vem enfrentando embaraços e obstáculos de diversas naturezas. Seja política, ideológica ou de qualquer outra vertente.

Recentemente, a imprensa estava encontrando dificuldades em obter dados das ocorrências policiais. Mas, a população precisa estar informada sobre o que acontece em sua volta. Em especial, quando se fala em segurança pública.

A liberdade de imprensa, ao longo da história da humanidade, vem sobrevivendo a essas dificuldades. Dificuldades estas, que não deveriam existir já que o direito a informação e o de polemizar (dentro dos limites éticos e da legalidade) em relação ao assunto abordado, ou até mesmo rebatê-la fazem parte do processo evolutivo do homem. Criar empecilhos a informação é evitar o desenvolvimento do ser humano.

A informação contribui para desalienar a mente culturalmente fechada para outras idéias e quando se coloca uma barreira a este direito, principalmente quando o cidadão é o interessado direto na matéria, tenta-se obstruir uma garantia universal de informar e ser informado e aliena-se a mente dos informados.

O Homem começou a se comunicar para conseguir sobreviver mais tempo, obter uma maior cooperação entre os membros de um clã, tribo ou polis. E nesse sentido, há de se convir que ao estipular regras para obter informações sobre ocorrências policiais é ao mesmo tempo impedir a sociedade de se conscientizar de um problema que muitas vezes tem raízes familiares, seja por falta de educação, oportunidades no mercado de trabalho, condições de vida precária.

Sem os dados reais do que ocorre em sua volta, a sociedade não tem como ajudar o poder público a resolver um problema que é de todos. Fala-se muito em ética jornalista na hora da divulgação de dados e informação, mas ética é ética e por ser uma arte, não é totalmente transmissível por ensino, muito menos criando embaraços a informação que a ética será imposta, muito menos seguida. O papel da mídia não é formar opiniões, mas informar. A conclusão final vem do leitor.

Sabe-se que criminalidade na Bahia cresceu de maneira assustadora, apesar do poder público ter investido em novos policiais. O número de homicídios eleva a cada dia, não adianta só saber que o tráfico está presente nestas estatísticas é necessário fazer uma política pública eficiente para a redução dos índices de violência divulgados constantemente por alguns veículos de comunicação.

Contratar policiais é um grande passo, mas é necessário verificar o estado de trabalho, remuneração e condições de vida dos mesmos. Além de incluir socialmente pessoas que por não terem estudo ou qualificação técnica ficam de fora do mercado de trabalho e acabam recorrendo ao crime organizado. E não são esses os objetivos da República Federativa do Brasil assegurados no artigo 3º da Constituição Federal, mas sim construir uma sociedade livre,justa e solidária.

*Isis Nogueira, 28 anos, estudante de jornalismo pelas Faculdades Integradas Ipitanga UNIBAHIA, em lauro de Freitas- Ba.Colunista da Revista Eletrônica Simões Filho em Foco, Revista Gosto de Ler e aspirante a jornalista estagiária do grupo CS Comunicação de Lauro de Freitas.

*Por Isis Nogueira

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