Conflitos na Líbia ainda não ameaçam economia mundial

A Líbia depende da exploração de petróleo e gás. O país de Kadafi também abriga grandes empresas internacionais e detém investimentos importantes em outros países.

Os investimentos da LIA são fortes na Itália, estimulados também pela amizade especial entre o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, e Muammar Kadafi. O fundo estatal líbio, juntamente com o Banco Central líbio, detém 7,5% do banco milanês UniCredit sendo o maior acionista estrangeiro.

A LIA possui ainda 2% do consórcio italiano de aviação e armamento Finmeccanica, além de 7,5% do clube italiano Juventus. Segundo a imprensa, 2% da fabricante Fiat também estariam nas mãos do fundo líbio.

No ano passado, Kadafi comprou, por 224 milhões de libras esterlinas, 3% da Pearson, empresa britânica de comunicação da qual faz parte o jornal Financial Times.

Em dezembro, a LIA adquiriu 5% do fundo imobiliário turco Emlak Konut, por meio de oferta pública na bolsa de valores. Há investimentos também na Rússia: 3% do consórcio de alumínio UC Rusal estão nas mãos da Líbia.

Efeitos na economia

Segundo o instituto de pesquisas Ifo, a instabilidade política nos países árabes ainda não representa um problema para o comércio mundial. “Os países afetados têm uma participação relativamente pequena nas trocas comerciais internacionais”, avaliou o especialista Klaus Abberger.

Segundo ele, a atual situação não interrompeu o processo de recuperação global. No entanto, isso poderia pode mudar diante de alguns cenários, acrescenta Abberger. Caso seja interrompido o comércio através do canal de Suez, que é estrategicamente tão importante, carregamentos de petróleo e exportações da China não chegariam mais à Europa pela rota marítima mais rápida.

Igualmente problemática seria uma mudança de estratégia dos investidores internacionais, diz Abberger, já que a violência poderia provocar uma maior cautela dos investidores nos países emergentes.

A alta do petróleo pode representar gastos adicionais milionários à economia alemã, advertiu o especialista da Confederação Alemã das Câmaras de Indústria e Comércio (DIHK), Felix Neugart. “Uma elevação de preços em 1% custa cerca de meio bilhão de euros para a economia alemã.” Se o preço permanecer no nível atual, a Alemanha gastaria aproximadamente 15 bilhões de euros a mais em um ano.

*Com informações do Deutsche Welle

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