Sérgio Lima rebate denúncias do site Jornal da Povo, enquanto Carlos Lima sustenta veracidade dos fatos narrados sobre crimes praticados

Carlos Lima, Sérgio Lima e Júlio Motta. Denuncias e defesa, além de ameças de processos judiciais.
Carlos Lima, Sérgio Lima e Júlio Motta. Denuncias e defesa, além de ameças de processos judiciais.
Carlos Lima, Sérgio Lima e Júlio Motta. Denuncias e defesa, além de ameças de processos judiciais.
Carlos Lima, Sérgio Lima e Júlio Motta. Denuncias e defesa, além de ameças de processos judiciais.

O diretor da Happy Clin, clínica odontológica com sede em Feira de Santana, Sérgio Lima, foi alvo de uma série de denuncias divulgadas pelo site Jornal da Povo, que tem à frente o jornalista e radialista, Carlos Lima.

Segundo as denuncias veiculadas no site, cuja autoria do texto é do professor doutor do curso de odontologia da UEFS, Júlio Cesar Motta Pereira, Sérgio Lima foi protagonista de uma série de crimes: estelionato, falsidade ideológica, má fé e possivelmente pagamento de propina. O professor afirma em sua matéria com título: ‘Um homem rico em desgraça’, que Sérgio Lima foi preso por policiais militares, após os mesmos serem acionados por comerciantes da cidade de Tanquinho:

“No mercado Sacolão, o Sérgio Lima comprou cervejas no valor de R$90,00 e deixou para pegar depois, ligou no dia seguinte ao golpe, solicitando que o proprietário fizesse a carga de telefone no valor de R$90,00. O proprietário já sabendo do golpe em outros estabelecimentos e que o mesmo fora roubado por ele, querendo armar uma situação para pegá-lo, disse que o sistema estava fora do ar.”, cita Júlio Mota em sua matéria.

O professor afirma ainda que Sérgio Lima, mesmo detido, não foi registrado em ocorrência policial, os fatos delituosos narrados na matéria. “Estranhamente o “empresário, médico/estelionatário” não cumpriu com as mesmas rotinas para os transgressores iguais a ele, que superlotam o complexo policial e a penitenciária de Feira de Santana.”, questiona Júlio Mota. (Leia a integra da matéria, clicando aqui)

Sérgio Lima rebate denuncias

A equipe do JGB manteve contato com Sérgio Lima, para que o mesmo apresentasse a sua versão dos fatos. Ele pediu que aguardasse alguns dias, pois estava reunido com os advogados do escritório Cajado Menezes, com objetivo de acionar juridicamente: Carlos Lima, Júlio Motta, Site do Jornal da Povo, o Programa Jornal da Povo e a Rádio Povo.

Após alguns dias, ele nos encaminhou uma nota em que rebate as denúncias e questiona a falta de ocorrência policial que registre os fatos. Com o título ‘Ao invés da desgraça o resgate da verdade’, Sérgio Lima afirma que Júlio é um covarde e diz: “O Autor desse artigo até que tentou se esconder, covardemente, atrás de 02 (duas) letras, certamente já sabendo que os fatos mencionados não passavam da mais pura e caluniosa mentira, ato esse que nossa sociedade reprova com bastante veemência.”.

Para Sérgio Lima, o professor doutor Júlio Motta é um frustrado, afirmando que: “…de forma irresponsável e sem apresentar qualquer prova documental ou testemunhal acerca dos fatos a mim imputados, o que é bom dizer seria impossível pois não existe, o Sr. Júlio Motta, dentista frustrado que sequer exerce a profissão, teve a audácia de afirmar em seu artigo que eu fui preso e algemado por policiais civis, no Posto São Cristovão, localizado no Município de Tanquinho/BA, por ter roubado o citado estabelecimento comercial e para fins de apuração de crime de estelionato que estava sendo cometido na cidade de Tanquinho/BA. (Leia a integra da nota, clicando aqui)

Pontos obscuros

Contatado pelo JGB, Carlos Lima afirma que possuí evidências que comprovam a veracidade dos fatos veiculados e afirma possuir uma fotografia, registrada a partir de um telefone celular, onde verificasse claramente Sérgio Lima, dentro da viatura policial. Ele também diz que possui gravações com moradores de Tanquinho, que confirmam ter testemunhados os fatos descritos na matéria, ‘Um homem rico em desgraça’. Solicitamos o material, ele preferiu manter sob sigilo, dizendo que no momento oportuno divulgaria tudo em seu sítio jornalístico.

Caso os fatos narrados sejam verdadeiros, a falta de um boletim de ocorrência policial, ou do lançamento em algum livro oficial, em que registre a detenção de um cidadão, traz grave suspeita sob a corporação militar e sob a polícia civil.

Outro ponto obscuro é o que motivou o professor doutor da UEFS a produzir material jornalístico sobre Sérgio Lima. Seria apenas uma ação normal de um cidadão que tem fortes ligações com a comunidade de Tanquinho, onde o pai, Cristovam, foi prefeito. Ou outros motivos levaram o professor a denunciar. A equipe do JGB, tentou entrar em contato com o professor, mas os dois números de telefones celulares contatados, não pertenciam mais a Motta.

Sérgio Lima, equívocos e processo

Sérgio Lima em sua nota, ‘Ao invés da desgraça o resgate da verdade’ cita a Lei de Imprensa, mas esta Lei foi declara Inconstitucional pelo STF. Também afirma que trata-se de um artigo jornalístico, quando na verdade é uma matéria. Enquanto o artigo baseia-se em analises, a matéria descreve fatos.

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Sobre Carlos Augusto 9515 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).