Presidente da Itália apela, em carta enviada ao Brasil, para que Dilma extradite Battisti

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O presidente da Itália Giorgio Napolitano apelou à presidenta Dilma Rousseff para que ela reveja a decisão sobre a extradição do ex-ativista político Cesare Battisti, de 52 anos. Na correspondência, Napolitano reitera o pedido para a extradição de Battisti. A carta foi enviada no último dia 14 – antes de o Senado italiano ratificar a moção em favor da extradição e do Parlamento Europeu reiterar a solicitação da Itália.

As informações foram confirmadas pela Presidência da República. Assessores de Dilma informaram que o caso de Battisti é interpretada pelo governo italiano como uma questão jurídica que não afeta as relações bilaterais. Segundo a assessoria da Presidência, as relações entre Brasil e Itália são amplas e históricas. A presidenta ainda não respondeu à correspondência.

Assessores de Dilma não forneceram detalhes da correspondência encaminhada por Napolitano. Porém, autoridades italianas informaram que ele ressaltou que há um tratado de extradição entre Brasil e Itália e que deve ser cumprido.

Ontem (20) à tarde o Parlamento Europeu aprovou o pedido de extradição do governo da Itália referente ao ex-ativista político. A proposta solicita que o governo brasileiro reavalie o pedido da Itália no esforço de assegurar o tratado bilateral sobre a extradição. A votação ocorreu durante a tarde e 20 parlamentares se inscreveram para discutir o assunto.

A decisão do Parlamento Europeu será comunicada oficialmente à presidenta e aos presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e da Câmara, Marco Maia (PT-RS), assim como ao presidente da Comissão Parlamentar do Mercosul, senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS). A aprovação do texto deve ser interpretada como recomendação em nome da parceria estratégica que há entre o Conselho da União Europeia e o Brasil.

No último dia 31, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu manter Battisti no Brasil com base nas argumentações da Advocacia-Geral da União. A iniciativa gerou polêmicas na Itália com protestos de manifestantes nas ruas e também de integrantes do governo italiano.

Desde 2007, Battisti é mantido preso preventivamente no Brasil na Penitenciária da Papuda, em Brasília. Ele fugiu da Itália rumo à França e, em 2004, chegou ao Rio de Janeiro. Na Itália, o ex-ativista foi condenado à prisão perpétua por envolvimento em quatro assassinatos. Ex-integrante do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), ele nega todos os crimes que lhe são atribuídos.

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