Investimento de R$ 36 milhões evitaria mortes por tragédias climáticas, diz secretário do MCT

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Um investimento de R$ 36 milhões seria suficiente para evitar as centenas de mortes registradas na região serrana do Rio de Janeiro, em decorrência das fortes chuvas que castigam o Sudeste do país neste início de ano. A afirmação foi feita pelo secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Luiz Antônio Barreto de Castro, na reunião da Comissão Representativa do Congresso Nacional convocada para discutir o assunto nesta quinta-feira (20/01/2011).

– Se nós gastarmos adequadamente R$ 36 milhões ao longo deste ano, não morre ninguém no ano que vem – garantiu Luiz Barreto de Castro.

Conforme o secretário, que já teve anunciada sua substituição no cargo, há dois anos foi preparado no ministério um plano para a instalação de radares destinados a prever desastres naturais, com custo estimado em R$ 115 milhões. No entanto, o plano não pôde ser incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Depois disso, uma tentativa de inclusão no PAC 2 também teria sido vetada, pelo então ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

Por orientação do então ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, o plano teria sido remanejado para o Plano de Ação da Ciência, Tecnologia e Inovação (PCTI), com recursos mais limitados.

– Criamos um grupo de trabalho em agosto do ano passado e fizemos uma proposta de 36 milhões para um plano-piloto. Mas esse recurso ainda não foi liberado – relatou o secretário.

Luiz Barreto de Castro disse estar “indignado” com a situação, mas negou que suas críticas à demora na liberação de recursos para um sistema de prevenção tenham sido a razão de sua saída do governo. Ele mesmo teria colocado o cargo à disposição do novo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, desde o primeiro dia do governo Dilma.

Ele também afirmou ter confiança no trabalho de seu substituto, o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Carlos Nobre.

– A solução existe, não custa um rio de dinheiro e está em boas mãos – disse.

Segundo Luiz Barreto de Castro, o modelo ideal – que ele conheceu há mais de dez anos na Venezuela – é composto por um sistema de radares e uma “sala de situação”, com especialistas observando as mudanças 24 horas por dia e ligação direta com a defesa civil. O secretário destacou que, no caso da tragédia no Rio, houve o alerta do radar, mas o resto do sistema não existia.

Luiz Barreto de Castro alertou que cada vez mais haverá ocorrência de problemas associados ao clima, o que requer investimentos adequados. Ele disse também estar indignado com a forma irresponsável como a tragédia do Rio é tratada pelas pessoas em geral, pelas autoridades e em programas televisivos. Em sua opinião, já poderiam estar sendo tomadas medidas capazes de evitar muitas dessas tragédias.

*Com informação da Agência Senado

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