Algo vai mal no mundo | Por José Carlos García Fajardo

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O informe do PNUD afirma que “nunca a humanidade dispôs de tantos recursos para eliminar a pobreza” e calcula o custo adicional para garantir serviços sociais básicos em todos os países empobrecidos.

Para que todos tivessem acesso ao Ensino Básico, seria necessário nove bilhões de dólares por ano, durante uma década. Saúde reprodutiva para todas as mulheres, 12 bilhões. Saúde e nutrição básica para todos os seres humanos, 13 bilhões. Para que todas as pessoas tivessem água limpa e instalações de saneamento, nove bilhões. Somam 40 bilhões de dólares por ano que, durante uma década, seriam uns 400 bilhões de dólares. É o que cada ano os bancos lavam do narcotráfico e menos da metade do gasto mundial em armamento. Só os EUA já superam esta cifra.

A mais terrível ameaça à humanidade é a explosão demográfica. A princípios do século XX, não alcançávamos os dois bilhões de habitantes e, no final do século, éramos seis bilhões.

Para estudar este problema realizaram-se as Cumbres do Cairo e de Beijing. Comprovou-se que, onde as mulheres têm acesso à educação e a postos de trabalho iguais aos dos homens, a curva demográfica se estabiliza. Ao mesmo tempo, esta descende nos países muito ricos, onde aumenta a população aposentada – que requer imigrantes para cobrir postos de trabalho e garantir o pagamento das pensões através do pagamento à Seguridade Social. Nada de explosão demográfica graças à educação para todos, a garantir a saúde reprodutiva das mulheres e erradicar a fome no mundo, que se tornou global, próxima e responsável solidária.

Erradicar a fome e cuidar da saúde básica de todos demonstra-se como possível e inadiável, porque a vida sobre o planeta corre perigo.

É loucura lutar contra o terrorismo mediante as guerras preventivas. Não sería más lógico acometer os problemas fundamentais? Algo vai mal quando se mantém 34 guerras, EUA e Inglaterra bombardeam a população civil em Iraque e o mundo livre tolera que Israel extermine o povo palestino. Não controlam os poderes financeiros, mas bombardeiam outros países quando convém a seus interesses.

Uma centena de multimilionários pediu a Bush que não eliminasse o imposto sobre a herança, 236 bilhões de dólares em uma década, já que repercutirão sobre os mais pobres. No entanto, pôde mais a avareza de outros que sustentam os cofres do partido no poder. E mais da metade do necessário para acabar com a fome no mundo.

*Por José Carlos García Fajardo

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