Agenda dos presidentes Dilma Rousseff e Barack Obama inclui economia, políticas públicas e sociais; Encontro entre governantes do Brasil e EUA ocorre em Brasília

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A reunião do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama e a presidenta Dilma Rousseff, que  ocorre em março de 2011 em Brasília, incluirá temas que vão desde os programas de transferência de renda até questões de energia, investimentos em projetos do pré-sal, comércio exterior, direitos humanos e mudanças climáticas, além da crise cambial e do desenvolvimento sustentável.

Negociadores norte-americanos e brasileiros preparam a agenda de discussões. Inicialmente, eles organizam as conversas de Dilma e Obama em duas fases: uma em que todos participam – os presidentes e assessores – e outra em que apenas os dois conversam. Em geral, segundo assessores, as reuniões a sós entre chefes de Estado duram cerca de uma hora.

Barack Obama desembarcará em Brasília com uma comitiva que deve reunir ministros, assessores e empresários. Do lado brasileiro, Dilma também estará acompanhada de assessores. A comitiva norte-americana inclui representantes do Tesouro, do Departamento de Estado (o equivalente ao Ministério das Relações Exteriores) e autoridades das áreas de segurança nacional, energia e meio ambiente.

Os governos do Brasil e dos Estados Unidos já sinalizaram que estão entre as prioridades as propostas de uso de energia limpa e recursos renováveis. Do lado norte-americano, houve ainda indicação sobre articulações para as parcerias de projetos do pré-sal e ações de cooperação para os países pobres, em especial o Haiti.

As discussões sobre mudanças climáticas e propostas para o desenvolvimento sustentável são outros itens das conversas. Na área econômica, um dos principais assuntos será a desvalorização da moeda americana – gerada por medidas unilaterais, inclusive por parte dos Estados Unidos – para o fortalecimento da economia interna, mas que causa o desequilíbrio global.

Uma das preocupações nos Estados Unidos, segundo assessores, é que os investidores norte-americanos estão perdendo espaço para os chineses no Brasil. Atualmente a China é o principal parceiro comercial do Brasil. A perda de espaço comercial é um elemento novo nas relações entre os dois países, pois os norte-americanos durante anos foram os primeiros investidores no Brasil.

Dilma pretendia ir aos Estados Unidos em março, mas houve uma mudança na agenda e Obama, que havia sido convidado no ano passado para visitar o Brasil, avisou que aceitava o convite para o final do primeiro trimestre deste ano. A agenda ainda está sendo fechada, assim como não há uma definição de datas, mas a ideia é que as reuniões ocorram na segunda quinzena de março.

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