SAFRA de algodão gera três mil empregos na Agricultura Familiar

Com o status de segundo maior produtor de algodão do País, atrás apenas do Mato Grosso, o Estado da Bahia possui uma área total de 280 mil hectares, dos quais 264 mil estão na região oeste e 16 mil hectares na sudoeste (em torno de três mil hectares da agricultura familiar), gerando R$ 190 milhões de impostos. Na Fenagro, evento que acontece até domingo (05/12/2010), no Parque de Exposições de Salvador, por meio da cadeia produtiva do algodão todas as ações desenvolvidas com a cultura são evidenciadas, desde o plantio até a comercialização.

No espaço destinado ao algodão são apresentadas pela Secretaria da Agricultura (Seagri), por intermédio dos técnicos da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), demonstrações de manejo do cultivo, conservação e acompanhamento na preparação do solo, subsolagem e água, utilização do caroço do algodão para fabricação de tortas destinadas à alimentação de animais, artesanatos, transporte, consultoria gerencial na colheita e os resultados exitosos de pesquisa, assistência técnica e extensão rural.
De acordo com o técnico da EBDA e coordenador do programa estadual do algodão, Ernesto Ledo, apesar da área plantada pela agricultura familiar, na região sudoeste, ser pequena em relação ao total da área plantada no estado, há geração de emprego proporcionalmente igual ou superior à área empresarial. Enquanto a agricultura familiar gera um emprego/hectare, a cotonicultura empresarial gera um a cada 27 hectares.
Consolidação
“Nessa safra (2010/2011), o algodão já gerou três mil empregos para a agricultura familiar, podendo chegar, ao final da safra, perto dos 20 mil empregos. O nosso objetivo, nos oito dias do evento, é trocar informações com todos os envolvidos com a cadeia, mostrar as ações desenvolvidas na busca da consolidação desse processo, e gerar conhecimento técnico-científico que possa contribuir com o desenvolvimento das regiões produtoras”, disse Ernesto Ledo.
Segundo o presidente da empresa, Emerson Leal, a cadeia produtiva do algodão é a que mais gera empregos no estado, perdendo apenas para a construção civil. “A geração de postos de trabalho nessa cultura vai desde o plantio até o posto de venda do produto final, na loja. O volume de recursos gerado ativa a economia regional, passando pela mão de muitas pessoas, incluindo dos setores de fiação e tecelagem”.
Também para a safra foi assinado, em setembro, um convênio entre a EBDA e a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) para custeio de despesas relativas ao preparo do solo por subsolagem, gradagem e nivelamento de 618 hectares, que beneficiará 309 agricultores familiares. Eles serão cadastrados e selecionados para participar do programa nos municípios de Malhada, Iuiú, Palmas de Monte Alto e Guanambi. Além da EBDA e Abapa, o estande da cadeia produtiva do algodão conta com participação da Bonfim Indústria Algodoeira Ltda (Bial)

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