Resenha do livro Noites Brancas – Fiódor Dostoiévski | Por Marcelo Vinicius

Capa do Livro "Noites Brancas".
Capa do Livro "Noites Brancas".
Capa do Livro "Noites Brancas".
Capa do Livro “Noites Brancas”.

“Noites Brancas” é uma obra do escritor russo Fiódor Dostoiévski, escrita em 1848. Nela retrata quatro noites sinistras em uma Rússia fantasmagórica. Esse romance conta uma história de um jovem, o Sonhador, que era um rapaz deslocado no mundo, que não encontrava conforto com as pessoas, nem via saída para sua solidão, mas que se acostumou com sua vida sem amigos.

Certa noite enquanto caminhava pelas ruas, o Sonhador encontrou uma jovem, que se chamava Nástienka, chorando na ponte de Niéva. Encantado com a beleza da moça, ele a seguiu e a salvou de um assalto, tornando-se amigos. Porém, totalmente apaixonado, ele brigava contra seu próprio sentimento, pois a condição para eles se tornarem amigos foi de que ele nunca iria se apaixonar por ela, ou seja, o rapaz se encontrava entre a posição de melhor amigo e amando-a.

Essa condição foi lançada por Nástienka, porque ela era apaixonada por outro homem, o qual foi um novo hóspede que veio morar em sua pensão. Sendo assim, a jovem, que tinha uma história fantástica ao ser condenada a ficar sempre dentro de casa, amarrada a saia de sua avó, viu uma saída para sua solidão. Entretanto o homem precisava ir embora e prometeu voltar dali a um ano.

Justamente na noite em que o Sonhador encontrou Nástienka, o prazo para a jovem esperar o seu amado estava terminando e assim ela ia toda a noite a ponte para aguardá-lo. Então, ao longo de quatro noites os dois se conheceram, e ele cada vez mais apaixonado pela moça que, na verdade, só pensava na vinda do homem que esperava. Ao passar das noites, Nastienka achava, por pena e carência, que deveria ficar e casar com o Sonhador e proporcionou para ele instantes mágicos de felicidade. No entanto o destino ainda guardava algumas surpresas no caminho dos dois.

Pois além da angústia do Sonhador, havia ainda a angustia de Nástienka, uma mulher muito prática que sonhava com seu príncipe encantado. Contudo o mundo lhe mostrava que a vida não era um romance e seu príncipe poderia não aparecer, o que a tornava melancólica. Esse conflito do amor querido e nunca encontrado estava nos dois personagens: ela estava sendo rejeitada e o Sonhador por sua vez tinha uma visão tão lírica do mundo que poderia beirar ao ridículo ou ao ingênuo.

“Noites Brancas” é uma obra belíssima. Ao acabar de lê-la, eu estava tomado por uma sensação de tristeza muito grande e ao mesmo tempo uma alegria “nostálgica”. Leiam agora mesmo. Recomendadíssimo!

Nota sobre o autor da obra:

Fiódor Dostoiévski nasceu em Moscovo, em 11 de Novembro de 1821. Foi um escritor russo, considerado um dos maiores romancistas da literatura russa e um dos mais inovadores artistas de todos os tempos. É tido como o fundador do existencialismo. Descrito por Walter Kaufmann (filósofo, poeta e tradutor das obras do filósofo Nietzsche) como a “melhor proposta para existencialismo já escrita.”

*Por Marcelo Vinicius.

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