Presidente eleita, Dilma Rousseff apresenta nomes para dez ministérios

Helena Chagas será ministra da Secretaria de Comunicação da Presidência.

Depois de ter coordenado a área de imprensa da campanha presidencial de Dilma Rousseff, a jornalista Helena Chagas será a nova ministra da Secretaria de Comunicação da Presidência da República. Helena ocupará o lugar de Franklin Martins.

A presidenta eleita, Dilma Rousseff, confirmou oficialmente hoje (08/12/2010), por meio de nota, mais dez ministros do seu governo, que começará no próximo dia 1º de janeiro. Desses, cinco são do PMDB, três do PT e um do PR.

Na pasta da Agricultura, permanece no comando o atual ministro Wagner Rossi (PMDB-SP). Na pasta de Minas e Energia, o senador Edison Lobão (PMDB-MA) retorna ao cargo. O senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) assumirá o Ministério da Previdência.

Dilma também chamou o ex-deputado e ex-governador do Rio de Janeiro, Moreira Franco (PMDB-RJ), para ocupar a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), órgão ligado à Presidência da República com status de ministério. O titular do Ministério do Turismo será Pedro Novais (PMDB-MA).

O atual ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, (PT-PR) assumirá o Ministério das Comunicações. A Secretaria de Comunicação da Presidência da República ficará com a jornalista Helena Chagas, ex-diretora de jornalismo da EBC e assessora de Dilma durante a campanha.

Dilma confirmou o nome da deputada Maria do Rosário (PT-RS) para a Secretaria Especial de Direitos Humanos. Ela ocupará o lugar do ministro Paulo Vannuchi. Já a Secretaria Especial da Pesca será comandada pela senadora Ideli Salvatti (PT-SC).

Do PR, Dilma vai nomear o ex-ministro do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, Alfredo Nascimento (PR-AM), para o Ministério dos Transportes. Ele havia deixado o governo para disputar as eleições para o governo de seu estado, mas acabou perdendo o pleito.

Na nota divulgada pela assessoria de imprensa da transição, Dilma informa que pediu a todos os ministros que trabalhem de forma integrada com os demais setores do governo para dar cumprimento ao seu programa de desenvolvimento, com distribuição de renda e estabilidade econômica.

Helena Chagas será ministra da Secretaria de Comunicação da Presidência

Depois de ter coordenado a área de imprensa da campanha presidencial de Dilma Rousseff, a jornalista Helena Chagas será a nova ministra da Secretaria de Comunicação da Presidência da República. Helena ocupará o lugar de Franklin Martins.

Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), Helena passou por redações de grandes veículos de comunicação nas quais se destacou na cobertura política do Congresso Nacional, em especial na transição para a Nova República e da Assembleia Nacional Constituinte.

Sua carreira começou como repórter do jornal O Globo em 1982, onde trabalhou por dez anos. Ela saiu de O Globo quando ingressou no Senado, por meio de concurso, onde atuou como repórter e produtora dos veículos mantidos pela Casa.

Em 1995, Helena retornou a O Globo, onde ficou por mais 11 anos. Durante esse tempo foi coordenadora da área de política, chefe de redação e diretora da sucursal em Brasília.

De 1998 a 2005, manteve sua coluna semanal em O Globo. De 2003 a 2004, sua coluna também foi publicada pelo Diário de S. Paulo. Helena também atuou no jornalismo online mantendo um blog de análise política no portal globo.com  de 2002 a 2005.

Em maio de 2006, Helena Chagas assumiu a diretoria de Jornalismo da sucursal de Brasília do SBT, onde trabalhou por um ano e sete meses.

Em novembro de 2007, aceitou o convite para comandar a Diretoria de Jornalismo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), dentro de uma visão de jornalismo público voltado ao cidadão, como foi estabelecido na Constituição Federal de 1988.

Helena comandou todo o processo de discussão e implantação de espaços dedicados ao jornalismo na TV Brasil, na Agência Brasil e do sistema de rádios da EBC, priorizando a divulgação de conteúdos com viés da cidadania. Ela deixou a diretoria de jornalismo da EBC em abril desse ano para coordenar a área de imprensa da campanha de Dilma Rousseff.

Jobim, a marca de quem conhece os Três Poderes da República

Convidado pela presidenta eleita, Dilma Rousseff, a permanecer no cargo de ministro da Defesa, Nelson Jobim assumiu o órgão em julho de 2007, durante o segundo mandato do presidente Lula, após a crise aérea. Filiado ao PMDB, Jobim não faz parte da lista de indicações do partido para a composição da equipe ministerial. Para o vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB-SP), a manutenção de Jobim na Defesa é considerada como da cota pessoal da presidenta eleita.

Gaúcho de Santa Maria, Jobim formou-se em direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 1968. Após a formatura, dedicou-se ao exercício da advocacia até 1994. Na política, foi duas vezes deputado federal pelo Rio Grande do Sul (1987 e 1991).

Durante os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte, foi relator-substituto na elaboração do Regimento Interno da Câmara Federal. Presidiu a Comissão de Constituição e Justiça em 1989. Foi relator da Comissão de Reestruturação da Câmara dos Deputados (1991), relator da comissão especial que tratou da denúncia contra o presidente da República, Fernando Collor, pela prática de crime de responsabilidade (1992) e relator da Revisão Constitucional (1993-1994).

Nelson Jobim foi ministro da Justiça, de janeiro de 1995 a abril de 1997, no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. Nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), por decreto em abril de 1997, também integrou o Tribunal Superior Eleitoral como juiz substituto (STF) e, em 2004, presidiu STF, porém aposentou-se voluntariamente pouco antes do término de seu mandato de presidente da Corte.

Ministro da Previdência Social do governo Dilma tem larga experiência política e administrativa

O senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), escolhido hoje (08/12) ministro da Previdência Social do governo Dilma Rousseff, começou sua vida pública como secretário-chefe da Casa Civil, da prefeitura de Natal, em 1969.

Nascido e criado na capital do Rio Grande do Norte, o senador foi eleito quatro vezes consecutivas para o cargo de deputado estadual, a partir de 1971. A sua ascensão na carreira política continuou em 1985, quando foi eleito prefeito de Natal. Dois anos depois, Garibaldi Filho se elegeu pela primeira vez para o Senado Federal.

O futuro ministro da Previdência também foi eleito e reeleito governador do Rio Grande do Norte a partir de 1994, mas não completou o segundo mandato, deixando a chefia do governo para disputar novamente uma vaga ao Senado.

Em 2008, assumiu a presidência do Senado Federal num momento de turbulência com a saída de Renan Calheiros (PMDB-AL). Este ano, Garibaldi Alves foi eleito mais uma vez para o Senado

Formado em direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Garibaldi Filho atuou também como jornalista, antes de seguir a carreira política.

Garibaldi Alves será o novo ministro da Previdência

O senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) será o novo ministro da Previdência Social. Ao sair de uma conversa com a presidenta eleita, Dilma Rousseff, na Granja do Torto, Garibaldi informou que foi convidado e aceitou o convite.

“Acabo de receber oficialmente o convite da presidenta eleita. Ela disse que esperava que eu continuasse um trabalho que já vem sendo realizado na Previdência, que é a reforma de gestão, com o fim das filas e o pagamento dos benefícios de forma mais ágil”, disse o futuro ministro.

A reunião entre Dilma e Garibaldi ocorreu na presença do escolhido para a Casa Civil, deputado Antonio Palocci (PT-SP), um dos coordenadores da transição.

O senador não escondeu sua falta de intimidade com os assuntos ligados à Previdência e disse que a presidenta eleita prometeu colocá-lo em contato com o atual ministro, Carlos Eduardo Gabas, para que o trabalho seja repassado. “Todos nós temos um dia que responder a um desafio maior”, afirmou Garibaldi.

“O importante é saber se conduzir diante do desafio e chamar uma boa equipe. Ela [Dilma] me disse que a Previdência já tem uma boa equipe”, ressaltou.

Garibaldi disse que é contra uma reforma ampla da Previdência, pensamento compartilhado com a presidenta eleita. No entanto, ele se manifestou a favor de uma reforma na forma de gerir a pasta. “A uma reforma de gestão eu sou favorável, mas em relação a uma reforma mais ampla, essa a gente tem que discutir primeiro”, disse.

Nas discussões no Senado sobre o fim do fator previdenciário, Garibaldi sustentava uma posição diversa da do governo. O senador defendia o fim do fator. Agora, como ministro, ele disse que é necessária uma avaliação mais aprofundada do assunto. “Sou a favor [do fim do fator]. Haverá um ponto de desequilíbrio, se ele for eliminado de uma hora para outra.”

Hoje, a tarde na Granja do Torto, residência oficial onde a equipe de transição de governo vem trabalhando, foi marcada pelo entra e sai dos carros oficiais.

Finalizando as conversas para a formação do seu ministério, Dilma Rousseff recebeu indicados do PMDB para ocupar cargos na Esplanada e políticos do PR, que também vieram falar sobre sua participação no próximo governo.

Do PMDB também esteve com Dilma o ex-deputado Moreira Franco, cotado para a Secretaria de Assuntos Estratégicos, órgão ligado à Presidência da República, que tem status de ministério. Também estiveram com Dilma o senador Cesar Borges (PR-BA) e o ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento (PR-AM), cotado para reassumir o cargo.

Além do Ministério da Previdência e da Secretaria de Assuntos Estratégicos, o PMDB, partido do vice-presidente eleito, deputado Michel Temer (SP), deve ficar com mais quatro pastas, de acordo com lideranças do próprio partido. Entre eles os atuais ministros da Agricultura, Wagner Rossi, que deverá permanecer no cargo, e da Defesa, Nelson Jobim, que foi confirmado no cargo, Pedro Novais, que comandará o Turismo, e o ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão, que retornará à pasta.

Íntegra da nota sobre convite de Dilma Rousseff a novos ministros

NOTA À IMPRENSA

A presidenta eleita da República, Dilma Rousseff, convidou novos ministros para integrar sua futura equipe de governo: a senadora Ideli Salvatti, que assumirá o Ministério da Pesca e Aquicultura; a deputada Maria do Rosário, que chefiará a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República; a jornalista Helena Chagas, para a chefia da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República; o atual ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que será o titular do Ministério das Comunicações; o senador Garibaldi Alves, que assumirá o Ministério da Previdência Social; o senador Edison Lobão, que retornará ao Ministério de Minas e Energia; o deputado Pedro Novais, para o Ministério do Turismo; o ex-deputado Wagner Rossi, que deverá permanecer à frente do Ministério da Agricultura; o senador  Alfredo Nascimento, que voltará ao comando do Ministério dos Transportes; e o ex-governador Moreira Franco, na chefia da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.

A presidenta eleita determinou a seus novos auxiliares que trabalhem de forma integrada com os demais setores do governo para dar cumprimento a seu programa de desenvolvimento com distribuição de renda e estabilidade econômica, assegurando a melhoria de vida de todos os brasileiros.

*Com informações da Assessoria de imprensa da presidenta eleita Dilma Rousseff

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