MERCOSUL aprofundará integração em cúpula que marcará despedida de Lula

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Foz do Iguaçu (Brasil), 16 dez (EFE).- O Mercado Comum do Sul (Mercosul) realizará na quinta e na sexta-feira sua 40ª cúpula, um encontro carregado de simbolismo, já que terá como sede Foz do Iguaçu, na fronteira com Argentina e Paraguai, e marcará a despedida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A cúpula se celebra também três meses antes do 20º aniversário do Tratado de Assunção, que deu vida ao Mercosul, razão pela qual o Brasil, que tem a Presidência semestral do bloco, quer aproveitar a reunião para promover iniciativas que aprofundem a integração regional em todos seus aspectos, segundo o Ministério das Relações Exteriores.

Entre essas iniciativas se destacam o programa de consolidação da união aduaneira, o plano estratégico de ação social e o estatuto da cidadania, que devem ser aprovados na reunião presidencial de sexta-feira.

O Governo brasileiro anunciou na terça-feira que nesta cúpula o Mercosul também votará e aprovará a criação de um cargo de alto representante, que servirá para personificar o bloco e atuar como um “catalisador” entre os membros.

Os presidentes dos quatro países que integram o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), assim como os de Bolívia e Chile, em qualidade de associados, confirmaram sua presença na cúpula, que contará ainda com os chefes de Estado de Guiana e Suriname, como convidados, segundo o ministério.

O encontro será a despedida de Lula, que passará a Presidência em 1º de janeiro para Dilma Rousseff, quem na quinta-feira participará de um jantar oferecido pelo atual presidente aos chefes de Estado que participarão da cúpula, no primeiro contato da petista com seus vizinhos sul-americanos.

Ainda na quinta-feira, Lula e outros chefes de Estado participarão do encerramento da 10ª Cúpula Social do Mercosul, que reúne movimentos sociais interessados na integração regional.

Para o Governo brasileiro, a cúpula estará carregada de simbolismo porque, além de coincidir com o fim dos oito anos do Governo Lula, ocorre em uma conjuntura propícia às economias da região e ao projeto de integração, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

Esse processo de integração tomou um impulso na última cúpula, celebrada em agosto na cidade argentina de San Juan, onde foi aprovado o Código Alfandegário do Mercosul e se lançou o processo de eliminação gradual da dupla cobrança da Tarifa Externa Comum.

O Brasil, que na sexta-feira cederá a Presidência semestral do bloco ao Paraguai, quer que esses avanços se somem aos projetos de integração social e cidadã que devem ser aprovados.

Nos últimos dias, o Governo paraguaio ameaçou não participar da cúpula se o Sindicato dos Trabalhadores Marítimos Unidos, da Argentina, não suspendesse o bloqueio a mercadorias paraguaias nos portos do país, mas o presidente Fernando Lugo confirmou na terça-feira que o conflito foi solucionado e que participará do encontro.

Os chefes de Estado também analisarão os avanços das negociações para um acordo de livre-comércio com a União Europeia (UE) e a oferta que o Mercosul apresentará em março para tentar concluir em 2011 esse pacto que esteve bloqueado entre 2004 e este ano pelas diferenças de interesses entre os dois blocos.

A reunião presidencial será precedida nesta quinta-feira por uma do Conselho do Mercado Comum (CMC), órgão de caráter político do Mercosul formado pelos ministros das Relações Exteriores e de Economia ou Fazenda, que debaterão os assuntos que serão apresentados na sexta-feira aos chefes de Estado.

Os quatro países do Mercosul formam um bloco econômico com uma população de 240 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 2,5 trilhões.

O Mercosul tem acordos de associação com Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela.

Este último país está em processo de adesão plena, pendente da aprovação pelo Congresso do Paraguai.

*Com informações do Deutsche Welle

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