Justiça argentina condena 12 agentes da ditadura à preisão perpétua

Buenos Aires, 21 dez (EFE).- Um tribunal da Argentina condenou nesta terça-feira à prisão perpétua 12 réus acusados de violação dos direitos humanos durante a última ditadura militar no país, informaram fontes judiciais.

O Tribunal Oral Federal Nº 2 de Buenos Aires condenou os réus depois de um julgamento oral e público sobre 181 crimes cometidos em três prisões clandestinas durante o regime militar (1976-1983).
A corte também sentenciou outros quatro réus a 25 anos de prisão e absolveu um acusado, indicaram as fontes.
A pena máxima recaiu no ex-policial Julio Simón, conhecido como “El Turco Julián”, que em 2006 foi sentenciado a 25 anos de prisão pelo desaparecimento em 1978 de um chileno e uma argentina. Aquela fora a primeira sentença no país após a anulação da anistia a violadores de direitos humanos.
A mesma pena também foi dada aos ex-policiais Samuel Miara, Raúl González, Juan Avena, Eduardo Kalinec, Jorge Uballes, Luis Donocik, Oscar Rolón e Roberto Rosa, além do ex-militar Enrique del Pino e os ex-oficiais da Gendarmería Eugenio Apestegui e Guillermo Cardozo.
Já à pena de 25 anos de prisão foram sentenciados o ex-oficial de inteligência Raúl Guglielminetti, o ex-policial Ricardo Taddei e os antigos militares Carlos Tepedino e Mario Gómez Arena.
O policial aposentado Juan Falcon foi o único absolvido.
A sentença foi recebida com aplausos por integrantes de organizações políticas e de direitos humanos que se concentraram em frente à sede dos tribunais federais de Buenos Aires.
No julgamento, que durou 13 meses, foram tratados 181 crimes cometidos contra uma parte dos 1.500 detidos ilegalmente em três antigas prisões clandestinas de Buenos Aires durante a ditadura.
*Com informações do Deutsche Welle

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