É natal | Por Aloisio Vilela de Vasconcelos

Em dezembro se comemora o nascimento de Jesus que, segundo as Escrituras, deixou seu Universo – o da Criação – e veio ao nosso – o da Evolução – para evitar que seu Pai acionasse a “solução final”, ou seja, extinguisse a humanidade da face da Terra.

Não importa se não se sabe o mês que ELE realmente nasceu. Se 25 de dezembro era o dia da festa do “Sol Invictus”, deus romano “do principal culto imperial” no século III d.C. Se a Igreja, não só se apropriou deste nome substituindo-o por “Cristo Hélios” como, aos poucos, transformou-o na data do nascimento de Cristo.

Como o que importa é o que atualmente se ensina, isto é, as “verdades” do Vaticano, dezembro deveria ser um mês de paz, preces e devoção na crença da bondade de Deus, onde as pessoas se comportassem de forma mais solidária e justa agindo com humildade e benevolência para com seus semelhantes.

O mais interessante é que da mesma forma que é impossível a convivência entre nazistas e os que possuem ferimentos que jamais cicatrizarão porque seus amigos e parentes foram consumidos pelos fornos dos Campos de Concentração; é muito difícil haver sincera harmonia e cordialidade entre os que ordenaram que acendessem a Tocha de Lúcifer sobre Hiroshima e Nagazaki transformando-as num inferno nuclear flamejante e a nação que teve suas cidades e seus habitantes vaporizados e queimados; entre os que estão à beira da estrada, debaixo de um sol escaldante ou sob as mais violentas intempéries, vivendo em casebres ou barracos de lona, à margem da vida, sem ter o que comer, vestir, como se curar e sem nada poder comprar porque subjugados pelo tacão das botas dos poderosos e entre os que agiram de maneira mais animalesca do que humana, castigando além do necessário seus oponentes, o que se pratica em dezembro nada tem do que ensinou e fez o “Meigo Nazareno”.

Nada tem porque transformaram o mês de Sua Natividade no mês de Mamon, uma vez que os ricos ficam mais ricos, quem é pobre passa a ser miserável, a ganância e o consumismo são exacerbados, a ostentação e a luxúria não têm limite, a falsidade é revoltante e os adeptos do maquiavelismo e do puro espírito luciferino continuam a existir, pois ao invés de extintos, sobrevivem em nossa época com outros nomes e utilizando métodos diferentes.

Sei SENHOR, que o fundamento de Tua doutrina é o perdão e o amor ao próximo. Perdão e amor não só para os amigos, mas principalmente, para os inimigos.

No entanto, responde-me, SENHOR: qual Tua reação para com “os vendedores do Templo”?

*Por Aloisio Vilela de Vasconcelos | Professor da UFAL

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