Dilma confirma Palocci, Cardozo e Carvalho como novos ministros

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A presidenta eleita, Dilma Roussef, confirmou hoje o nome de mais três ministros para compor a equipe do próximo governo. Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda no primeiro mandato do governo Lula, será o ministro-chefe da Casa Civil. Gilberto Carvalho, atual chefe de gabinete da Presidência, assumirá a Secretaria-Geral da Presidência da República. E o deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP), um dos coordenadores da equipe de transição, será o próximo ministro da Justiça.

A confirmação dos nomes foi feita por meio de nota da assessoria da presidenta eleita. O texto diz que Dilma orientou os futuros ministros para que trabalhem de forma integrada com os demais setores do governo, para dar cumprimento ao programa de desenvolvimento com distribuição de renda e garantia de estabilidade econômica.

Gilberto Carvalho, de chefe de gabinete de Lula a secretário-geral de Dilma

Paranaense, Gilberto Carvalho é ex-seminarista, graduado em Filosofia e com especialização em gerenciamento público. Nos oito anos do governo Lula, atuou como chefe de gabinete do presidente e um dos seus principais conselheiros.

Nessa função, atuou como assistente direto e imediato de Lula. Sob responsabilidade de Carvalho ficaram os despachos, as audiências, a programação de viagens, além do controle de toda a correspondência não oficial e do acervo de documentos pessoais de Lula.

Antes de chegar ao Palácio do Planalto, Gilberto Carvalho desempenhou diversas funções no PT, partido que ajudou a fundar. Foi, inclusive, secretário-geral da agremiação. Entre o final da década de 1990 e o começo dos anos 2000, trabalhou na prefeitura de Santo André (SP), onde ocupou os cargos de secretário de Governo e de Comunicação na gestão de Celso Daniel, morto em janeiro de 2002.

Gilberto Carvalho assume a secretaria-geral da presidência no lugar de Luiz Dulci. Na nova função, será responsável por elaborar a agenda da presidenta Dilma Rousseff, preparar material para pronunciamentos, além de cuidar do desenvolvimento de políticas públicas e temas de interesse da presidência e estudos de natureza político-institucional.

Negociador experiente, Palocci vai ser um dos ministros mais próximos de Dilma

Prefeito de Ribeirão Preto (SP) por duas vezes e atual deputado federal por São Paulo, o futuro ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, foi um dos nomes fortes da economia brasileira no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Como ministro da Fazenda de 2003 a 2006, teve a gestão marcada pela política de austeridade fiscal e foi responsável pela construção da imagem de confiança que o governo Lula pretendia passar aos investidores internacionais.

Por causa da atuação no ministério da Fazenda, Antonio Palocci chegou a ter o nome cotado, na época, para ser o candidato do PT à sucessão do presidente Lula. Mas essa atuação, no entanto, foi comprometida por acusações de corrupção que não resultaram em condenações.

Primeiro, foi acusado de receber propina de uma empresa de coleta de lixo para abastecer um suposto caixa dois de candidatos do PT. Os recebimentos teriam ocorrido de 2001, quando ainda era prefeito de Ribeirão Preto, a 2004, quando já estava no Ministério da Fazenda.

Mas o escândalo que tirou Palocci do cargo de ministro foi a quebra do sigilo fiscal do caseiro Francenildo Costa. O caseiro testemunhou que Palocci frequentou a casa onde trabalhava na época. A casa, em um bairro nobre de Brasília, era usada por políticos do PT e de partidos aliados para supostos encontros com lobistas. Num esquema que envolveu a assessoria de imprensa do ministério e a Caixa Econômica Federal, extratos bancários de Francenildo foram repassados a uma revista semanal para lançar suspeitas de que o caseiro teria recebido dinheiro para comprometer Palocci.

A Procuradoria-Geral da República denunciou Palocci como um dos mandantes da quebra de sigilo, mas rejeitou a denúncia referente ao caso da empresa de lixo de Ribeirão Preto. Em junho de 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) absolveu Palocci da acusação de recebimento de propina. Dois meses mais tarde, os ministros inocentaram o ex-ministro da participação na violação dos dados fiscais do caseiro.

Depois de deixar o Ministério da Fazenda, Palocci elegeu-se deputado federal por São Paulo em 2006. Foi relator da comissão especial da Câmara que discutiu a proposta de reforma tributária, em 2008. Também relatou o projeto que criou o Fundo Social do Pré-Sal. Este ano, desistiu de tentar a reeleição à Câmara para ser um dos principais coordenadores da campanha de Dilma Rousseff à Presidência.

A vida política de Palocci começou em 1988, quando foi eleito vereador em Ribeirão Preto. Em 1990, elegeu-se deputado estadual em São Paulo, mas deixou o cargo para assumir a prefeitura de Ribeirão Preto pela primeira vez, de 1992 a 1996. Elegeu-se deputado federal em 1998. Ganhou a disputa para a prefeitura de Ribeirão Preto em 2000, mas desistiu do mandato em 2002 para coordenar o programa econômico da quarta campanha de Lula à Presidência.

Futuro ministro da Justiça, Cardozo é considerado um dos parlamentares mais influentes do país

Coordenador da equipe de transição, o deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP) foi o escolhido de Dilma Rousseff para ocupar o Ministério da Justiça. Advogado, 48 anos, Cardozo não concorreu à reeleição em 2010 para auxiliar Dilma na campanha eleitoral.

A história de militância política de Cardozo começou no Centro Acadêmico da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Com 28 anos, foi nomeado secretário de Governo do município de São Paulo na primeira gestão do PT, da prefeita Luiza Erundina. Depois, foi chefe de gabinete da antiga Secretaria da Administração Federal da Presidência da República (1993).

Desde o início de 2008, ocupa o posto de secretário-geral do Diretório Nacional do PT. Cardozo também é procurador do município de São Paulo desde 1982 e professor de direito administrativo da PUC-SP.

Entre 1995 e 2003, Cardozo exerceu por duas vezes o mandato de vereador pelo PT em São Paulo. Elegeu-se deputado federal em 2002 e foi reeleito em 2006. Por três anos consecutivos foi considerado um dos 100 parlamentares mais influentes do Congresso Nacional pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

Em seu primeiro mandato na Câmara, Cardozo presidiu a Comissão Especial da Reforma do Poder Judiciário. Comandou discussões sobre o acesso à Justiça e o Estatuto da Magistratura. Dentre os temas controversos, posicionou-se contrário à adoção da súmula vinculante e favorável à súmula impeditiva de recursos, além de defender o controle externo do Judiciário.

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