CIS completa 40 anos de fundação: José Mercês destaca os avanços conquistados, e garante que situação será mais favorável em 2011

José Neto: "Destacaria como conquista principal os requisitos confiabilidade e credibilidade. O CIS hoje é visto como uma autarquia que atende a todos procedimentos legais, regimentais e estatutário.".

José Neto: “Destacaria como conquista principal os requisitos confiabilidade e credibilidade. O CIS hoje é visto como uma autarquia que atende a todos procedimentos legais, regimentais e estatutário.”.

Às vésperas de comemorar nesta-quarta-feira (15/12/2010) os 40 anos de fundação do Centro Industrial do Subaé (CIS), quando um coquetel festivo será realizado na Mansão 888, bairro dos Capuchinhos, Feira de Santana, a partir das 19 horas. Oportunidade em que se farão presentes o governador Jaques Wagner e do secretário de Indústria, Comércio e Mineração, James Correia e do fundador do Polo Industrial, senador João Durval Carneiro.  A equipe do Jornal Grande Bahia esteve ontem (13), na sede do órgão e entrevistou o atual diretor daquela autarquia, José Mercês de Oliveira Neto.

Confira a entrevista

Jornal Grande Bahia – Ao completar, neste mês de dezembro, 40 anos de existência o CIS ao longo de todo este tempo tem o que se comemorar?
José Mercês Neto — Claro, os avanços e conquistas são inúmeros. O CIS surgiu como uma forma de Autarquia Industrial Municipal, e já naquela época conseguiu atrair várias indústrias para Feira de Santana, atendendo dessa maneira o seu objetivo maior que é incentivar a produção industrial no município. Importante não esquecer que todo este trabalho foi capitaneado por um visionário, o atual senador da Bahia, João Durval Carneiro.  A Bahia conta atualmente com um dos mais avançados programas de incentivo fiscal do país, o que é de fundamental ajuda na decisão e atração do industrial para se instalar em Feira de Santana.
JGB — Estando a frente do CIS o que o senhor destaca como uma das principais conquistas da sua administração?
José Mercês Neto — Destacaria como conquista principal os requisitos confiabilidade e credibilidade. O CIS hoje é visto como uma autarquia que atende a todos procedimentos legais, regimentais e estatutário. Atualmente damos seguimento a reuniões periódicas do Conselho de Administração em observância a todas as leis e a constituição da Bahia. O que vem sendo muito importante neste ano de 2010, para a legalização de todo o procedimento. Dando segurança jurídica aos empresários que se conectarem com a administração pública tendo como objetivo a aquisição de áreas industriais.
JGB — A principal função do CIS é fomentar a construção de novas indústrias e a ampliação das existentes. Você poderia destacar uma dessas ações e explicar de que forma ela acontece?
José Mercês Neto — Regimentalmente o CIS  foi instituído para promover a atração de novos investimentos. Tendo sob  sua responsabilidade prover sempre a infraestrutura básica como drenagem de água pluvial, malha asfáltica, sistema de iluminação e esgoto. Esses são considerados o escopo do CIS. Posso adiantar que 2010 vêm sendo o ano de repaginação de todo o procedimento legal, o que nos permitiu atrair novos investimentos.
JGB — Quais as perspectivas do CIS para 2011?
José Mercês Neto — O CIS tem competência para atuar em Feira de Santana, São Gonçalo dos Campos. Conceição do Jacuípe, e Conceição da Feira. Na prática atua em são Gonçalo e Feira de Santana. Todavia, contatos vêm sendo mantidos com os dois outros municípios, que estão de fora do processo. Quero adiantar que nos estamos mantendo entendimento com uma grande cervejaria que deverá se instalar, no próximo ano, em Conceição da Feira, com relação a Feira de Santana e São Gonçalo consideramos estes municípios como setores principais, onde vamos continuar executando a infraestrutura básica. Também faz parte de nossos programas criar novos loteamentos industriais em terreno de propriedade do CIS, localizados ao lado da empresa Gurjão. Para atrair mais investimentos em Feira de Santana,  iremos designar as áreas na BR 324.
JGB — Empresários tem se queixado de dificuldades de acesso. Existe também um contencioso entre PMFS e o CIS?
José Mercês Neto — Recentemente houve uma reunião entre a classe industrial, CIS e PMFS, onde se tentou chegar a um ponto de equilíbrio, uma vez que o CIS não tem competência para fazer coleta de lixo, manutenção de iluminação e conservação das vias. Estes setores são da competência da prefeitura municipal. Para o ano de 2011 vislumbramos uma situação mais favorável do que foi em 2010.
Saiba +

Centro Industrial de Subaé

O Centro Industrial de Subaé (CIS) atua como um instrumento de governo, desde a origem, constituído sob a forma de Autarquia Municipal da Prefeitura de Feira de Santana pela Lei nº 690, datada de 14/12/1969, tem prestado relevantes serviços à sociedade e, em particular, ao segmento empresarial. Posteriormente, a administração da entidade e a sua gestão foram transferidas para a esfera estadual, também, sob a forma de Autarquia, mediante Lei Estadual nº 4.167, de 07/11/1983, vinculada, atualmente, à estrutura da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração.

A consolidação do Centro Industrial do Subaé é uma realidade. Como área industrial planejada, dotada de infra-estrutura adequada que possibilita atrair novos investimentos, o CIS experimentou avanços significativos no processo de desenvolvimento pela sua importância locacional, considerada estratégica, ao estar situado no maior entroncamento rodoviário do norte/nordeste, a menos de 80 km do Porto de Aratu e a 108 km da capital do Estado, Salvador.

Igualmente, outros aspectos determinantes, também, contribuíram nesse processo: Feira de Santana, sede de importante Pólo de Desenvolvimento Regional, a segunda maior cidade do Estado, é dotada de excepcional infra-estrutura urbana e de serviços, fator importante e muito observado nas pré-análises empresariais e nos estudos de viabilidade econômica para uma implantação industrial. Assim, as potencialidades regionais, matérias primas e insumos, a avaliação dos mercados emergentes, as referências de valor atribuídas às instituições de ensino (universidades, entidades e centros educacionais de capacitação profissional), de saúde, de segurança e os sistemas: viário, telecomunicação, redes de energia, água e gás, prevenção e transportes, são condicionantes propulsoras, indutoras e determinantes no processo de escolha que possa definir a localização espacial para a implantação de uma unidade industrial.

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Perfil do Autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).