Avô da diplomacia brasileira recebe homenagem no Senado

O presidente do Senado, José Sarney, e o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, estiveram na cerimônia de descerramento do busto de Alexandre Gusmão (1695-1753), diplomata considerado o "avô da diplomacia brasileira".

O presidente do Senado, José Sarney, e o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, estiveram na cerimônia de descerramento do busto de Alexandre Gusmão (1695-1753), diplomata considerado o “avô da diplomacia brasileira”.

O presidente do Senado, José Sarney, e o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, estiveram, nesta terça-feira (14/12/2010), na cerimônia de descerramento do busto de Alexandre Gusmão (1695-1753), diplomata considerado o “avô da diplomacia brasileira”.

Seu principal feito foi encabeçar as negociações do Tratado de Madri, a primeira tentativa de encerrar as brigas entre Portugal e Espanha a respeito dos limites de suas colônias na América do Sul. Pela representatividade de Gusmão para a ação internacional do Brasil, o busto, doado pela Fundação Alexandre de Gusmão, ganhou lugar cativo na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), presidida pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG).

Sarney ressaltou que Alexandre Gusmão foi responsável por um ato tão importante para a história do país quanto o Tratado de Tordesilhas, ao conceber em 1750, com o Tratado de Madri, o embrião das fronteiras brasileiras, até onde o país exerceria seu domínio territorial, o que inclui até a Floresta Amazônica. Sarney também elogiou a atuação de Celso Amorim, que, a seu ver, ajudou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a colocar o Brasil em outro patamar na política internacional, numa posição “mais elevada, respeitada e eficiente”.

Livros

Na cerimônia, também houve o lançamento de duas publicações que detalham o trabalho da CRE nos últimos dois anos. A primeira, Venezuela e Mercosul – ciclo de debates, reúne integralmente o material obtido com as audiências públicas durante o processo de adesão da Venezuela ao Mercosul, alem de atos jurídicos e legislativos que determinaram a aprovação brasileira ao processo de adesão.

O outro livro – Ação do Senado na diplomacia brasileira – coletânea de indicações de embaixadores – é uma obra para dar acesso às apresentações dos indicados a chefiar as missões diplomáticas do Brasil no exterior. Eduardo Azeredo afirmou que esta é uma bela coleção, tanto do ponto de vista da política brasileira quanto da história, justamente no momento em que o Brasil cresce no conceito internacional.

– Azeredo deixa para a posteridade um subsídio muito útil para a história – afirmou José Sarney.

Também participaram da cerimônia o presidente da fundação Alexandre de Gusmão, Jerônimo Moscardo, e o ministro de Assuntos Estratégicos, embaixador Samuel Pinheiro Guimarães.

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