Bahia é estado livre do Mofo Azul, praga que prejudica cultura do tabaco

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Durante reunião da Câmara Setorial do Charuto, nesta quinta-feira (25/11/2010), na sede da Embrapa, em Cruz das Almas, o diretor do Departamento de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Cosan Coutinho, anunciou que a Bahia é estado livre do Mofo Azul, praga que atinge a cultura do tabaco.

Cosan disse que a Bahia fez o dever de casa e cumpriu as exigências manifestadas pelo mercado chinês. “Em muito pouco tempo estaremos exportando tabaco e charutos para a China. Isso é em grande parte resultado do trabalho realizado pela Agência de Vigilância Agropecuária da Bahia (Adab)”.

Segundo o secretário da Agricultura do estado, Eduardo Salles, “este é um momento de grande importância porque com a obtenção deste status nós vamos incrementar a cultura do fumo e a produção de charutos de qualidade em toda região, mantendo os empregos e gerando novos postos de trabalho, além de dinamizar a economia de mais de 20 municípios da região do Recôncavo”. Ele acentuou que o certificado de livre da praga abre definitivamente o mercado chinês e de outras partes do mundo. “Vamos entrar no mercado chinês, fábricas que fecharam vão reabrir. Este é marco e o passo importante para a Bahia. Os charutos produzidos no Recôncavo, reconhecidos nacional e internacionalmente, “serão também um excelente divulgador da Bahia”.

Salles informou que a Secretaria da Agricultura (Seagri) e a Bahiatursa definiram uma parceria para que a riqueza da agropecuária baiana seja motivo de divulgação e atração de turismo para o Estado. O diretor geral da Adab, Cássio Peixoto, lembrou que os mercados cobram cada vez mais a eficiência dos padrões sanitários, realidade que a Agência encara com muita seriedade e responsabilidade. “É uma questão de saúde pública garantir a qualidade dos produtos e, com relação à produção baiana, compete à Adab creditar a segurança fitossanitária. E foi isso que fizemos com relação à cultura do tabaco, cumprindo todas as exigências para caracterizar a Bahia como estado livre do Mofo Azul, colocando o tabaco baiano em condições de competitividade fora do país”.

Emília Silva também destacou a importância da certificação e apresentou o projeto “Rota do Charuto”, uma ação de agroturismo destinada a atrair visitantes para a região do Recôncavo, tendo como destaque a produção dos charutos de qualidade internacional.

O prefeito de Cruz das Almas, Orlando Peixoto, disse que certificação de estado Livre do Mofo Azul resolve um problema histórico e resgata a importância da produção de tabaco, que se estende no Recôncavo desde o município de Conceição da Feira até Conceição do Almeida. “Nós produzimos os melhores fumos aromáticos para charutos. O cultivo já alimentou milhares de famílias. Mão de obra formada principalmente por mulheres, que perderam o ganha pão quando várias fábricas fecharam. Chegamos a produzir 200 milhões de unidade de charutos por ano”, disse o prefeito.

A cultura

A Bahia apresenta o segundo maior parque produtor de fumo do Brasil e o primeiro do Nordeste, empregando em torno de 12 mil trabalhadores. Com a abertura de mercado da China é estimado o incremento de 30% na produção baiana, que alcança atualmente cinco mil toneladas, segundo dados do Sindicato das Indústrias do Tabaco (Sindtabaco).

O tabaco é a mais importante cultura agrícola não-alimentícia do planeta, e contribui substancialmente para as economias de mais de 150 países. O Brasil, além de ser o segundo maior produtor de tabaco do mundo é o líder na exportação mundial do produto há 15 anos. Em média, 85% do fumo produzido no Brasil são destinados à exportação.

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