IBAMA concede licença para implantação do Estaleiro Enseada do Paraguaçu; Empreendimento será construído em São Roque Paraguaçu, distrito de Maragogipe

Perspectiva ilustrada do Estaleiro Enseada do Paraguaçu (EEPSA).
Perspectiva ilustrada do Estaleiro Enseada do Paraguaçu (EEPSA).
Perspectiva ilustrada do Estaleiro Enseada do Paraguaçu (EEPSA).
Perspectiva ilustrada do Estaleiro Enseada do Paraguaçu (EEPSA).

Com o cumprimento de todas as condicionantes socioambientais, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu nesta quinta-feira (28/10/2010) a licença de implantação do Estaleiro Enseada do Paraguaçu. O projeto será instalado no município de Maragojipe, às margens do Rio Paraguaçu e nas proximidades do canteiro de obras de São Roque.

 “A obtenção desta licença representa um importante passo para a consolidação da indústria naval da Bahia, porque permite a construção efetiva deste estaleiro e a reinserção do estado na construção de plataformas de petróleo”, afirmou o secretário extraordinário da Indústria Naval e Portuária, Roberto Benjamin.
O estaleiro, a ser construído pela empresa homônima formada pela Odebrecht, UTC e OAS, será totalmente voltado para a produção de plataformas de petróleo, dentro de um terreno de três milhões de metros quadrados. Quando concluído, mediante investimentos previstos de R$ 2 bilhões, ocupará uma área aproximada de 150 hectares, com abrangência socioeconômica envolvendo Maragojipe, Itaparica, Saubara, Salinas da Margarida, Cachoeira e São Félix, cidades abordadas durante o processo de licenciamento.
Entre as principais condicionantes respeitadas pelo empreendimento, está o Projeto Básico Ambiental (PBA). “Consiste num conjunto de iniciativas relativas à alfabetização e capacitação da comunidade local, esgotamento sanitário, destinação de efluentes e resíduos sólidos, garantindo qualidade de vida ao entorno do estaleiro”, explicou o coordenador-executivo de Acompanhamento de Políticas Governamentais da Casa Civil, Eracy Lafuente.
Somam-se a essas iniciativas a promoção de ensino profissionalizante para trabalhadores da região, cursos para pescadores extrativistas e aprimoramento das atividades exercidas pelos quilombolas, entre outras ações educativas. “Este estaleiro vai ser quase cinco vezes maior que o de São Roque do Paraguaçu, proporcionando a geração de muitos empregos, além do estímulo à qualificação de engenheiros navais e técnicos”, disse Lafuente.
Quatro mil empregos diretos
A estimativa é de que, somente durante a construção do estaleiro, com duração prevista de dois anos, a partir do início das obras, ainda com data indefinida, sejam gerados quatro mil empregos diretos. A expectativa é que toda a economia baiana seja movimentada pelo estaleiro, que, além das vagas de emprego, vai possibilitar o fortalecimento de serviços indiretos, com a criação de pequenas economias na área.
Dentro do conjunto de instituições responsáveis por garantir o parecer favorável do Ibama, estão a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), a Fundação Palmares, o Instituto Chico Mendes e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Redação do Jornal Grande Bahia
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