Governo eleva de 2% para 4% alíquota do IOF para conter queda do dólar e Mantega sugere que países tomem ações coordenadas para conter queda

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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou há pouco que dobrará a alíquota de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para os investimentos de estrangeiros em renda fixa no Brasil.

A partir de amanhã, a alíquota para essas aplicações subirá de 2% para 4%.

Os investimentos externos em ações e no mercado futuro continuarão a pagar 2%. A taxação do capital estrangeiro que entra no país está em vigor desde outubro do ano passado.

De acordo com Mantega, a medida é necessária para conter a queda dólar depois da capitalização da Petrobras, que atraiu divisas para o Brasil. “O dólar baixo prejudica as nossas exportações. Por isso, decidimos elevar o imposto”.

Mantega sugere que países tomem ações coordenadas para conter queda do dólar

O Brasil sugerirá que as maiores economias do mundo tomem ações coordenadas para conter a desvalorização do dólar e evitar uma guerra comercial, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele fará a proposta na reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington, nesta semana.

Na avaliação do ministro, medidas de intervenção no câmbio, como a taxação de capital estrangeiro anunciada hoje (4), estão sendo adotadas em todo o mundo porque os países precisam aumentar as exportações. “Vou levantar essa discussão. É preferível que os países tomem medidas coordenadas em vez de agir isoladamente”, afirmou.

Segundo o ministro, caso as intervenções no câmbio tornem-se generalizadas, o mundo poderá enfrentar uma guerra comercial, com países desvalorizando cada vez mais a moeda para impulsionar as exportações. “O mundo tende não só para a guerra cambial, mas comercial. Queremos um sistema de livre comércio e o melhor é encontrar uma solução conjunta”, ressaltou.

Mantega também afirmou que aproveitará o próximo encontro do G20, que ocorrerá na Coreia do Sul no próximo mês, para sugerir que os governos dos Estados Unidos e dos países europeus voltem a gastar mais para estimular os mercados internos. O G20 reúne as 20 maiores economias do mundo.

Num cenário em que os juros dos países desenvolvidos estão baixos, ele afirma que os estímulos fiscais, quando os governos gastam para impulsionar a economia, são mais eficazes que os estímulos monetários, quando os bancos centrais aumentam a quantidade de dinheiro em circulação.

De acordo com o ministro, por estarem com a demanda fraca, os países desenvolvidos querem vender mais para países com a economia em expansão, como o Brasil, o que prejudica a balança comercial brasileira. Para ele, o mundo cresceria de forma mais equilibrada se as nações avançadas estimulassem a economia interna.

“Mesmo os países europeus precisam estimular o mercado interno porque, se as economias locais voltarem a crescer, eles precisarão exportar menos. Vai haver menos sobra de mercadorias e o mundo crescerá de forma mais harmônica”, disse Mantega.

*Com informação da Agência Brasil

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