Governo de Cuba dá sinais de que pode libertar mais presos políticos

Brasília – Autoridades que mantiveram contatos com dissidentes mantidos em prisões cubanas indicaram que o governo de Raúl Castro pode libertar mais presos políticos. O chefe da Comissão de Direitos Humanos de Cuba, Elizardo Sanchez, disse que nove prisioneiros foram contatados pelo serviço de segurança e perguntados se estariam prontos para deixar o país com suas famílias.

As informações são da agência BBC Brasil. De acordo com Berta Soler, do grupo de apoio a prisioneiros Mulheres de Branco, a lista adicional de prisioneiros da entidade será entregue nesta semana à Igreja, à embaixada espanhola e à União Europeia. Os números variam entre 40 e 100 pessoas.

A Igreja Católica pediu a grupos de defesa dos direitos humanos e grupos dissidentes em Cuba que ajudem a identificar todos os prisioneiros políticos ainda sob custódia das autoridades. A iniciativa gerou especulações de que há a intenção do governo de libertar todos os prisioneiros de uma só vez.

Em julho, a Igreja Católica de Cuba e o governo da Espanha intermediaram com o governo de Castro a libertação de 52 presos políticos. Desse grupo, 36 já foram libertados e mais quatro aguardam a última ordem para deixar as prisões.

Os dissidentes que saíram das prisões partiram para a Espanha. Eles criticaram a obrigatoriedade de deixar o país com as famílias rumo à Espanha.

Até o momento não houve pronunciamentos oficiais do governo cubano sobre libertações adicionais de prisioneiros.

No começo deste ano, a morte, em uma prisão cubana, de um dissidente que fez greve de fome, provocou críticas da comunidade internacional à situação dos direitos humanos no país. Os 52 prisioneiros libertados em julho foram detidos em uma operação das autoridades cubanas contra grupos de oposição não violentos.

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