Em entrevista exclusiva ao Jornal Grande Bahia, Michel Temer declara: Vamos ganhar a eleição no primeiro turno

Nascido há 70 anos em Tietê, no interior de SP, Michel Miguel Elias Temer Lulia chegará ao auge da carreira política se vencer as eleições como vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff (PT). Temer uniu o PMDB num projeto de poder. E poderá tomar posse com o respaldo de um partido de cerca de cem parlamentares, vários governadores e prefeitos.
Nascido há 70 anos em Tietê, no interior de SP, Michel Miguel Elias Temer Lulia chegará ao auge da carreira política se vencer as eleições como vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff (PT). Temer uniu o PMDB num projeto de poder. E poderá tomar posse com o respaldo de um partido de cerca de cem parlamentares, vários governadores e prefeitos.
Nascido há 70 anos em Tietê, no interior de SP, Michel Miguel Elias Temer Lulia chegará ao auge da carreira política se vencer as eleições como vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff (PT). Temer uniu o PMDB num projeto de poder. E poderá tomar posse com o respaldo de um partido de cerca de cem parlamentares, vários governadores e prefeitos.
Nascido há 70 anos em Tietê, no interior de SP, Michel Miguel Elias Temer Lulia chegará ao auge da carreira política se vencer as eleições como vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff (PT). Temer uniu o PMDB num projeto de poder. E poderá tomar posse com o respaldo de um partido de cerca de cem parlamentares, vários governadores e prefeitos.

Em 28 de setembro de 2010, o candidato à vice-presidente da república, Michel Temer (Presidente da Câmara Federal (PMDB de São Paulo), da coligação: Para Seguir Mudando, composta pelos partidos: PT, PMDB, PC do B, PDT, PRB, PSB, PSC, PTC e PTN, concedeu entrevistaexclusiva aos jornalistas Carlos Augusto e Sérgio Jones do Jornal Grande Bahia. Durante a entrevista ele discorre sobre as Eleições 2010 e o caso Erenice Guerra. A Entrevista foi gravada no restaurante Barbacoa em Salvador.

Professor de direito constitucional com vários livros publicados, entrou na política através do ex-governador Franco Montoro (PSDB-SP), de quem foi secretário de Segurança, cargo que ocupou também no governo do quercista Antonio Fleury Filho. Está no sexto mandato de deputado federal. Por 25 anos, combateu o PT. Em 2002, apoiou José Serra (PSDB), contra Lula, à Presidência. Em 2006, apoiou Geraldo Alckmin (PSDB-SP), novamente contra Lula. Temer: “Comecei a pensar: ‘Poxa, esse presidente aí, o Lula, tá fazendo coisa boa’.”

JGB – Como o senhor avalia as eleições para a presidência do Brasil.

Michel Temer – Podemos ganhar no primeiro turno, essa é a primeira conclusão, a segunda é que devemos esperar as demais pesquisas nos próximos dias. Mas as coisas deverão se definir  no dia 3 de outubro.

JGB – Qual a sua avaliação com o fraco desempenho do PMDB no interior da Bahia?

Michel Temer – Tenho visto como uma mobilização muito grande, tenho viajado por todo país, tenho feito reuniões com o partido e aliados e o que constatei que na Bahia Geddel tem mobilizado bastante o partido e a candidatura dele cresceu muito.

JGB – Como o senhor justifica ou analisa o fato de Geddel estar ocupando o terceiro lugar nas pesquisas?

Michel Temer – Ele tem muita esperança, pelo menos ele sempre menciona o fato de que nas últimas eleições que o atual governador tinha apenas 20% e Paulo Souto 50%, Wagner  acabou ganhando a eleição.

JGB – Mas, neste caso específico, o senhor não concorda que foi uma exceção e não a regra?

Michel Temer – Mas sempre existe o fator surpresa, Geddel conta  om 13% , o que representa aproximadamente um milhão de votos.

JGB – Por que este Congresso, que  em 31 de dezembro, não fez a reforma para viabilizar o processo eleitoral com mais transparência e mais recursos, o que certamente proporcionaria maior  autonomia    ao parlamentares?

Michel Temer – Isto envolve a questão da reforma política. A exemplo de qualquer outra reforma ela deve ser amadurecida, creio eu que ela já amadureceu o suficiente. Tenho trabalhado muito por ela, considero que agora chegou o momento adequado para que se proceda a sua reformulação, até mesmo dos costumes políticos do país, no particular a questão do financiamento público de campanha. Neste primeiro ano de legislatura vamos empreender uma reforma política em que se inclua estes temas.

JGB – Existe uma pesada carga tributária sobre a classe média brasileira e ainda assim, o Brasil, diferentemente de outros países, implanta os pedágios aumentando  a carga tributária. Qual o limite do Estado em subtrair recursos do cidadão brasileiro?

Michel Temer – A carga tributária brasileira comparada com de outros países é média. A pergunta é o que está sendo feito com os tributos arrecadados, quanto você recolhe em segurança pública, saúde e educação. A reclamação deriva da não adequada formulação e entrega dos serviços públicos. Em face do quadro geral de nosso país, a carga tributária é válida? Este é outro tema que está ligado a mesma ideia da reforma política que vem amadurecendo há muito  tempo. Eu creio que na primeira legislatura de nosso governo volta ao debate da reformulação tributária do país, embora não seja fácil porque precisa  compatibilizar interesses da União, Estado, Distrito Federal e dos contribuintes. Entretanto, acredito que já existe um amadurecimento no país que possa ensejar essa reformulação.

JGB – O que o senhor acredita que efetivamente vai ser possível realizar?

Michel Temer – Esses dois temas que nós estamos falando, essas reformas são fundamentais para o país. Eu venho lutando e trabalhando com isso há muito tempo e agora com possibilidades de chegar ao executivo poderei ajudar muito na relação executivo e Congresso Nacional para agilizar essas reformas que o país tanto demanda.

JGB – O caso Erenice Guerra, como o senhor avalia o impacto causado na sua campanha e de Dilma Rousseff?

Michel Temer – Não houve impacto muito grande. Primeiro lugar você não pode converter uma acusação  em julgamento final. Em um Estado democrático de direito à acusação segue-se o indiciamento administrativo jurídico e depois  você tem um conjunto probatório, acusação, defesa e em seguida o julgamento. O importante em tudo isso é que o governo tomou providências rapidamente afastando os envolvidos, os indiciamentos e apurações já tiveram início. O que significa que o governo deu com essas medidas uma satisfação ao povo brasileiro.

JGB – Parcela significativa da imprensa considera que o governo demorou muito para tomar a decisão. Qual a sua opinião a respeito?

Michel Temer – Esse argumento é relativo, às vezes 2,3 e 4 dias para se dar uma resposta para um fato dessa grandeza não é muito tempo.

JGB – Não existe neste fato um caso claro de apropriação da máquina pública com  a interferência direta de parentes? Isso não vai de encontro às normas que regem a boa administração pública, inclusive pelo senhor que preside uma instituição?

Michel Temer – Isso vai exatamente de encontro o que preside as boas regas das normas administrativas. Mas do que ninguém eu tenho defendido estes pressupostos. Veja que o problema dela já foi remetido para a Comissão Ética da República.

JGB – O senhor não acredita que deve existir uma lei que regulamente o principio constitucional da liberdade de imprensa uma vez que juízes da primeira instância estão tomando decisões que atentam contra esta liberdade?

Michel Temer – O que você questiona é outro tema. O tema de uma lei que estabelece limites para eventual indenização que leve em conta o potencial do jornal. Por que senão você com  indenização alta acaba inviabilizando a existência do jornal e indiretamente  acaba eliminando a liberdade de imprensa. Mas não é bom que exista uma lei que estabeleça limites? Estou de acordo. Mas dizer que existe a necessidade para estabelecer liberdade de imprensa é desnecessário. A constituição diz que a liberdade de expressão é ampla. Eu não compactuo com a tese de cerceamento de liberdade de imprensa e repito o que disse Dilma:  “Controle só remoto  para mudar canal de televisão. É preferível uma imprensa livre na democracia do que o controle da imprensa na ditadura”.

Confira vídeo da entrevista

Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9382 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).