Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a cerimônia de comemoração dos 60 anos da Refinaria Landulpho Alves

Jornal Grande Bahia compromisso em informar.
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Bem, eu quero… Rapaz, quanta máquina fotográfica!

Meus queridos companheiros e companheiras,

Meus queridos companheiros ministros Márcio Zimmermann, de Minas e Energia; e Alexandre Padilha, da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República,

Nossa querida companheira Rilza Valentim, prefeita de São Francisco do Conde,

Meu querido companheiro Mário Nogueira, presidente da Câmara dos Vereadores de São Francisco do Conde,

Meu querido companheiro José Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras,

Meu querido James Correia, secretário estadual de Indústria, Comércio e Mineração,

Nosso querido companheiro Paulo Roberto Costa, diretor da área de abastecimento da Petrobras,

Nosso querido companheiro Paulo César Martin, representante da FUP Regional,

Meu querido companheiro Osvaldo Celestino, ex-funcionário desta Refinaria, por meio de quem cumprimento todos os trabalhadores,

Companheiros demais diretores da Petrobras,

Companheiro Lima,

Não colocaram o nome do meu japonês aqui na minha nominata, portanto, eu não tenho o nome aqui. Nosso companheiro Furukawa,

Companheiros prefeitos aqui presentes: Maria Quitéria, de Cardeal da Silva; Antônio Magno, de Vera Cruz; e o nosso companheiro Luiz Caetano, de Camaçari,

Meus amigos e minhas amigas

Sinceramente… Eu vou descer, meu filho. Mas se eu falar daí, ninguém me vê. Olhe, deixa… Eu vou lhe dar um abraço, querida, vou lhe dar um abraço. Mas deixe, deixe só eu terminar essa parte aqui, aí eu vou cair nos braços de vocês.

Bem, primeiro, é com muita alegria que participo das comemorações dos 60 anos da Refinaria Landulpho Alves, que todos nós podemos considerar uma espécie de irmã mais velha da família Petrobras. Esta foi a primeira grande refinaria construída com dinheiro público, e começou a operar três anos antes da criação da Petrobras, que completa 57 anos de existência no próximo domingo, junto com o Zé Sergio Gabrielli. Ele nasceu exatamente… quando a gente estava lutando pelo “O Petróleo é Nosso”, ele estava nascendo, e gritou… o primeiro choro dele foi “petróleo”, e depois virou presidente da Petrobras.

Também, companheiros, no domingo, nós vamos ter no Brasil uma grande festa da democracia: o povo brasileiro vai às urnas para expressar seu discernimento, sua visão soberana sobre o país e o projeto de desenvolvimento que deseja para a nossa nação.

A hora do voto é a hora sagrada da democracia. Dentro da cabine, cada cidadão vale um voto; rico ou pobre, vale um voto; dono de um milhão ou dono de um tostão, vale um voto.

Essa é uma grande conquista do nosso povo: mais de 135 milhões de homens e mulheres votam sem estar subordinados a qualquer tipo de discriminação, e ajudam a consolidar o mais longo período de plena democracia em nosso país.

Esse avanço é ainda mais significativo se lembrarmos que o primeiro projeto de Constituição do Brasil, em 1823, Gabrielli, vinculava o voto à propriedade da terra. Ou seja, o que valia era o título de posse de pelo menos 150 alqueires de terra, e não o título de eleitor.

A pessoa tinha que ter, no mínimo, 150 alqueires para poder votar – significa que nós todos aqui estaríamos fora, nós todos aqui. Só via os outros passar ali para escolher… Agora somos nós, agora somos nós. Também… Esse é um dado importante para as mulheres, esse é um dado importante: Também é significativo lembrarmos que, até 1932, mulheres não podiam votar, e que os analfabetos só conquistaram o direito de voto há 25 anos, na Constituição de [19]88; até então, analfabeto também não podia votar. A primeira mulher que conquistou o direito de votar, no Brasil, foi uma mulher, no estado do Rio Grande do Norte, na cidade de Mossoró; ela foi à Justiça e, na Justiça, ela ganhou o direito de votar, mas só ela votou.

Hoje, felizmente, ninguém cobra pedágio ou explicação dos brasileiros e brasileiras na hora de votar, e todos podem exercer, com altivez e independência, o seu sagrado direito democrático. A história nos ensina que é assim, pensando com a própria cabeça, sem ceder a pressões de nenhuma espécie, que a sociedade brasileira obtém as maiores conquistas de sua história.

E a Refinaria Landulpho Alves e a Petrobrás, como um todo, são exemplos concretos do que estou falando.

Companheiras e companheiros

Em 3 de outubro de 1953, depois da campanha do “O Petróleo é Nosso”, e sob as críticas ferrenhas de seus opositores, Getúlio Vargas criou a Petrobras. Hoje é fácil a gente estar aqui participando desta festa, mas quando Getúlio pensou em criar a Petrobras, ele foi muito criticado. Esses mesmos que hoje nos criticam, criticavam Getúlio, dizendo que o Brasil não tinha que se meter a procurar petróleo; que aqui não tinha petróleo; que o Brasil deveria não ficar investindo onde ele não tinha conhecimento, não tinha engenharia, não tinha tecnologia; que a gente era de segunda classe, vira lata; que, portanto, a gente não tinha que ter petróleo. Hoje nós estamos aqui graças à coragem de Getúlio Vargas e do povo brasileiro, que, em 1953, criaram a Petrobras. Naquele dia, conquistamos a soberania na exploração, produção e refino de petróleo.

A empresa cresceu, se consolidou e se tornou um orgulho nacional. Mas um pedaço dessa conquista foi revogado nos anos 90. Esse rebaixamento foi promovido por aqueles que diziam que o Brasil não tinha recursos para expandir a indústria petrolífera, e que não havia mais sentido em se investir em novas refinarias.

Pois bem, a partir de 2003, passamos a inverter essa lógica que vinha impedindo a Petrobras de exercer todo o seu enorme potencial de induzir o nosso desenvolvimento.

Demos início a um vigoroso processo de fortalecimento da empresa, cujo capítulo mais recente ocorreu na Bovespa, na última sexta-feira. Vocês viram que, na sexta-feira, a Petrobras foi protagonista da maior capitalização da história mundial, e se tornou a segunda maior empresa do setor do mundo.

Hoje, nós podemos olhar uns nas caras do outros e, com muito orgulho, dizer: não apenas o petróleo é nosso, a Petrobras é mais nossa e o pré-sal também é nosso!

Vocês… E aqui eu queria dizer para vocês da alegria que eu senti na sexta-feira. Porque vocês sabem que a minha origem vem do movimento sindical; vocês sabem que eu nasci em Garanhuns, Pernambuco, e que fui para lá de pau-de-arara em 1952 – treze de dezembro de 1952; e que… vocês sabem também que eu tenho pouca formação escolar – eu tenho o curso primário e tenho um curso técnico; e que Deus e vocês, o povo brasileiro, guiado pelo povo de São Francisco do Conde, que eu virasse presidente da República.

Pense em um cabrinha que veio de Garanhuns virar presidente da República; já era o máximo do máximo. Agora pense nesse cabra, junto com esses cabras aqui, participar do maior processo de capitalização do Sistema Capitalista da história da Humanidade. Nem no tempo dos dinossauros, quem vendeu os dinossauros conseguiu fazer a capitalização, nem o dono da Microsoft, nem George Soros, nem o dono da GM, nem o dono da Ford, nem o dono do Citibank; foi exatamente um torneiro mecânico, um economista e milhares de trabalhadores que, na Bolsa de Valores de São Paulo, fizemos a capitalização de US$ 70 bilhões à Petrobras. É a maior capitalização da história da Humanidade, e isso é motivo de orgulho, é motivo de orgulho para todos nós.

Portanto, a Petrobras agora tem mais recursos, e atributos e os atributos regulatórios necessários para assumir o papel de operadora soberana na maior reserva de petróleo descoberta nos últimos 30 anos em todo o mundo.

Para que a riqueza do pré-sal fique em mãos brasileiras, porém, tivemos que enfrentar os mesmos interesses que tentaram derrotar Getúlio Vargas e a Petrobras, há mais 50 anos.

Com essa vitória, legamos às gerações futuras uma gigantesca poupança nacional, capaz de promover a eficiência da economia e a erradicação da miséria e, sobretudo, capaz de universalizar o acesso a uma educação pública de qualidade, da creche à universidade.

A escola pública há de fazer neste país aquilo que o voto faz na democracia: tratar com igualdade todas as crianças, todos os adolescentes, todos os homens e todas as mulheres da nossa terra, para que não existam mais duas categorias de infância em uma só geração – uma que a gente já sabe que vai ser doutora e uma que a gente já sabe que vai morrer analfabeta. Acabou! Com o dinheiro do petróleo, nós não vamos jogar fora, nós vamos cuidar de investir no fortalecimento e na formação do nosso povo.

Eu quero repetir aqui o que eu disse na Bolsa de Valores na última sexta-feira: Se tivesse emergido em outros tempos, o patrimônio do pré-sal poderia ter se alienado na voragem de liquidações impostas pelo estrangulamento de uma economia fragilizada e no vazio de um Estado dissociado de interesses nacionais. Hoje, felizmente, não corremos mais esse risco. A economia e o Estado verdadeiramente democrático estão pavimentando os caminhos para que essa riqueza possa, de fato, acelerar a convergência de direitos e oportunidades em nossa terra.

Companheiras e companheiros

Vivemos em um Brasil completamente diferente do Brasil que tínhamos em 2003: Nossa economia registra taxas recordes de crescimento; o consumo industrial de energia cresceu 13% até agosto passado, refletindo a consistência da expansão liderada pelo investimento produtivo; o desemprego atingiu o nível mais baixo dos últimos anos; o salário médio é o mais alto desde 2002. Há 15 anos o Dieese acompanha os resultados das negociações coletivas neste país. Nunca, como agora, foram fechados tantos acordos com ganhos expressivos, acima da inflação, inclusive para os petroleiros e para os metalúrgicos.

Nossas reservas, em dólares, que praticamente não existiam, passaram, agora, a mais de US$ 270 bilhões. Nós, que vivíamos devendo ao FMI, não devemos mais nada; é ele que nos deve, agora, US$ 14 bilhões. A habitação popular tornou-se um dos motores do crescimento, depois de 25 anos de ocaso habitacional.

Os investimentos do PAC expandem a infraestrutura, transformando o país em um imenso canteiro de obras. Quase 28 milhões de brasileiros saíram da pobreza, mais de 35 milhões foram para a classe média. O mercado de consumo popular reúne hoje metade da população e 46% da renda nacional.

Um fato é especialmente importante: o Nordeste deixou de ser o primo pobre da economia e se consolidou como um dos polos mais dinâmicos da produção e do consumo do nosso país.

A verdade é que o Brasil caminha rapidamente para se tornar a quinta maior potência econômica e industrial do planeta. Não voltará, sob hipótese alguma, a ser terreno fértil para a desigualdade e a exclusão, e tampouco se reduzirá a um mero exportador de produtos primários – inclusive, nós não queremos ser exportadores de petróleo bruto. É exatamente por isso que a extração do óleo do pré-sal será efetuada de acordo com a nossa capacidade de processar e exportar combustíveis de maior valor agregado.

Estamos construindo cinco novas refinarias e, ao mesmo tempo, ampliando e modernizando as já existentes, como é o caso desta refinaria, onde a Petrobras está investindo nada mais, nada menos do que R$ 4,8 bilhões, gerando quase 10 mil empregos durante o processo de construção. Isso constitui um sinal claro das escolhas que fizemos para o desenvolvimento.

A última refinaria a entrar em operação no Brasil havia sido concluída em 1980. Havia, portanto, 30 anos que a gente não fazia uma refinaria neste país. Hoje somos um dos quatro países do mundo que mais investe nesse setor, ao lado da China, da Índia e da Arábia Saudita.

Os planos da Petrobras preveem que seremos totalmente autossuficientes em derivados até 2014. Além disso, estamos adquirindo refinarias em mercados estratégicos, como Estados Unidos e a Ásia, para processar o óleo do pré-sal em unidades próximas aos grandes centros importadores.

Meus caros petroleiros e petroleiras da gloriosa Landulpho Alves,

Hoje, mais que nunca, vocês são parceiros de uma agenda que desloca e amplia o patamar das possibilidades nacionais. O Brasil aprendeu, de uma vez por todas, que pode construir o seu desenvolvimento, e não irá renunciar a essa oportunidade. Ele aprendeu, sobretudo, que é possível trilhar esse caminho, fortalecendo a democracia política para que ela seja também uma democracia social, e para que todos os cidadãos tenham pesos iguais não apenas na hora do voto, mas também na hora de exercer seus direitos e compartilhar das oportunidades na vida deste país.

Eu quero, meu querido companheiro José Sergio Gabrielli, queridos companheiros diretores da Petrobras, nosso querido primeiro trabalhador da Petrobras [Refinaria]… eu queria dizer para vocês parabéns, porque não é qualquer país que pode construir uma empresa da envergadura da Petrobras, e não é qualquer povo capaz de fazer, durante 60 anos, uma refinaria continuar sendo uma jovem promissora refinaria, da qual o Brasil ainda depende muito.

Eu queria agradecer a cada um de vocês, agradecer à Petrobras e dizer para vocês que eu estou terminando o meu mandato. No dia 31 de dezembro, à meia-noite, eu irei dormir Presidente e acordarei ex-Presidente. Mas, uma coisa que vai fazer a gente refletir, é que eu vou encostar a cabeça no travesseiro, no dia 2, em São Bernardo do Campo, com a consciência tranquila, a consciência de quem foi honesto com o povo brasileiro, a consciência de quem tem… a consciência de quem sabe que fez muita coisa, mas, ao mesmo tempo, tem consciência de que ainda falta muita coisa para fazer.

Uma coisa nós aprendemos: a não acreditar mais naqueles que diziam que era difícil governar, naqueles que diziam que o Brasil não tinha jeito; naqueles que diziam que não era possível o Brasil dar um salto de qualidade que o Brasil deu; aqueles que governavam o Brasil para apenas 35 milhões de brasileiros, sem levar em conta que nós tínhamos 190 milhões de brasileiros.

Portanto, é com muito orgulho, Gabrielli, você que é PHD em economia pela Universidade Federal da Bahia, você sabe que é com muito orgulho que eu posso olhar na cara destes trabalhadores e destas trabalhadoras; olhar na cara de uma prefeita negra, que nunca pensou em ser prefeita e virou prefeita, e dizer… Imagina que o Obama falou que eu era “o cara” há dois anos. Ele ainda não conhecia as pesquisas que estão saindo nesses dias, em que nós vamos terminar o mandato com mais de 80% de aprovação, de bom e ótimo; se colocar regular, nós vamos chegar a 96%. Acho que, se o Obama soubesse disso e se ele soubesse que eu, com o quanto ano primário, sou o Presidente que mais fez universidades no Brasil, que mais fez escolas técnicas no Brasil, e que peguei o orçamento da educação com 20 bilhões e, hoje, deixei o orçamento da educação com 70 bilhões, ele iria falar: “Pô, não é que esse cara é o cara do cara! Não é que esse cara…”.

Porque na verdade, o Obama… o Obama, uma vez eu o convidei para vir à Bahia, eu falei: “Obama, eu queria que você fosse ao Brasil, mas fosse à Bahia. Eu queria que você conhecesse o povo baiano”. Porque, na hora em que o Obama botasse o pé aqui… Eu não sei se ele vem, porque ele tem tanto problema lá – também, se mete em problema, é problema dele. Aqui, eu procuro não me meter em problema; aqui, eu procuro resolvê-los. Mas eu queria que ele viesse aqui, porque ele iria falar: ”Puxa vida, eu me enganei quando eu disse que o Lula era ‘o cara’, porque, na verdade, o Lula é apenas um presidente. ‘Cara’ são aqueles caras da Bahia, é aquele povo da Bahia que são os caras que representam a dignidade deste país “.

Então, gente, olha, eu não poderia deixar de faltar [vir] aqui, Gabrielli, nesses 60 anos, porque eu acho que tudo que a Petrobras faz é motivo de orgulho para nós; acho que a Petrobras, nesses próximos anos… Só para vocês saberem: a Petrobras, até 2015, 2017, são US$ 224 bilhões. Ou seja, é muito dinheiro, é muito dinheiro, é muito navio, é muita sonda, é muita perfuração, é muita refinaria, é muita exportação, é muito emprego que vai ser gerado, é muito dólar que vai entrar, é muita exportação que vai sair…

A verdade é a seguinte. Definindo tudo isso, eu vou dizer para vocês: nós aprendemos a gostar de nós. Nós, hoje… Hoje não é o brasileiro que fica olhando para a Alemanha e fala “Lá tudo é bom”; para a França, “Tudo é bom”, para os Estados Unidos… Não. Hoje, eles estão de olho aqui. Essa semana, Zé Sergio, eu saí em quatro revistas francesas, o Brasil saiu em umas oito, cada uma falando melhor do Brasil.

Porque uma coisa eles aprenderam: Quando veio a crise econômica, que era um teste que precisava, porque Deus escreve certo por linhas tortas. Os meus adversários diziam: “Ah, o Lula teve apenas sorte. O Lula… Eu queria ver se ele enfrentasse uma crise”. Nós enfrentamos a maior crise do Capitalismo desde 1929, a maior crise. Eu fui para a televisão e disse: isso é uma marolinha; aí me acusaram que eu estava falando bobagem. Eu disse que a crise iria chegar por último aqui e sair primeiro; ela chegou por último e saiu primeiro.

É o Nordeste hoje que é… o maior consumo popular deste país se dá aqui no Nordeste. Agora, o James estava me dizendo que ele está impressionado com a quantidade de vendas de motocicletas aqui no Nordeste. Pois é, eu fui à minha terra, Zé Sergio. A coisa que dá mais orgulho é que os caras estão trocando o nosso querido jegue por uma motocicleta. Rapaz, eu estou até prevendo que, se continuar nesse ritmo, os jegues vão entrar em greve, vão construir um sindicato e onde eu passar eles vão relinchar e vão dar uns coices, e nós vamos ter que voltar a educar as pessoas a andarem um pouquinho de moto, mas, pelo menos, de sábado e domingo, montem no “jeguinho”, que é para ele poder ter razão de ser. Porque, desde o tempo de Jesus Cristo, que ele carregou Jesus pequeno, então acho que é um meio de transporte, para nós, extraordinário. E eu fico com saudade, porque no Nordeste – é verdade –, em vários lugares do interior, o cidadão, que andava até com as pernas meio tortas de andar de “jeguinho”, agora está com as pernas tortas de andar de moto, está moderno.

E isso se deve a cada um de vocês. Não é a mim, não é ao Gabrielli, mas é a cada um de vocês, porque, nos momentos mais difíceis que eu passei no governo, quem acreditou, quem foi para as ruas, e quem disse “Se mexer com ele, mexe comigo” foram vocês.

Portanto, eu aproveito para agradecer ao povo de São Francisco do Conde… Eu já recebi muitas cartas, eu já recebi muitas cartas, muitas cartas para eu vir aqui, estou vindo aqui, mas, Prefeita, pode ficar tranquila que a partir do dia 1º de janeiro eu vou ter mais tempo, pode colocar mais água no feijão, porque um dia desses eu apareço por aqui para tomar café, almoçar e jantar.

Um abraço, gente, que Deus abençoe cada um de vocês, e viva a Refinaria Landulpho Alves!

São Francisco do Conde-BA, 29 de setembro de 2010.

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