Conflito na RD Congo recrutou 30 mil crianças-soldado

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Equipe da ONU investigou ‘atrocidades’cometidas durante 10 anos de conflito no país africano como estupros e massacres; relatório de 550 páginas sugere violações por várias forças de segurança africanas, que passaram pela RD Congo, incluindo soldados angolanos, mas Angola nega acusações.

Um relatório do Alto Comissariado da ONU de Direitos Humanos sugere que os 10 anos de conflito na República Democrática do Congo causaram dezenas de milhares de mortes, além de fazer outros milhares de vítimas de crimes como estupros, mutilações e violações dos direitos humanos.

Segundo o documento “Exercício de Mapeamento”, de 550 páginas, divulgado nesta sexta-feira em Genebra, ocorreram pelo menos 600 “atrocidades indescritíveis”. E forças de segurança de outros países vizinhos, incluindo Angola, também teriam cometido abusos durante o conflito entre 1993 e 2003.

Irregularidade

As constatações são resultados de apurações e entrevistas com mais de 1,2 mil pessoas. Durante dois anos, uma equipe de 33 membros presidida pelo Alto Comissariado analisou o tema.

Segundo os peritos, 30 mil menores foram recrutados durante o conflito congolês como crianças-soldados. Eles foram vítimas de ‘assassinatos, estupros, torturas e outras crueldades`.

Além de Angola, os demais países africanos citados no relatório: Burundi, Uganda e Ruanda negaram qualquer participação em violações.

Respeito

Numa entrevista à Rádio ONU, na terça-feira, o secretário de Estado das Relações Exteriores de Angola, Georges Chicoti, disse que as alegações de que forças angolanas teriam cometido violações são simplesmente “infantis”.

“Este tipo de acusação parece ser muito infantil. Claro que estivemos no Congo (RD Congo), mas o papel que jogamos lá nunca foi um de violar os direitos humanos porque permitimos, justamente, o respeito dos direitos humanos naquele país. Hoje, o Congo é um país que tem governo eleito, graças ao fato, de que nós tenhamos estado lá. Formamos mais de 14 mil homens para as Forças Armadas Angolanas portanto há uma inversão”, afirmou.

O relatório da ONU revela que a maior parte dos ataques foi cometida contra civis, principalmente mulheres e crianças, durante um período que o relatório descreve como um dos mais trágicos capítulos da história recente da República Democrática do Congo.

*Com informação da Rádio ONU em Nova York

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