Baianos querem que novos governantes priorizem investimentos em educação, saúde e segurança

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A Bahia é um dos maiores e mais diversificados estados do país. Conhecida como a Boa Terra, por causa de sua prosperidade e da população alegre e festiva, o estado tem alto potencial turístico e inestimável valor histórico e cultural. Porém, a Bahia ainda enfrenta muitos problemas graves que devem estar na lista de prioridades do governo estadual nos próximos quatro anos, como a educação, a segurança pública e a saúde.

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do estado é o nono pior do Brasil. Além disso, o analfabetismo também é alto, classificado como o oitavo pior índice do país, em 2006. Cerca de 15% da população baiana não sabem ler nem escrever.

De acordo com a empregada doméstica Ivonete Ferreira dos Santos , de 46 anos, a educação na Bahia precisa ser olhada com mais carinho pelas autoridades eleitas. “Acho a educação o [problema] mais grave. Não tem professores qualificados”. A moradora do bairro de Pirajá, em Salvador, também acha que a falta de transporte público aflige os baianos. “O transporte é muito ruim, as linhas não são completas. Falta transporte, a gente tem de pegar mais de dois ônibus. Se na capital é assim, imagine no interior”.

Segundo o músico baiano internacionalmente conhecido, Carlinhos Brown, a educação é a chave para diminuir os índices de violência no estado e no país. “Precisamos que os novos governantes tenham uma visão mais aprimorada dessa letargia do desenvolvimento humano que só pode ser superado por meio da educação. O conhecimento faz com que a pessoa não vá para o crack, para o lado ilegal da sociedade”, disse.

Os dados mais recentes da pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelaram que o índice de homicídios na Bahia é alto. Em 2007, a cada 100 mil habitantes, 26 eram vítimas de homicídio. O número é uma média entre o alto coeficiente masculino, que é de 48,9 homicídios para cada 100 mil habitantes, com o baixo índice feminino de apenas 3,5 mortes.

Para a moradora do bairro da Federação, Joseane de Oliveira, de 24 anos, o maior problema do estado é a segurança pública. “Sem segurança nós não somos nada. Ficamos com medo de sair de casa, de ir para o trabalho. Eles [os criminosos] saem matando por besteira. Isso é o que faz mais mal a nossa população. Tem muito assalto em ônibus, nas vias. A polícia não faz muita coisa porque não tem viaturas”, afirmou.

Joseane de Oliveira também cita a saúde como uma área que, na Bahia, apresenta diversos problemas. “Os postos de saúde são precários. Os atendimentos demoram entre duas e três horas. Tem gente que não consegue ser atendido e morre na fila”, disse.

O mesma opinião tem o recepcionista Jader Pereira de Araújo, de 30 anos, que mora no bairro do Bonfim. De acordo com ele, o governo não cuida dos centros de saúde do estado. “Alguns hospitais foram construídos, mas os outros continuam abandonados. Faltam leitos e as pessoas ficam amontoadas no corredor”, afirmou.

O aposentado Antônio Machado Paim, de 72 anos, morador da Barra, defende investimentos no campo como forma de manter as famílias em suas localidades. “O governo [do estado] tem de ter o apoio do governo federal. Tem de dar água, luz, infraestrutura e, principalmente, financiar a agricultura familiar para o povo que mora em baixo das pontes possa voltar para sua terra”.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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