Projeto Corredores Ecológicos recebe visita dos seus principais apoiadores

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Representantes do Ministério do Meio Ambiente e do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW), principais apoiadores do Projeto Corredores Ecológicos, realizaram entre os dias 14 e 17 deste mês uma visita para avaliar as ações de parceria ocorridas durante os últimos quatro anos. Eles percorreram áreas de abrangência do projeto no Corredor Central da Mata Atlântica nos estados da Bahia e do Espírito Santo.

Na Bahia, o encontro foi realizado no Ecoparque de Una, sul do estado. Trata-se de uma unidade de conservação de proteção integral com 23.404 hectares, composta por uma faixa costeira com áreas de restinga e manguezal e extensas áreas de mata atlântica. O parque foi criado pelo Instituto de Estudos Socioambientais do Sul da Bahia (Iesb) e pela Conservação Internacional do Brasil.

Segundo a diretora de Unidades de Conservação da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), Marianna Pinho, o Projeto Corredores Ecológicos é hoje o único em execução para proteção da Mata Atlântica na Bahia, com intervenções importantes na área de fiscalização e gestão de unidades de conservação e na articulação entre os órgãos para ações integradas.

O Sistema de Proteção Legal da Mata Atlântica (Sisprot), executado pelo Ministério Público em parceria com o Instituto do Meio Ambiente (IMA), Companhia de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa) e Ibama, prevê a construção de bases ambientais para a fiscalização e a integração entre os órgãos no compartilhamento de informações e consultas de processos on-line. Atualmente estão em funcionamento as bases de Amargosa, Valença e Teixeira de Freitas.

Ainda através do projeto foi possível fortalecer e apoiar os conselhos gestores das unidades de conservação, com a elaboração de planos de manejo do Parque Estadual Serra do Conduru e das áreas de proteção ambiental (APAs) Itacaré, Serra Grande-Pratigi e Tinharé-Boipeba. Além disso, foram realizadas oficinas para averbação de reserva legal e conservação de áreas de preservação permanente (APPs).

Mapeamento

Destaque também para a realização do mapeamento da cobertura vegetal e uso do solo do Minicorredor Serra das Onças, que fica entre os municípios de Maraú e Camamu, no sul da Bahia.

Por meio do Projeto Corredores Ecológicos foram captados recursos para o município de Amargosa, no Recôncavo, para investimento na capacitação de professores da rede pública, criação da Unidade de Conservação Serra do Timbó e apoio para a criação de viveiros de espécies nativas de mata atlântica.

Participaram do encontro o diretor da agência do KfW no Brasil, Jürgen Kern, e o gestor de projetos Miguel Lanna, destacando que no país o banco financia projetos em torno de R$ 1 bilhão. Na Bahia, o Projeto Corredores Ecológicos, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, recebeu investimentos de R$ 5 milhões nos últimos quatro anos.

“Através desta missão de avaliação ficou claro que o projeto conseguiu atingir alguns resultados e criar um conjunto de parceiros, a exemplo de instituições que atuam nas áreas de abrangência do bioma”, explicou Lanna.

Na ocasião, o secretário estadual do Meio Ambiente, Eugênio Spengler, chamou a atenção para a necessidade da integração entre as políticas de gestão florestal com as das águas. Para isso foi criado na Sema o Grupo de Trabalho de Fortalecimento Institucional, que visa buscar formas de integrar as ações florestais com as de recursos hídricos, gestão de unidades de conservação e licenciamento. Splenger ressaltou ainda a necessidade de fortalecer a gestão de florestas com a elaboração do plano de manejo para as 44 unidades de conservação do estado.

De acordo com o consultor permanente do Corredores Ecológicos na Bahia, Cornelius Von Furstenberg, o encontro foi útil para perceber a dedicação dos parceiros com as causas do projeto e também o desafio da execução de um projeto complexo, principalmente para garantir que os recursos dos apoiadores sejam utilizados.

“O projeto é um laboratório para instrumentalizar e definir as políticas públicas para o fomento de iniciativas de utilização dos recursos da biodiversidade da Mata Atlântica de forma sustentável”, afirmou o consultor.

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