Presidente do Tribunal de Justiça assume governo do Amapá após prisão do governador

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O presidente do Tribunal de Justiça do Amapá (TJ-AP), Dôglas Evangelista Ramos, assumiu o governo do Amapá após o escândalo que afastou o atual governador, Pedro Paulo Dias de Carvalho, preso hoje (10/09/2010) com mais 17 pessoas. Entre os presos estão o ex-governador Waldez Góis (PDT) e o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), José Júlio Miranda. Eles são acusados de envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos.

De acordo com o tribunal, Ramos está reunido com autoridades estaduais para definir como fica o governo do Amapá a partir de agora. O governador em exercício foi o primeiro presidente do TJ-AP.

Com o afastamento do governador, o presidente da Assembleia Legislativa do estado, Jorge Amanájas (PSDB), seria o primeiro na linha sucessória. Mas ele não pôde assumir pois se desincompatibilizou do cargo para disputar a eleição ao governo estadual. Ele é uma das 87 pessoas contra as quais foram expedidos pela Justiça mandados de condução coercitiva para dar explicações à Polícia Federal.

A Operação Mãos Limpas desarticulou hoje (10) uma organização criminosa composta por servidores públicos, agentes políticos e empresários, que desviava recursos públicos do estado do Amapá e da União. Além da PF, a Receita Federal, a Controladoria-Geral da União, o Banco Central e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) acompanham a operação.

Governo destinou R$ 800 milhões a órgãos envolvidos no esquema de corrupção no Amapá

Um levantamento feito pela Controladoria-Geral da União (CGU) revelou que o governo federal destinou cerca de R$ 800 milhões aos órgãos envolvidos no esquema de corrupção e desvio de verbas descoberto pela Polícia Federal no Amapá. Segundo a CGU, esse montante foi repassado entre 2009 e 2010.

As investigações da Polícia Federal constataram que o esquema de desvio de verbas era executado na Secretaria de Educação do Estado do Amapá, no Tribunal de Contas do Estado (TCE), na Assembleia Legislativa, na prefeitura de Macapá, nas secretarias estaduais de Justiça e Segurança Pública, de Saúde, de Inclusão e Mobilização Social, de Desporto e Lazer e no Instituto de Administração Penitenciária.

A Operação Mãos Limpas desarticulou hoje (10) uma organização criminosa composta por servidores públicos, políticos e empresários que desviava recursos públicos do estado do Amapá e da União. Foram presas 18 pessoas, incluindo o governador, Pedro Paulo Dias de Carvalho (PP), o ex-governador Waldez Góis (PDT) e o presidente do TCE, José Júlio Miranda.

A CGU informou que, durante as investigações, fez trabalhos de auditoria e fiscalização em diversos processos licitatórios, contratos e pagamentos a fornecedores envolvendo recursos federais. Foram encontrados muitos problemas, como direcionamento de licitações com aquisição de veículos e equipamentos a preços superiores aos praticados no mercado, desvio de finalidade na aplicação de recursos de convênios, e fraudes em licitações para contratação de empresas de serviços de vigilância e limpeza.

Além de participar da operação, a CGU também fará a análise dos documentos e materiais apreendidos, emitindo pareceres e relatórios que ajudarão a instruir o inquérito policial.

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