Paulo Souto diz que verdade não é prioridade para o governador Jaques Wagner

Paulo Souto.
Paulo Souto.

“Ficarei feliz nesta campanha, se conseguir recompor a verdade do que realmente está acontecendo na Bahia. Nos últimos três anos e oito meses, o nosso estado foi intoxicado por uma intensiva propaganda do governo, que é no mínimo enganosa. A verdade não é prioridade neste atual governo”, afirmou o candidato ao governo do estado pela coligação “A Bahia Merece Mais” (DEM/PSDB), Paulo Souto, durante sabatina, promovida pelo jornal A Tarde, no auditório da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), na manhã desta quarta-feira (01/08/2010).

Ao responder perguntas de jornalistas, platéia e internautas, o candidato democrata destacou a necessidade de o eleitorado saber distinguir as responsabilidades do governo federal e estadual. “Ao compreender o que um e outro faz, os baianos ficarão mais aptos para o julgamento das urnas em outubro”, disse.

Souto não atribuiu ao governo federal os problemas graves por que passa a Bahia principalmente nas áreas de segurança e saúde pública. “Lula não é o culpado pelo aumento de 50% do número de homicídios em nosso estado, nos últimos anos, nem pela morte de 450 pessoas, no ano passado, nos postos de saúde de Salvador, porque não tiveram atendimento nos hospitais públicos”.

O candidato democrata observou que, embora a violência seja um problema que ocorra em todo o País, houve diminuição na ocorrência de assassinatos em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e até Sergipe, enquanto na Bahia cresceu o número de mortes violentas. “Não dá para transferir a responsabilidade deste fato para administrações passadas. O atual governador deveria ter se dedicado a melhorar a saúde e a segurança em nosso estado. Infelizmente isto ele não fez isso”, comentou.

A execução de um plano emergencial de redução de homicídios foi uma das propostas apresentada por Paulo Souto para a segurança pública. Mas ele também falou da criação da Agência de Inteligência Especial (AEI) para combater o crime organizado e o tráfico de drogas, além da intenção de aumentar o efetivo policial e distribuí-lo mais equitativamente conforme a necessidade de cada localidade.

Ações sociais também estão previstas na política de segurança de Souto. Ele citou o programa Viva Nordeste, adotado na sua última gestão como modelo a ser reativado. “O Viva Nordeste conciliava as ações de repressão da polícia com atividades sociais, mas foi abandonado. Acabou por birra do atual governo, porque era uma iniciativa criada por nós”, disse.

Com relação à saúde, Paulo Souto falou da proposta de construir seis hospitais regionais e mais um de referência no tratamento do câncer, além de cerca de 20 policlínicas regionais, os chamados Centro de Especialidade Integral (CEI), para realizar consultas e exames. Associado a isso, propôs um sistema de transporte para levar os pacientes carentes aos locais de atendimento.

Na educação, Souto disse que pretende concentrar esforços na obtenção de mais recursos para construir mais escolas em tempo integral e aumentar a qualificação dos professores. “Não adianta fazer ensino técnico de faz de conta”, disse ele, criticando os “números fantasiosos” da atual gestão.

O candidato democrata também criticou a política de desenvolvimento do atual governo. “Alguém se lembra de um único empreendimento industrial importante que tenha sido atraído e inaugurado no atual governo”, provocou. Para Souto, o que houve nestes três anos e oito meses foi o que ele chama de indústria virtual.

“A base de submarinos, a fábrica de aviões dos espanhóis, que foi prometida, a fábrica dos automóveis dos japoneses, um grande oceanário. Cadê?”, indagou o candidato democrata, lembrando que a cada viagem ao exterior, Wagner aparecia com uma novidade dessas. “E o que é que foi feito? Nada. Não foi feito absolutamente nada. O que costumo dizer é que no nosso tempo as fábricas tinham parede, teto, equipamento, gente trabalhando e tinha produto. As fábricas atuais têm o quê? Propaganda e promessa”.

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