Morre o escritor, antropólogo e professor Vivaldo da Costa Lima

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É com grande pesar que o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), através da sua Diretoria Geral e de todos os seus funcionários, vem a público registrar o falecimento do Professor Vivaldo da Costa Lima, que esteve à frente das ações deste órgão durante três gestões, de 1971 a 1975, de 1979 a 1983, e de 1991 a 1993.

Escritor, antropólogo, professor, pesquisador e intelectual de máxima relevância para o cenário da Cultura na Bahia e com inestimáveis serviços prestados para a preservação dos bens culturais do nosso Estado, o Professor Vivaldo nos deixa muitas saudades e exemplo a ser sempre seguido.

O sepultamento ocorrerá no cemitério do Campo Santo, bairro da Federação, em Salvador, hoje, dia 22.09.2010 às 16h30.
Frederico A.R. C. Mendonça
Diretor Geral – IPAC

Contatos: Assessoria de Comunicação – IPAC – em 22.09.2010
Jornalista responsável Geraldo Moniz (1498-MTBa) – (71) 8731-2641
Contatos ASCOM/IPAC: (71) 3116-6673, 3117-6490, [email protected] Acesse: www.ipac.ba.gov.br

Nota biográfica

Vivaldo da Costa Lima (1925-2010), foi antropólogo e professor emérito da Universidade Federal da Bahia. Formado em odontologia, passou a se interessar, estudar e pesquisar na área da Antropologia, sendo um dos pioneiros do Centro de Estudos Afro-Orientais (Ceao-Ufba), a viajar para a África buscando ressonâncias, entre os povos yorubá e ewe fon, em partes da atual Nigéria e do antigo Daomé, de práticas religiosas do candomblé, estudadas por ele nos principais terreiros que compõem a tradição do modelo jeje-nagô na Bahia, como a matriz Casa Branca do Engenho Velho, tombada como Patrimônio do Brasil pelo Iphan, o Terreiro do Gantois e o Ilê Axé Opô Afonjá.

Iniciado como ogã, consagrado ao orixá Ogum por Mãe Senhora de Oxum Miwá, do Afonjá, o professor foi exímio continuador dos estudos inaugurados por Nina Rodrigues e também elaborados por nomes como Manoel Quirino, Arthur Ramos, Edison Carneiro, Ruth Landes, Roger Bastide, Pierre Verger, fazendo do resultado de suas pesquisas, dialógicas com grandes teóricos da antropologia ocidental, de acurada observação participante de marcante rigor metodológico, uma das mais representativas obras etnológicas sobre o universo do candomblé: A Família de Santo, lançada pela primeira vez nos anos 1970. Fonte: A Tarde, 21/05/2008

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