Estiagem no Sul e Sudeste brasileiro provoca alta no preço do feijão

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A alta do preço do feijão, que vem sendo registrada no Brasil, teve suas causas iniciadas em 2009. Este ano, o País colheu uma elevada safra e a cotação caiu substancialmente. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizou várias aquisições por intermédio de leilões, mas mesmo com esta intervenção não foi possível sustentar o preço do produto.

A informação é do secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, explicando que os preços baixos praticados em 2009 deixaram os produtores desestimulados, o que implicou em diminuição da área plantada no Brasil neste ano. Para complicar houve estiagem no Sul e no Sudeste, reduzindo a safra no Paraná e em São Paulo, dois importantes estados produtores.

Segundo Salles, a Bahia, que desempenha um papel importante na produção de feijão no cenário nacional, enfrentou problemas climáticos de duas naturezas distintas, no final do ano passado e início de 2010, prejudicando sensivelmente a produção da região de Irecê. “Depois, no inverno, tivemos excesso de chuvas no nordeste do estado, importante região produtora na segunda safra, fazendo com que houvesse perda de produtividade, além de prejudicar a qualidade do produto”.

De acordo com os dados da Seagri (Conjuntura Econômica/SPA) na Bahia, a primeira safra, aquela colhida no primeiro semestre, também conhecida como safra de verão, teve redução de 9,54%, comparada com a colheita do ano passado. Na segunda safra – ou safra de inverno -, que é colhida no segundo semestre, houve perdas significativas, mas a dimensão exata só será conhecida na próxima semana, após conclusão do levantamento que os técnicos da Seagri estão realizando no campo.

Porém, na microrregião de Ribeira do Pombal, região significativa para a safra de inverno, as informações atuais apontam para uma perda de produção de 55%, em comparação à previsão de safra no início do plantio em maio. A conjunção dos fatores citados implicou em queda na safra nacional de 9%, conforme levantamento do IBGE em agosto.

No entanto, esse percentual será mais elevado no levantamento no final de setembro. Como reflexo da redução da produção, o preço do feijão está enfrentando uma alta generalizada, não só na Bahia, mas em todos os grandes centros urbanos do Brasil. De janeiro a setembro deste ano, o preço da saca de 60 quilos do feijão carioquinha saiu de R$ 50 para R$ 160, em Irecê – uma alta de 220% -, sendo a mesma variação verificada em Adustina. Em Barreiras, a alta foi de 245,46%, saindo R$ 55 para R$ 190.

 

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