Entrevista exclusiva com Ernesto Paglia, que declara sobre Feira de Santana: vocês tem o desafio de modernizar o arruamento do centro da cidade

Ernesto Paglia em entrevista aborda alguns dos aspectos urbanísticos de Feira de Santana, curiosidades e processo de produção do JN no AR.
Ernesto Paglia em entrevista aborda alguns dos aspectos urbanísticos de Feira de Santana, curiosidades e processo de produção do JN no AR.
Ernesto Paglia em entrevista aborda alguns dos aspectos urbanísticos de Feira de Santana, curiosidades e processo de produção do JN no AR.
Ernesto Paglia em entrevista aborda alguns dos aspectos urbanísticos de Feira de Santana, curiosidades e processo de produção do JN no AR.

Responsável pelo quadro jornalístico JN no AR, Ernesto Paglia concedeu entrevista exclusiva por telefone ao diretor do Jornal Grande Bahia, Carlos Augusto, às 19:20 horas do dia 29 de setembro, quando Paglia se encontrava em Salvador a menos de uma hora de colocar no ar, o especial sobre Feira de Santana. A entrevista contou com a colaboração dos profissionais da Tv Globo, Roberto De Martin e Alfredo Bokel.

Durante o colóquio, Ernesto Paglia aborda alguns dos aspectos urbanísticos de Feira de Santana, curiosidades e processo de produção do JN no AR. Em uma frase, o jornalista sintetiza o sentimento de quem percorreu parte do Brasil: “É preciso que o Estado esteja à frente, projetando a infraestrutura, para não ser aquele gigante com pés de barro do passado”.

O JN no Ar foi iniciado ha 39 dias, com objetivo de percorrer algumas das principais cidades brasileiras, possibilitando uma visão plural da sociedade, ou, como o editor-chefe e apresentador do Jornal Nacional, William Bonner, gosta de afirmar: “um mosaico do Brasil”.

JGB – Como você avalia os aspectos urbanísticos de Feria de Santana?

Ernesto Paglia – Nós passamos cerca de quatro horas na cidade. Seria muita ousadia da minha parte, fazer avaliações mais profundas como a questão urbanística. O que eu pude notar é que em alguns lugares do centro, sem dúvida, as ruas parecem que estão estreitas para o trânsito. O que é algo comum a outras capitais do país. E vocês se qualificam entre as grandes metrópoles brasileiras. Vocês tem o desafio de modernizar o arruamento do centro da cidade.

Nós também ficamos parados no Anel de Contorno. O que se constitui em um desafio para os governantes e autoridades: ampliar o Anel de Contorno. E ter um Anel é algo maravilhoso. Eu moro em São Paulo e até hoje se constrói o anel rodoviário. Vocês tem o privilégio de terem construído o Anel Rodoviário, que tira o trânsito pesado do centro da cidade. Trânsito oriundo das grandes rodovias que se encontram ai [Feira de Santana].

Parece que o crescimento da cidade foi maior do que a capacidade do Anel de Contorno. Isto se constitui em mais um desafio. Algo que vocês já poderiam ter resolvido. Repito, não sou especialista e também passei poucas horas na cidade. Mas, como observador, como usuário do Anel, ficou evidente que ele está superlotado. Inclusive abordo isto em minha matéria, por ter tido a confirmação de várias fontes.

O que eu vi hoje: o congestionamento, trânsito carregado, vias sobrecarregadas, o Anel que contornava a cidade e hoje não contorna mais. Ele foi engolido pelo crescimento da cidade. Este crescimento é bem vindo, mas deve ser acompanhado pelo crescimento da infraestrutura. Isso não é um desafio que é só de Feira de Santana. O Brasil inteiro está enfrentando isto. Está onda de crescimento. Ocorre a partir de uma década e meia de estabilidade econômica do país. Que está crescendo e vai crescer muito mais. É preciso que o Estado esteja à frente, projetando a infraestrutura, para não ser aquele gigante com pés de barro do passado.

Agente não pode continuar se desenvolvendo como um adolescente. Uma hora tem os braços maios compridos dos que as pernas, outra hora, têm a cabeça maior do que o corpo. Para nós é importante que seja um crescimento equilibrado. É o que os especialistas chamam de crescimento sustentável. Só assim, conseguiremos romper a barreira do país em desenvolvimento e se transformar em um país desenvolvido.

JGB – Paglia, produzir um material jornalístico que vai ao ar no mesmo dia, contando com uma estrutura móvel, não é algo fácil de ser feito. Você teve alguma dificuldade em realizar o seu trabalho em Feira de Santana?

Ernesto Paglia – Não, agente está bastante estruturado. Depois de quase 40 dias, qualquer dúvida que existisse, já foi sanada. O nosso ´modos operandi`, vamos dizer assim, nossa logística, está bem programada. Primeiro trabalhamos com duas equipes, que filmam simultaneamente. Uma vai comigo e com o editor de Internet do Jornal Nacional, Alfredo Bokel. Outra vai com a chefe de produção do Jornal Nacional, Adriana Caban. Além de dois cinegrafistas de primeira linha, que vão se revezando, um dia, um sai comigo, outro dia, sai com a Adriana, que são: Lúcio Rodrigues e Dennys Leutz.

Você veja que nós temos uma capacidade de produção grande. Por isto que a gente consegue em três, quatro horas, produzir o material que você verá hoje no Jornal Nacional. Esperamos que tenhamos conseguido capturar um instantâneo da vida de Feira de Santana, hoje [29/09/2010]. Para a gente poder compor este imenso mosaico do país. Que pretende, amanhã [30/09/2010], quando completamos com a última peça, uma cidade do Rio Grande do Sul, fornecer um retrato do país. Uma panorâmica para poder informar ainda melhor o nosso telespectador. Para que ele possa ter um voto ainda mais consciente.

Então hoje, para se te dar uma ideia, quando era mais ou menos, meio-dia, na nossa ilha de edição, que está montada aqui no aeroporto de Salvador, a nossa editora de imagens estava aqui esperando. Então a gente mandou os primeiros discos [unidades de arquivamento de imagens de vídeos digitais] através de um portador. Ela recebeu os primeiros discos por volta de uma e meia da tarde e começou a colocar tudo para dentro do computador [através do computador é feito a edição não linear das imagens (corte, seleção e sequenciamento dos vídeos)].

Quando nós chegamos por volta das três e meia da tarde, eu já vinha escrevendo o texto pelo caminho [no deslocamento de Feira de Santana a Salvador]. A distância foi uma aliada, eu cheguei com o texto pronto. A minha colega recebeu às três e meia, quatro horas [15:30, 16 horas]. E desse horário até as seis, seis e pouco [18 horas]. Ela fez a montagem [gravação do texto na voz de Ernesto Paglia e colagem com as sequências das imagens]. Revisamos, batemos o martelo, com o produto final e já foi mandado para o Rio de Janeiro [A entrevista foi concedida às 19:20 horas do dia 29/09]. A reportagem já está no Rio de Janeiro. O tempo é bem apertado.

JGB – Você foi bem recebido pelo público de Feira de Santana? Pelas pessoas que você entrevistou?

Ernesto Paglia – Muito bem, com grande simpatia. A repercussão que o projeto JN no Ar está tendo, abre portas. As pessoas, para a minha surpresa, devo confessar, estão festejando, torcendo para que as suas cidades sejam sorteada. Por um momento eu temi que as pessoas tivessem a sua cidade exposta sob os aspectos negativos. Nem sempre é agradável ouvirmos sobre as mazelas de cada lugar.

Mas, parece que as pessoas estão vendo isto de forma muito positiva. Elas estão percebendo que nós esta fazendo uma cobertura equilibrada. Que mostramos de uma forma muito justa, o que tem de bom e o que tem de ruim em cada lugar. O que tem de ruim eu nem diria. Mas o que tem de desafio para ser superado. E com isto, eu acho que as pessoas que se veem espelhadas neste retrato que a gente faz a cada noite, gostam do que veem. Mesmo que tenham criticas e que não gostem daquela situação, elas gostam de ver que a cobertura foi equilibrada, foi justa.

Espero ter isto ocorra na próxima cidade que nos espera. Que nos recebam de braços abertos. Como fomos recebidos em Feira de Santana. Onde tivemos algumas surpresas agráveis. Fiquei sabendo de uma fábrica de aviões. Sinceramente desconhecia. Ao mesmo tempo, foi chato perceber que esta fábrica de aviões esta ao alado de um aeroporto que está desativado. Aeroporto que poderia comportar o avião do JN no Ar. O aeroporto está totalmente desequipado, desmobilizado, desativado mesmo. São contrastes de uma cidade que cresceu muito e que ainda precisa equalizar estas situações. Acho que uma cidade como Feira de Santana merecia um aeroporto funcionando a pleno vapor.

Entrevista exclusiva com Ernesto Paglia, que declara sobre Feira de Santana: vocês tem o desafio de modernizar o arruamento do centro da cidade.
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