Dilma Rousseff aparece com o pé direito imobilizado por uma bota ortopédica, durante encontro com a comunidade israelita de São Paulo

Política externa

Após um encontro com a comunidade judaica na Federação Israelita do Estado de São Paulo, a candidata Dilma Rousseff declarou que seu governo manterá o diálogo com o Irã em busca da paz. Mas considera inadmissível a posição iraniana de negar o Holocausto da 2ª Grande Guerra Mundial.

Dilma explicou que compartilha da opinião do governo Lula, que defende as negociações de paz em vez do isolamento. Para a candidata, o método aplicado pelos Estados Unidos no Iraque e no Afeganistão mostra que a melhor estratégia não é a guerra, mas a construção de um caminho pacífico.

“Uma relação com o Irã é em busca da paz e não uma relação que você autoriza ou aceita a negação do Holocausto. É um fato histórico. Ele ocorreu. As provas são contundentes e são, por isso mesmo, dramáticas. Não é admissível a volta daquela barbárie em qualquer momento da História da humanidade”, disse Dilma, em entrevista coletiva.

A candidata justificou ainda a participação do Brasil nas negociações com o Irã que envolvem o enriquecimento de urânio. O governo brasileiro, segundo ela, trabalha por “um mundo melhor”.

“É uma grande conquista viver num mundo melhor. Ninguém pode abrir mão da paz, porque qualquer um de nós que abrir mão da paz está defendendo que o método correto é a guerra. E não é. As experiências no Iraque e no Afeganistão são dramáticas”.

Documento

No encontro de uma hora, a candidata recebeu da Confederação Israelita do Brasil um documento em que a comunidade judaica defende a democracia, a preservação das liberdades políticas e a mobilização da sociedade na luta contra a pobreza. O texto pede ainda que o Brasil reafirme sua tradicional posição “em favor do direito de todos os povos do Oriente Médio à autodeterminação.”

“Todas as nações da região devem ter o direito de existir em paz e em segurança. Esse princípio é essencial para a solução de conflitos regionais”, sustenta o texto divulgado pela Confederação Israelita do Brasil. Na entrevista, Dilma reiterou sua posição e do governo brasileiro pelo direito dos povos de Israel e da Palestina a um estado.

Pé imobilizado

A candidata concedeu a entrevista com o pé direito imobilizado por uma bota ortopédica. Ela contou que torceu o pé ao descer da esteira em que fez sua caminhada matinal no hotel onde está hospedada em São Paulo.

“O pé torceu, caí e três ligamentos foram moderadamente afetados”, explicou Dilma, que deverá ficar uma semana com o pé imobilizado. Segundo ela, a agenda de campanha não será prejudicada pelo

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