DIAP apresenta prognóstico das futuras bancadas partidárias do Senado e Quadro comparativo aponta tendência de eleição para Câmara dos Deputados

O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) acaba de concluir seu prognóstico para a eleição de 2/3 do Senado (54 das 81 cadeiras) neste pleito de 2010, analisando dois aspectos da eleição:

1) o índice de renovação, tendo por parâmetro as duas últimas eleições em que 2/3 das vagas da Casa estavam em disputa; e 2) as bancadas por partido no pós eleição.

Índice de renovação

O índice de renovação, a julgar pelos postulantes à reeleição, será muito elevado, porém inferior ao das duas últimas eleições em que duas das três cadeiras de cada Estado no Senado estavam em disputa.

Em 1994, somente nove dos 54 senadores que encerravam o mandato em 1995 foram reeleitos, numa renovação de 83,35%, considerando as vagas em disputa, e de 55,55% em relação à composição total do Senado.

Em 2002, apenas 14 dos 54 senadores se reelegeram, numa renovação de 74,93% das vagas em disputa e de 49,38% em relação à composição total do Senado.

Em 2010, o prognóstico do DIAP é que entre 15 e 20 senadores consigam renovar seus mandatos, numa renovação mínima de 72,22% e 62,96% das vagas em disputa e máxima de 48,15% e 41,97% da composição total do Senado.

Bancadas por partido

As futuras bancadas do Senado, tendo por parâmetro a atual composição partidária, sofrerão pequenas oscilações, para cima ou para baixo. A oposição será a principal prejudicada. A tendência é que PT, PSB e PP cresçam e DEM, PSDB, PMDB, PTB, PDT e PR reduzam suas bancadas, conforme segue:

O PMDB, que atualmente possui 18 senadores, renova 15 cadeiras neste pleito, permanecendo apenas três senadores com mandato até 2015. A tendência é que eleja entre 12 e 14 senadores em outubro, ficando com uma bancada entre 15 e 17 na próxima legislatura.

Apesar de perder entre um e três senadores em relação à composição atual, a tendência é que continue como a maior bancada a partir de fevereiro de 2011.

O PSDB, atualmente com 14 senadores, renova nove cadeiras, permanecendo cinco senadores com mandato até 2015. A tendência é que eleja entre 7 e 8 senadores, ficando com uma bancada entre 12 e13, perdendo um ou dois senadores em relação à composição atual.

O DEM, com 14 senadores, será o mais prejudicado. Perderá entre três e quatro senadores em relação à composição atual. Permanece com seis senadores com mandato até 2015 e tende a eleger entre 4 e 5 senadores, podendo chegar a uma bancada entre 10 e 11 senadores.

PTB, PDT, PR e PRB, respectivamente com sete, seis, quatro e dois, tendem a perder entre um e dois senadores cada. O PTB só não perde mais porque cinco dos sete atuais senadores possuem mandato até 2015, enquanto o PDT tem apenas dois e o PR somente um com mandato até 2015. O PRB elegerá, no máximo, um senador.

O PT, que atualmente possui nove senadores, sendo que sete deles encerram seus mandatos em 2011, remanescendo apenas dois com mandato até 2015, poderá eleger entre 11 e 13 neste pleito, chegando a uma bancada entre 13 e 15 senadores. Sai de quarta para a segunda bancada, superando PDSB e DEM, ficando atrás apenas do PMDB.

O PSB dará um bom salto, saindo de dois para entre quatro e cinco senadores. Já o PP, que possui apenas um, ficará com entre dois e quatro senadores na próxima legislatura. O PCdoB, que tem um senador com mandato até 2015, poderá eleger até mais dois.

PSC, PSol, PV, PMN e PPS elegeriam, no melhor cenário, um senador cada.

Candidatos ao Senado Federal da Bahia nas eleições de 2010

Albione Souza Silva – PSTU
38 anos – Servidos Público Municipal – Superior Completo
1o Suplente: Alcione Souza Silva – PSTU
2o Suplente: Moema Maria Fiuza Do Nascimento – PSTU

Cesar Augusto Rabello Borges – PR
61 anos – Senador – Superior Completo
1o Suplente: Tercia Maria Azevedo Pimentel Dos Santos Borges – PR
2o Suplente: Ailton Araujo Sepulveda – PR

Edson Gonçalves Duarte – PV
44 anos – Deputado – Superior Completo
1o Suplente: Roque Aras – PV
2o Suplente: Heloisa Gerbasi Sampaio – PV

Edvaldo Pereira De Brito – PTB
72 anos – Advogado – Superior Completo
1o Suplente: Osvaldo Amarante Da Gama Santos – PTB
2o Suplente: Edvaldo Brito Filho – PTB

José Carlos Aleluia Costa – DEM
62 anos – Deputado – Superior Completo
1o Suplente: Antonio Carlos Peixoto De Magalhães Júnior – DEM
2o Suplente: Carmem Lúcia Gerino Maciel – DEM

José Ronaldo De Carvalho – DEM
59 anos – Servidor Público Federal – Superior Completo
1o Suplente: Ana Olímpia Hora Medrado – DEM
2o Suplente: Roselidiana Azevêdo Farias – DEM

Lidice Da Mata E Souza – PSB
54 anos – Deputado – Superior Completo
1o Suplente: Nestor Duarte Guimaraes Neto – PDT
2o Suplente: Juçara Feitosa De Oliveira – PT

Luiz Carlos França – PSOL
51 anos – Técnico De Eletricidade E Telecomunicações – Ensino Medio Completo
1o Suplente: Cicero Ribeiro De Araújo – PSOL
2o Suplente: Edeseo Martins Brasil – PSOL

Walter De Freitas Pinheiro – PT
51 anos – Deputado – Ensino Medio Completo
1o Suplente: Roberto De Oliveira Muniz – PP
2o Suplente: Silvia Nascimento Cardoso Dos Santos Cerqueira – PRB

Zilmar Alverita Da Silva – PSOL
35 anos – Estudante – Superior Completo
1o Suplente: Nelson Araujo Filho – PSOL

2o Suplente: Miralva Alves Nascimento – PSOL

Quadro comparativo: tendência de eleição para Câmara dos Deputados

O DIAP acaba de concluir seu prognóstico para a eleição da Câmara dos Deputados neste pleito de 2010, feito com base em informações qualitativas e quantitativas.

O levantamento considerou, basicamente, seis aspectos: 1) desempenho individual do candidato (perfil, vínculos políticos, econômicos e sociais, experiência política anterior e serviços prestados), 2) trajetória e popularidade do partido, com base nas últimas cinco eleições), 3) os recursos disponíveis (financeiros e humanos, como financiadores e militantes), 4) coligações e vinculação a candidatos majoritários (senador, governador e presidente), 5) apoio governamental (máquinas municipais, estaduais e federal), e 6) pesquisas eleitorais.

A metodologia adotada, com intervalo entre um número mínimo e máximo de vagas por partido, decorre, entre outros, de dois aspectos: 1) as coligações, e 2) o quociente eleitoral, que pode alterar significativamente o desempenho eleitoral das bancadas.

Desse modo, os partidos coligados podem ganhar ou perder vagas para seus parceiros, assim como a exigência de quociente eleitoral pode deixar fora da Câmara candidatos com excelente desempenho em face de o seu partido não ter ultrapassado a cláusula de barreira.

O estudo do DIAP, elaborado sob a coordenação do analista político e diretor de Documentação, Antônio Augusto de Queiroz, cuja íntegra vai ser colocada disponível na página do órgão na internet, inclui também os nomes dos candidatos com chance de eleição. Veja o prognóstico dos partidos e coligação por estado.

Veja o quadro comparativo com a previsão para a futura Câmara segundo dados do DIAP, do professor David Fleischer, e das consultorias Patri e Arko Advice:

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