Capoeira da Bahia ganha mundo

Roda de Capoeira é realizada durante festejos da padroeira de Irará.
Roda de Capoeira é realizada durante festejos da padroeira de Irará.

Único esporte genuinamente brasileiro, a capoeira, trazida pelos africanos e difundida pelo país ao longo de mais de 500 anos, não se resume hoje apenas ao território nacional nem à Bahia. Aos poucos, o mundo começa a conhecer e a fazer parte de uma tradição cultural espalhada em todos os continentes e com adeptos conquistados por mestres dos quatro cantos do país. Na Bahia não seria diferente. Encontros e eventos que divulgam a capoeira crescem cada vez mais e uma quantidade cada vez maior de nações ao redor do mundo.

Durante o mês de agosto e meados de setembro, o Estado recebe a primeira edição do evento “Capoeira do Século: 27 dias de pura capoeiragem”, organizado pelo Mestre Cabeludo, líder do Grupo de Capoeira Porto da Barra. O encontro, que visa discutir os rumos da capoeira para o próximo século, reúne capoeiristas da Bahia, além de integrantes de grupos vindos de 11 países: Argentina, Canadá, Estado Unidos, Bolívia, Peru, Itália, Portugal, Espanha, Bélgica, Austrália e Coreia.

“A capoeira é um patrimônio cultural brasileiro, que tem que ser valorizado e difundido. Tem que estar nas escolas, receber o reconhecimento devido”, explica Mestre Cabeludo, que lembra a valorização do esporte fora do país. “Lá fora, nós somos muito bem recebidos porque as pessoas valorizam a cultura, o fato de a gente estar saindo do Brasil para ensinar a nossa cultura”, conta.

Das Américas ao Oriente Médio, é difícil encontrar um lugar onde não tenha um mestre de capoeira. De acordo com Carolina Magalhães, a Mestra Brisa, que realizou três eventos no Japão durante os meses de junho e julho deste ano, “a amplitude da capoeira no mundo é tão grande que você encontra gente praticando em todo lugar que você vai”.

Nos eventos do Japão, mais de 500 japoneses participaram de discussões sobre Capoeira de Saia, além de batizados. Na Argentina, o trabalho de difusão do esporte é feito principalmente pelo Mestre Marcos Gytauna, presidente da Associación Argentina de Capoeira, que possui mais de 3 mil alunos registrados em Buenos Aires.

Mapeamento

Numa iniciativa inédita, a Bahia está realizando um mapeamento internacional de identificação das academias e mestres de capoeira no Brasil e no exterior. O projeto utiliza um ponto fixo no Forte da Capoeira e um site da web. O mapeamento faz parte das diretrizes de formação do Escritório Internacional da Capoeira, que também elabora o mapeamento do fluxo turístico que a capoeira traz para o Estado, fazendo do turismo uma ferramenta aglutinadora para a dança de origem africana. A expectativa do Escritório Internacional da Capoeira é expandir a abrangência dos valores étnico-afros da Bahia para todos.

Redação do Jornal Grande Bahia
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