Capitalização da Petrobras é salvaguarda para riqueza do país, afirma Lula; Pesquisa do DataFolha aponta aprovação de 78% do presidente

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa do lançamento da oferta pública de ações da Petrobras.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa do lançamento da oferta pública de ações da Petrobras.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou o lançamento da oferta pública de ações da Petrobras para defender a participação do Estado na economia. Em discurso no evento, o presidente disse que um “Estado fraco nunca foi sinônimo de uma iniciativa privada forte”.

Lula afirmou também que a maior participação da União na Petrobras vai garantir que os recursos obtidos com a exploração do pré-sal sejam bem aplicados. “A capitalização é um das salvaguardas criadas pelo governo para evitar que essa riqueza se perca em labirintos de desperdícios e interesses equivocados”, disse, vestido com um jaleco da estatal.

Segundo o presidente, o destino dessa riqueza é “sagrado”. Servirá para estimular o crescimento do país, reduzir a pobreza e também para aumentar a capacidade de investimento do governo. “Sobretudo, trata-se de universalizar a educação pública de qualidade que garanta o mesmo ponto de partida para todos os filhos da nossa terra”, complementou.

Lula ainda falou sobre a expansão do mercado financeiro do país. Lembrou que, em 2003, a Bolsa de Valores de São Paulo movimentava cerca R$ 200 bilhões por ano. Hoje, movimenta R$ 2 trilhões, dez vezes mais.

Ele destacou também que esse crescimento ocorreu durante o seu mandato e a despeito da desconfiança do mercado sobre suas propostas de governo. “Há dez anos, eu passava na porta da Bolsa e as pessoas tremiam de medo. Perguntavam: ‘aonde vai esse comedor de capitalismo?’”, disse ele, em tom de brincadeira. “É exatamente esse comedor de capitalismo que participou do momento mais auspicioso do capitalismo”, acrescentou.

Lula diz que capitalização da Petrobras é orgulho para país

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, deu hoje (24) início à oferta pública de ações da Petrobras. Acompanhado do presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, Lula acionou o sino e abriu o pregão da Bolsa de Valores de São Paulo (BMF&Bovespa) nesta manhã.

No evento, Lula falou da importância do processo de capitalização da Petrobras para o país. Ressaltou ainda os altos valores envolvidos no aporte de capital da empresas e disse que eles são motivo de orgulho para o país.

“Nunca antes na história da humanidade fizemos um processo de capitalização da envergadura que a Petrobras está fazendo”, disse Lula. “Não foi em Londres, não foi em Nova York. Foi em São Paulo que a gente consagrou o maior processo de capitalização do capitalismo mundial.”

Os papéis da Petrobras começam a ser vendidos na Bolsa de Valores de Nova York. Na segunda-feira (27), as ações passam a ser comercializados também na BMF&Bovespa.

A oferta pública compreende a venda de mais de 2,1 milhões de novas ações ordinárias ao preço de R$ 29,65 e outras 1,5 milhão de ações preferenciais, por R$ 26,30 cada. Ao todo, R$ 115 bilhões serão incorporados ao capital da Petrobras.

Capitalização torna Petrobras segunda maior empresa do mundo em valor de mercado

A Petrobras tornou-se a segunda maior empresa do mundo em valor de mercado com a capitalização para estruturar a exploração do petróleo na camada pré-sal. Após o aporte de cerca de US$ 70 bilhões em seu capital, o valor da estatal no mercado de ações atingiu os US$ 220 bilhões (R$ 337 bilhões).

Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, só a companhia norte-americana Exxon vale mais do que a Petrobras. A Exxon tem valor aproximado de US$ 290 bilhões. Mantega disse hoje (24), durante o lançamento da oferta pública de ações da Petrobras, em São Paulo, que o tamanho da empresa tornará viável o plano de investimentos.

Com mais capital, ela passa a ter maior capacidade de endividamento. Assim, poderá captar os US$ 224 bilhões necessários para estruturar a exploração na camada pré-sal, segundo o ministro da Fazenda. “Com mais capital, a empresa pode contrair mais empréstimos e trabalhar menos alavancada”, explicou. “A capitalização ainda deixa a empresa com um caixa de US$ 25 bilhões para investir.”

O ministro disse ainda que são esses investimentos que vão afastar de vez o risco da chamada “doença holandesa” do país. O termo é usado para definir o excesso de dependência de certos países da exportação de seus recursos naturais, como o petróleo.

“A Petrobras hoje é um dos principais agentes de desenvolvimento do país. Boa parte dos seus investimentos é destinada a estimular a indústria nacional”, disse o ministro. “Está afastada do Brasil a maldição do petróleo”, completou.

DataFolha Eleições 2010 | Lula mantém aprovação e grau de influência

A grande maioria dos brasileiros (78%) aprova o governo Lula. Consideram-no regular 17% e ruim ou péssimo 4%. Em relação à pesquisa anterior, feita há uma semana, a taxa dos que o classificam de ótimo ou bom se manteve e os demais estratos também permaneceram estáveis.

A nota média atribuída pelos eleitores ao presidente é 8,1. Na semana passada, era 8,1. As maiores médias continuam entre os menos escolarizados, entre os que possuem menor renda familiar e entre os habitantes do Nordeste.

Sobre a influência de Lula na eleição presidencial, também não se verificam mudanças importantes. A taxa dos que com certeza votariam em um candidato apoiado pelo presidente oscilou de 45% para 44%, enquanto a dos que rejeitam totalmente um candidato “lulista“ passou de 31% para 32%. O índice dos que cogitam a possibilidade de seguir a indicação do petista foi de 16% para 17%.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva inspeciona plataforma de petróleo da Petrobras.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa do lançamento da oferta pública de ações da Petrobras.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa do lançamento da oferta pública de ações da Petrobras.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa do lançamento da oferta pública de ações da Petrobras.
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