Artesãs baianas desenvolvem experiência inédita para aumento de produtividade

Programa pode ser replicado em outros Estados, como Piauí, Amapá e Pernambuco, afirma coordenadora nacional da carteira de Artesanato do Sebrae, Durcelice Mascene.

Uma experiência inédita no Brasil de inovação tecnológica está sendo desenvolvida com artesãs baianas para aumentar a produtividade. Trata-se do Programa de Alavancagem Tecnológica (PAT) adaptado para o setor pelo Sebrae Bahia e que pode ser replicado em outros Estados, como Piauí, Amapá e Pernambuco. O trabalho de capacitação do grupo de mulheres denominado Baianas Caprichosas começou segunda-feira, (20/09/2010), e prossegue até sexta-feira, 24, no bairro da Pituba, em Salvador. Nesta quinta-feira, 23, a coordenadora nacional da carteira de Artesanato do Sebrae, Durcelice Mascene, acompanhou os trabalhos e gostou do que viu. “Essa tecnologia vai resolver um dos gargalos do setor, que é produzir com velocidade e qualidade, sem fugir da tradição”, destaca, lembrando que a metodologia garante a integração do grupo, pois a entrega do produto final depende de todas.

Durcelice acredita que seja possível replicar a metodologia em outros Estados, como na comunidade de Poti, em Teresina (Piauí), que trabalha com cerâmica; Santo Agostinho em Pernambuco e com as mulheres de Maruanum, no Amapá. “O importante é o perfil do consultor que vai aplicar o método”, ressalta a coordenadora. A supervisora de Inovação Tecnológica do Sebrae Bahia, Márcia Suêde Motta, informa que o Sebrae Bahia já encaminhou para o nacional uma proposta de replicar a metodologia em turmas piloto em todas as regiões do Brasil e aguarda resposta.

Uma das artesãs que participa do trabalho é a pedagoga e psicodramatista Ana Cristina Reis, 52 anos. Ela conta que a atividade começou no ano passado, a partir de uma capacitação no Instituto Mauá. A partir deste ano o Sebrae começou a atuar com o grupo de 13 mulheres, que em breve deve formar uma associação. Elas confeccionam artigos para o lar, souveniers, objetos de decoração, bolsas e chaveiros em tecido e crochê, com aproveitamento de tecido, cerâmica e madeira. “Graças a um designer do Sebrae, percebemos que precisávamos criar uma identidade de nossos produtos com Salvador e passamos a trabalhar nessa linha”, destaca, lembrando que a grande vitrine delas aconteceu durante a Rodada de Negócios promovida pelo Sebrae em julho, em Salvador. “Adquirimos experiência e vimos a demanda do mercado”, ressalta Ana Cristina, lembrando que graças à Rodada conseguiu uma encomenda para a venda de jogos americanos.

De acordo com a gestora do projeto de artesanato do Sebrae Bahia, Cida Fernandes, com a capacitação o grupo está mais unido e preparado para atender novas demandas do mercado. “Elas já estão sendo orientadas pela agente do Programa Comércio Brasil, Marília Falcão, que agendou reuniões na última Rodada de Negócios do Artesanato, abrindo novos mercados para as artesãs em Salvador”, afirma a gestora.

O primeiro grupo de artesãs a receber o programa foi da Taboarte-Associação de Moradores e Amigos de Maracangalha e os resultados já estão sendo registrados como o aumento na produção. O consultor do Sebrae Bahia, Luciano Seixas, que acompanhou a implantação na comunidade de Maracangalha, acredita que a forma de distribuição das tarefas, com a padronização de rotinas operacionais é o grande segredo para o sucesso do programa.

*Com informaçãoes da Agência Sebrae de Notícias

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