Arrecadação federal de agosto é recorde, com crescimento de 15% e Tesouro capta US$ 500 milhões no exterior com menores juros da história

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O secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, disse há pouco que a arrecadação de agosto, que será divulgada nesta semana, terá crescimento real de 15% em relação ao mesmo mês do ano passado. Esse número leva em conta a inflação oficial pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Segundo Cartaxo, será o oitavo mês seguido em que a arrecadação federal bate recorde. Ele, no entanto, não mencionou valores nem esclareceu se os dados consideram apenas as receitas administradas pela Receita Federal ou se também incluem recursos comoroyalties e a parte dos lucros que as estatais pagam para a União.

Acompanhado do ministro da Fazenda, Guido Mantega, Cartaxo anunciou as medidas do Fisco para coibir a quebra de sigilos fiscais de contribuintes pela Receita. Na apresentação, somente o ministro detalhou as medidas. O secretário não quis responder às perguntas dos jornalistas e apenas adiantou os dados da arrecadação.

Tesouro capta US$ 500 milhões no exterior com menores juros da história para papéis de 30 anos

O Tesouro Nacional conseguiu captar US$ 500 milhões de investidores norte-americanos e europeus com taxa de juros de 5,202% ao ano – o menor valor da história para papéis em dólar com prazo de 30 anos. O dinheiro veio da emissão de títulos da dívida externa com vencimento em janeiro de 2041, feita hoje (14).

O governo pega dinheiro emprestado dos investidores internacionais por meio do lançamento de títulos da dívida externa com o compromisso de devolver os recursos com juros. Isso significa que o Brasil devolverá o dinheiro daqui a 30 anos com a correção dos juros acordada, ou seja, de 5,202% ao ano.

Taxas menores de juros indicam menor grau de desconfiança dos investidores de que o Brasil não conseguirá pagar a dívida. Para papéis de 30 anos, a menor taxa até agora tinha sido de 5,8% ao ano, obtida com a captação de US$ 1,275 bilhão em setembro de 2009. A menor taxa da história é de 4,547% ao ano na captação de US$ 825 milhões em julho deste ano, mas os títulos só tinham prazo de dez anos.

A emissão de hoje é o terceiro lançamento de títulos da dívida externa no ano. As outras operações ocorreram em abril e julho.

Segundo o Tesouro Nacional, a demanda pelos papéis brasileiros permitiu conseguir juros mais baixos no mercado. A procura, informou o governo, foi maior que a oferta de títulos, mas os técnicos não divulgaram o valor exato.

O Tesouro poderá ainda ofertar mais US$ 50 milhões ao mercado asiático. O resultado final da emissão será anunciado depois de concluída a oferta naquele mercado. Os recursos captados no exterior serão incorporados às reservas internacionais no próximo dia 21.

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