Salvador: secretário de Cultura do Estado da Bahia, Márcio Meireles, realiza a abertura da mesa redonda: Thomaz Farkas e a Condição Humana

O Museu de Arte Moderna da Bahia recebe, hoje (03/08/2010), a partir das 18h30min, o secretário de Cultura do Estado da Bahia, Márcio Meireles, que fará a abertura da mesa redonda Thomaz Farkas e a Condição Humana. A iniciativa abre as atividades de arte educação da exposição Thomaz Farkas – O Tempo Dissolvido, que teve abertura ontem à noite e que segue em cartaz no MAM-BA até o dia 03 de outubro.

A mesa redonda contará com a presença do fotógrafo Thomaz Farkas e a participação de João Farkas, do cineasta baiano, Guido Araújo e da diretora do MAM-BA, Solange Farkas. Durante o encontro, os convidados vão abordar os aspectos técnicos, bem como a importância histórica e cultural dos filmes que integram o Ciclo de Cinema Thomaz Farkas e a Condição Humana que está sendo exibido em paralelo à exposição.

Com curadoria da diretora de Solange Farkas, a mostra apresentará 34 filmes que incluem 18 dos 19 curtas-metragens produzidos por cineastas e produtores que participaram do projeto A Condição Humana, idealizado e organizado por Farkas, para registrar manifestações da cultura popular brasileira com plena liberdade de criação, realizado no final dos anos 60. Posteriormente, o projeto ficou conhecido como Caravana Farkas. O Ciclo de Cinema Thomaz Farkas e a Condição Humana acontece de 03 de agosto a 23 de setembro, no Cinema do MAM, com sessões de terça-feira a quinta-feira, a partir das 14h. A entrada é franca.

A exposição Thomaz Farkas – O Tempo Dissolvido integra o Festival A Gosto da Fotografia, uma realização do Instituto Casa da Photographia, de Salvador, em parceria com a Pinacoteca do Estado de São Paulo e patrocinado pela Oi e Fazcultura, programa desenvolvido pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, e com apoio da Oi Futuro.

Biografia

Thomaz Farkas nasceu em Budapeste, Hungria, 1924. Imigra para o Brasil em 1930, radicando-se com a família em São Paulo. Filho de um dos sócios fundadores da Fotoptica, uma das principais lojas de equipamentos fotográficos do Brasil, começa a fotografar na adolescência e já em 1942 associa-se ao Foto Cine Clube Bandeirantes, em São Paulo, participando de salões nacionais e internacionais. Em 1949, realiza a mostra individual Estudos Fotográficos, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP). Nesse período também faz experimentações em cinema, atividade que desenvolverá nas décadas seguintes, paralelamente à fotografia. Em 1953, gradua-se em engenharia mecânica e elétrica na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP). Após o falecimento do pai, em 1960, assume a direção da Fotoptica, cargo que ocupa até 1997, coordenando a revista e a Galeria Fotoptica. Em 1963, torna-se sócio-fundador do MAM-SP. Em 1964 funda a Caravana Farkas porque tinha a certeza de que para conhecer o Brasil só restava uma saída: documentar o país. Entre 1964 e 1980 participa alternadamente como produtor, co-produtor, diretor e diretor de fotografia de 40 documentários sobre a cultura popular no interior do país. Os filmes são exibidos e premiados em festivais no Brasil e exterior. Entre 1969 e 1989 leciona fotografia nos Departamentos de Cinema e Jornalismo da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), onde defende tese de doutorado em 1977.

Sua obra fotográfica alcança reconhecimento público durante as décadas de 1990 e 2000, sendo homenageada com diversas exposições, publicações e prêmios, como a Medalha Ordem do Mérito Cultural, concedida pela Presidência da República, em 2000. Também desenvolve importante atuação institucional como membro dos Conselhos da Fundação Bienal de São Paulo; Coleção Pirelli Masp de Fotografia; Cinemateca Brasileira de São Paulo e Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Em 2005 inaugurou na Pinacoteca do Estado de São Paulo a exposição Brasil e Brasileiros no Olhar de Thomaz Farkas, sob curadoria de Rosely Nakagawa e Diógenes Moura, série que realizou durante uma viagem pelo Rio Negro, no início dos anos 70, ao lado do zoólogo e compositor Paulo Vanzolini para produzir mais um dos documentários para a Caravana Farkas. No ano seguinte uma edição dessas fotografias foi reunida no livro Thomaz Farkas, Notas de Viagem (Ed. Cosac Naify). Sua obra, com cerca de 34 mil imagens, foi incorporada ao acervo do Instituto Moreira Salles, sob o regime de comodato, em dezembro de 2007.

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