Obras em Valente: Qual foi o X da questão, afinal | Por Maria Madalena Oliveira Firmo

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Muitas pessoas lutaram, deram a própria vida para conquistar a Democracia. E dentre as suas maiores conquistas, o direito de livre expressão é sagrado. Isso para evitar que as pessoas tenham medo de dizer o que pensam, mostrando-se livremente. Vivemos num país democrático e temos a obrigação, dia a dia, de reafirmar isso exercendo esse direito. O anonimato é coisa de covardes, de fascistas, de indignos de viver em sociedade!

Mais vamos ao que interessa. Um filisteu, no site Tribuna do Sisal (17-08), publicou a matéria “Vereadora Leninha confirma em programa de rádio complô do PT contra Valente”. E diz mais: “A vereadora protagonizou um dos mais tristes episódios da política do município”. Mas o que ela fez? Diz ele: “Ela se esqueceu que o motivo da discussão naquele momento era o fato das obras do referido bairro não terem sido liberadas para prejuízo do cidadão”. Foi mesmo?! Agora já sabemos o motivo da não assinatura na “matéria”: uma descoberta pífia. Isso é a banalização do obvio, diria Hannah Arendt. Mas ler “Sobre o obvio”, de Darcy Ribeiro, seria de bom tamanho para aprender que o obvio não é tão obvio.

A história do Partido dos Trabalhadores é a história do confronto de concepções, propostas, idéias. Modos de pensar diferentes que dialogam democraticamente. O nome dessa prática? Democracia participativa. A isso o filisteu autoritário chama de “complô”. Nós, pelo contrário, chamamos de exercício efetivo da democracia, do pluralismo político e ideológico existente no partido. É essa identidade política do PT que incomoda os falsos democráticos, os autoritários etc. Essa é a FORÇA do PT, sua marca política!

E qual a verdade sobre as obras do bairro Hermírio Simões?! O que efetivamente representaria um prejuízo para o “cidadão”, como quer o filisteu? O que era mais importante para o povo do bairro? A resposta é muito fácil: a obra. Sabíamos disso, razão pela qual não medimos esforços para dialogar com o governo a liberação. Para o prefeito, no entanto, a obra não era a coisa mais importante. Se o governo Wagner ia fazê-la, por que tanta raiva, irritação do prefeito? Será que o filisteu faz idéia?

De dois um. O filisteu não teve a capacidade para entender o que estava em jogo no debate entre a vereadora Leninha (PT) e o prefeito. Caso o filisteu soubesse a verdade, não poderia se dar ao luxo de dizer, porque perderia o seu ganha pão. Qual foi, então, o X da questão? Por que o prefeito foi à Rádio Valente FM falar mal do governo Wagner, simplesmente porque o Estado iria fazer a obra? Por que ele estava tão irritado, culpando Leninha? Qual era a questão de fundo?

São essas as perguntas-chaves! Qual é a resposta? O prefeito não estava muito preocupado com a obra, ele estava interessado apenas com a não licitação da obra pela prefeitura. Esse o ponto de fundo fundamental do debate. Não achamos, no entanto, que o filisteu estivesse interessado em revelar isso. Qual era foi a sua intenção, então? Puxar o saco do prefeito, como forma de agradecer o emprego.

Para uma empreitada desse tamanho, defendendo à “cega” o prefeito, é preciso muita competência profissional, uma excelente remuneração salarial – nada menos que 5 mil reais. Mas se assim o fosse, o que um profissional desse porte estaria fazendo “perdido” em Valente? Certamente que estaria numa grande empresa de comunicação do país, numa prefeitura do porte de capital? Sabe-se, porque a história é farta de exemplo, que a forma de ascensão profissional dos incompetentes é ser cão de guarda do patrão. Isso que é mérito!

*Maria Madalena Oliveira Firmo (Leninha do PT) – Vereadora, Líder da Bancada do PT e Presidente da Comissão de Saúde, Educação, Obras e Serviços Públicos da Câmara Municipal de Valente.

Por Maria Madalena Oliveira

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