Jaques Wagner durante o debate na Tevê Band: debate em alto nível ajuda na escolha do eleitor e violência se combate, também, com inclusão

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Jaques Wagner durante o debate na Tevê Band.
Jaques Wagner durante o debate na Tevê Band.
Jaques Wagner durante o debate na Tevê Band.
Jaques Wagner durante o debate na Tevê Band.

Debate em alto nível

O governador e candidato à reeleição Jaques Wagner afirmou na tarde desta quinta-feira (12/08/2010) ter a expectativa de que o debate dos concorrentes ao governo do estado a ser realizado pela Rede Bandeirantes, a partir das 22 horas, “ocorra em alto nível e ajude cada eleitor a escolher aquele projeto com o qual ele mais se identifica”.

Líder nas pesquisas de intenção de voto, as quais indicam sua vitória ainda no primeiro turno, Wagner declarou ainda que “o debate é um momento muito rico e especial da campanha eleitoral porque é a oportunidade para os candidatos expressarem seus pensamentos sobre os problemas da Bahia e as soluções de cada um para resolvê-los”.

Dividido em cinco blocos, o debate será mediado pela jornalista Rita Batista. No primeiro ela fará a mesma pergunta a todos os candidatos, que terão o tempo máximo de dois minutos para a resposta, em ordem pré-sorteada; no segundo e terceiro, os candidatos fazem pergunta entre si. No bloco seguinte as perguntas os jornalistas perguntam aos candidatos, sorteados na hora pela mediadora, e escolhem de imediato quem vai comentar. Quem responde terá direito a um minuto de réplica, Para manter a isonomia, o mesmo candidato não pode responder e comentar mais uma vez. No último bloco os candidatos fazem as considerações finais.

Projeto de Wagner é o mesmo de Lula para o País

O publicitário Sidônio Palmeira, responsável pelo marketing da campanha de Wagner, chegou acompanhando o governador e disse que ele está tranquilo e preparado para mostrar como a Bahia vive um bom momento.

“O debate vai ser propositivo e os adversários vão tentar negar o que foi feito. Não conseguirão porque serão apresentadas obras de infra-estrutura, o Topa e os demais projetos na área social. Por isso ele está tranqüilo e vai demonstrar que o projeto dele na Bahia é o mesmo de Lula no Brasil”.

Quem bater em Wagner, bate em Lula

A primeira-dama Fátima Mendonça, que chegou acompanhando o governador juntamente com o candidato a vice, Otto Alencar, foi enfática ao falar do debate: “Não acredito que eles sejam loucos de usar de jogo sujo contra Wagner. A Bahia não quer isso, pois é o mesmo que bater em Lula”, declarou.

Também aparentando tranqüilidade, Otto Alencar afirmou que Wagner tem quase quatro anos de realizações para mostrar “e vai fazer isso de maneira educada e democrática, como é de sua característica. Ele é um homem criado no debate político”.

Luta de Wager é contra as desigualdades

A socióloga Antônia Garcia elogiou a participação de Wagner no primeiro bloco do debate que está sendo realizado pela TV Band Bahia, o que também foi festejado do lado de fora da emissora pela militância que acompanha a tudo pelo telão.

“O debate essencial da campanha é a redução das desigualdades sociais da Bahia principalmente a discriminação sofrida pelas mulheres negras. Wagner foi muito bem porque mostrou que a história dele, de Lula e Dilma é coerente com a luta contra a desigualdade e combate ao racismo”, afirmou.

Segundo a socióloga “os outros candidatos nunca pensaram em políticas públicas para resolver o problema da pobreza no país. A história deles mostra isso”, finalizou. O segundo acabou neste momento.
Wagner: violência se combate, também, com inclusão social

No terceiro bloco do debate da TV Band Bahia, os candidatos Geddel e Paulo Souto tentaram mais uma vez o ataque contra Wagner, como já era esperado, usando o mote da segurança pública.

Mais uma vez não deu certo, porque Wagner pode mostrar que o governo do estado tem utilizado como ferramentas de combate à criminalidade a união de tecnologias com políticas públicas que busquem a diminuição dos fatores sociais que contribuem para aumento da violência. A junção dessas ações tem sido decisiva para o controle da segurança na Bahia.

Um exemplo das ações na área tecnológica é que todas as viaturas da Região Metropolitana de Salvador estão equipadas com GPS, modernos instrumentos de localização. Além disso, em 2008, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) implantou a delegacia digital, permitindo, através da internet, que os cidadãos comuniquem ocorrências policiais delituosas ou não-delituosas. Entre setembro de 2008 e maio de 2010 foram registrados cerca de 50 mil boletins eletrônicos de ocorrência.

Foi criado também um Sistema de Informação e Gestão Integrada Policial (SIGIP) que integra processos referentes às operações policiais, gestão e inteligência criminal da SSP. O sistema já está em funcionamento em 89 unidades policiais.

Foram adquiridos ainda 3, 8 mil equipamentos e modernos sistemas de investigação e inteligência policial. O governo iniciou ainda a implantação do Sistema de Identificação Civil (Siida) que permite a pesquisa de impressões digitais em banco de dados nacional. O Siida é integrado ao Departamento da Polícia Federal e já funciona em oito SACs na capital, três na RMS e 20 no interior.

Comunidades – Na área social, aliada ao combate à violência, um bom exemplo da ação governamental é o programa Ronda nos Bairros, implantado em 2008 em Tancredo Neves, na periferia de Salvador, em Feira de Santa e, nesta quinta-feira (12), em Itabuna. O programa tem como objetivo aproximar a polícia da população, através da disponibilização de telefones que permitem a comunicação direta com os policiais que fazem rondas nas viaturas.

Entre janeiro e março de 2010, o bairro de Tancredo Neves reduziu em 30% o número geral de ocorrências e 19% nos casos de homicídios, em relação ao primeiro trimestre de 2009. Na segunda etapa do programa foram beneficiados os bairros de Lobato, Periperi e Plataforma, Pau da Lima e Feira de Santana. Dentro das ações desse programa, já foram executadas 163 operações de inteligência policial com a prisão de 687 criminosos.

Wagner criou o mesmo número de empregos dos três governos anteriores

No quarto bloco, o jornalista Levi Vasconcelos, de A Tarde, foi o primeiro a perguntar, inquirindo Bassuma sobre emprego na Bahia e escolhendo Wagner para comentar. Foi a oportunidade para o governador repetir que criou 232 mil empregos com carteira assinada. Esse número, em junho passado, era apenas sete mil a menos que os dois governos de Paulo Souto e o de César Borges juntos.

Em 12 anos, eles criaram 239 mil empregos, sendo 168,3 mil no primeiro governo Paulo Souto e 81,4 mil na administração César Borges. O curioso é que no segundo governo Souto houve um déficit de 10 mil empregos, com relação ao anterior.

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Sobre Carlos Augusto 10093 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).