Hilton Coelho e Zilmar Alverita (PSOL) afirmam que sem reforma política democracia é amordaçada

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Hilton Coelho, candidato a deputado estadual, e Zilmar Alverita, candidata a senadora, ambos pelo PSOL, afirmam que o início do horário eleitoral mostra para a sociedade a necessidade de reforma política para que se tenha igualdade de oportunidade na disputa eleitoral. “Sem o financiamento exclusivamente público e voto partidário veremos o que ocorre agora. O massacre dos que têm muito dinheiro arrecadado contra aqueles que defendem idéias e ideais”, afirmou Hilton Coelho.

“Está provado que o formato atual de financiamento das campanhas é um fator incontrolável de corrupção. Atropela a ética e as coloca entre as mais caras do mundo. Milhares de candidatos, individualmente, arrecadam e gastam os fundos como patrimônio pessoal. Além de caras, elas se organizam de tal forma que se torna impossível uma fiscalização efetiva. Tal formato perpetua os vínculos entre o conservadorismo político e as grandes corporações que dominam a economia, criando obstáculos intransponíveis para que novos valores e interesses sociais conquistem espaços nas instituições representativas”, avalia Hilton Coelho.

Zilmar Alverita afirma que “a reforma política, sempre falada e nunca praticada em um Congresso Nacional cada vez mais distante da população, para nós pode representar um avanço social e político profundo. O Senado Federal, por exemplo, não é mais a ‘Casa de Rui Barbosa’ e sim a casa de Collor, Sarney, Renan, ou seja, a casa de escândalos. Desse Congresso não saiu e nem sairá uma reforma substantiva, com participação popular. O presidente Lula se diz a favor e todos os candidatos dos chamados grandes partidos também. Ora, por que ela não ocorreu? Porque na verdade esses partidos da ordem estabelecida não querem mudança alguma”.

Hilton Coelho complementa afirmando que “os partidos dos mensalões, do PT ao DEM, nunca tiveram o menor interesse na reforma política. A reforma política não andou por conta do acordo tácito entre a base aliada, tucanos e DEM. Eles não querem o financiamento público de campanha. Faz sentido: afinal eles são os maiores receptadores do financiamento privado e o que vemos em discussão é apenas para ver quem melhor administra o modelo neoliberal”.

“A reforma política deve constar na agenda política da sociedade, dos movimentos da cidadania. Setores sociais devem se mobilizar em torno deste debate. É o caso da OAB, da CNBB, dos sindicatos não pelegos, dos estudantes, enfim, da sociedade em geral. Mais do que nunca precisamos da regulamentação e ampliação da participação direta da população”, afirma Zilmar Alverita.

Hilton Coelho finaliza afirmando que “do jeito que está veremos apenas quem tem mais dinheiro, quem melhor arrecadou entre os grandes bancos e empresas, fazer os melhores programas de rádio e televisão, melhores peças publicitárias, melhor esquema de viagens para os candidatos. Em resumo, a manutenção do jogo de faz de conta em que se escolhe o gerente do Estado e não de um estadista voltado para os interesses da maioria da população. Queremos uma reforma política de verdade, capaz de alargar o controle social sobre os representantes eleitos e abrir caminho para a transformação das maiorias sociais em maiorias políticas”.

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Sobre Carlos Augusto 9738 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).