Feira de Santana: discurso do Presidente da República, Lula, durante cerimônia de abertura do II Encontro Nacional da Agricultura Familiar

Jornal Grande Bahia compromisso em informar.
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Companheiros e companheiras da Fetraf-Brasil,

Meu querido companheiro Jaques Wagner, governador do estado da Bahia,

Meus queridos companheiros ministros, Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário, Marcio Fortes, das Cidades, e Luiz Dulci, da Secretaria-Geral da Presidência da República,

Nosso querido ex-prefeito, ex-governador e, hoje, senador da República, João Durval,

Companheiros parlamentares federais, estaduais;

Meu caro Tarcízio Pimenta, prefeito de Feira de Santana,

Nosso querido Arcebispo de Feira de Santana, Dom Itamar Vian,

Minha querida companheira e eterna companheira, Elisângela Araújo, coordenadora-geral da Fetraf, por meio de quem quero cumprimentar todos os companheiros da coordenação da Fetraf,

Nosso companheiro Rolf, presidente do Incra. Eu nunca falo o sobrenome dele, porque nunca aprendi a falar o sobrenome dele,

Meus companheiros secretários de estado, secretários das prefeituras,

Companheiros e companheiras delegados deste segundo encontro da Fetraf,

Agentes de saúde aqui presentes,

 Eu tenho, eu tenho um discurso escrito, mas eu fico pensando em uma coisa, Elisângela, que eu disse quando eu participei do primeiro Encontro Nacional da Agricultura Familiar, em 2004. Naquele dia, eu afirmei que a única coisa que eu não queria perder no final do meu mandato era o direito de encontrar vocês, olhar de cabeça erguida e dizer para vocês: eu não sou mais Presidente, mas continuo com os meus amigos de sempre, lutando para que o país continue melhorando. Seis anos, seis anos depois que eu disse isso, eu estou aqui participando mais uma vez de um encontro organizado pela Fetraf-Brasil, organizando e ajudando a agricultura familiar.

Então, eu tenho a consciência tranquila, Elisângela, de que o trabalho que vocês fizeram para chegar até onde vocês chegaram é um trabalho heroico, porque eu conhecia a Fetraf apenas no estado do Rio Grande do Sul, mais forte ali, naquela região de Erechim, depois eu conheci a Fetraf em Santa Catarina em uma Caravana da Cidadania que eu fiz, e nessa caravana eu conheci os companheiros da Fetraf também do estado do Paraná e só. Um pedaço do Paraná, não era nem todo o estado. Então a Fetraf era mais ou menos como o Pronaf. O Pronaf também nesse tempo só saía para alguns estados onde os trabalhadores estavam mais organizados. Então, quando o governo anunciava o Pronaf, 80% do Pronaf eram emprestados no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Nem São Paulo pegava, porque não tinha muita organização.

Então eu hoje chego aqui para participar do encontro organizado pela Fetraf e consigo ver a cara, ver o rosto de gente de 19 estados deste país. Eu queria dizer que vocês possivelmente tenham crescido tão rápido quanto a CUT e tenham crescido tão rápido quanto o PT, porque também não foi fácil organizar um partido neste país, eu sei o que eu passei.

Pois bem, então, Elisângela, eu estou orgulhoso, e não posso deixar de começar o meu discurso dando os parabéns a todos os companheiros filiados à Fetraf-Brasil, à direção da Fetraf e, sobretudo, à coragem da Fetraf de colocar uma mulher nordestina na direção da Fetraf.

Portanto, eu quero te dizer da minha alegria. E é o seguinte, Elisângela, pode chorar sem vergonha, porque nesses dias eu fui uma entrevista e daqui a pouco eu comecei a chorar e eu não tenho vergonha de chorar. Feliz deste país no dia que os governantes chorarem diante da emoção das coisas e da relação com seu povo.

Bem, eu queria, eu queria largar o meu discurso aqui para poder ter uma conversa de companheiro e [para] companheiro com vocês. Eu, querida Elisângela, daqui a cinco meses, daqui a cinco meses e alguns dias, eu não estarei mais na Presidência da República do Brasil, e vou sair da Presidência deste país com a convicção de que nós fizemos muito, mas também com a certeza de que falta muita para ser feito neste país. Afinal de contas, são 500 anos, 500 anos em que o povo pobre deste país era esquecido e os governantes governavam apenas para uma pequena parcela da sociedade. Eu saio com a convicção de que foram vocês os responsáveis pelos acertos das coisas que nós fizemos.

Eu aprendi na vida sindical de que um bom dirigente precisa aprender a ouvir, porque ele só vai conseguir fazer as coisas certas, se ele tiver a capacidade de ouvir mais do que falar. Ele precisa aprender a ouvir a reclamação do povo, e eu queria dizer aos companheiros da Fetraf, aos companheiros da agricultura familiar, aos companheiros do BNB que estão aqui, que há dois meses, nós fomos a Fortaleza na comemoração do aniversário de um programa do BNB chamado Agroamigo. E lá, naquele dia, eu pude perceber o que era o milagre da multiplicação dos pães. Eu pude perceber, porque lá eu fiquei sabendo que em 2002, em 2002, o BNB só tinha emprestado R$ 262 milhões e tinha 37% de inadimplência. Em 2009, o BNB emprestou R$ 22 bilhões e só tinha 3,3% de inadimplência. O que é mais importante é que R$ 1,3 bilhão foi emprestado para 1 milhão de pequenos produtores do Nordeste brasileiro, e que este dinheiro… vejam o que é a multiplicação dos pães, vejam o que é a multiplicação dos pães: nós conseguimos com R$ 1,3 bilhão emprestar dinheiro para 1 milhão de pessoas. Significa 1 milhão de pessoas fazendo negócios. E o que é mais importante é que eu descobri outra coisa que a minha mãe já me dizia: que o pobre paga porque o pobre só tem como patrimônio o seu nome e a sua cara, e o pobre não gosta de estar devendo, o pobre não gosta de ir para o Serasa, para o SPC. E a gente acha que a Caixa Econômica também fez isso, que o Banco do Brasil também fez isso. O Guilherme e a Elisângela participaram de reuniões comigo…o Dulci, Wagner, com o Banco do Brasil. Chegou um dia, eu perguntei para um funcionário do Banco do Brasil: me explica aqui, meu companheiro, me explique por que no empréstimo para o pequeno agricultor tem tanta letra e tanto nome diferente? Eram duas folhas: Pronaf A, Pronaf B, Pronaf C, Pronaf D, Pronaf F mais B, Pronaf tal, Pronaf tal. Eu falei: o coitado de um trabalhador, que foi para escola e estudou apenas o tanto que eu estudei vai pegar esse papel do Banco do Brasil e não vai entender nada!

Bom, ô, Guilherme, simplificaram ou não? Simplificaram, porque eu falei: vamos gente, vamos diminuir, vamos diminuir as letras, baixar os juros e aumentar o dinheiro. Bem, então, essas coisas, é importante vocês saberem: quando eu assumi o governo, em 2003, o Brasil inteiro – do Oiapoque ao Chuí, de Natal a Assis Brasil, no Acre – o Brasil inteiro só tinha R$ 380 bilhões de crédito disponibilizado, R$ 380 bilhões. Hoje, meu querido Hereda, o Brasil dispõem de R$ 1,5 trilhão de crédito neste país.

Já que o Hereda está aqui e é vice-presidente da Caixa, a Caixa Econômica, em 2004, tinha 77 bilhões de crédito, agora tem 281 bilhões de crédito. Só para vocês terem ideia, a Caixa Econômica, nesses seis meses agora, já disponibilizou mais crédito do que em todo o ano passado. Significa, meus companheiros, que nós aprendemos e aprendemos rápido. Nós saímos de 2,4 bilhões do Pronaf para 16 bilhões este ano. E eu tenho dito aos companheiros dirigentes sindicais: muita gente do Nordeste ainda não vai ao Pronaf porque ele não sabe. Então, é importante que os prefeitos, é importante que a Secretaria da Agricultura do estado, é importante que os sindicatos, é importante que as igrejas, é importante que todos nós digamos ao povo deste país que se ele quiser crédito, sobretudo na agricultura, ele vai ter crédito porque não faltará dinheiro para ajudar o pequeno a ficar um pouco maior, ao pequeno produzir o alimento que nós comemos. Então, é importante que os sindicatos também ajudem e digam, coloquem gente especializada para educar as pessoas [sobre] como ir ao banco pedir o dinheiro; não precisa mais colocar sapato, não precisa mais estar de terno e gravata, pode ir como eu estou, como vocês estão. Porque antigamente era mais fácil emprestar 1 bilhão para um que entrava lá com um charutão do que emprestar um tostão para um que andava de sandálias, de alpargatas, como a gente fala. Isso mudou e precisa mudar muito mais, muito mais.

Vocês sabem, companheiros e companheiras, que, em 2005, nós resolvemos criar um programa chamado um programa Luz para Todos. Resolvemos criar o programa Luz para Todos. O IBGE tinha divulgado uma pesquisa e tinha dito que, no Brasil, tinha dois milhões de casas, a maioria no campo, sem energia elétrica. Nós resolvemos, então, fazer o programa Luz para Todos, e começamos a trabalhar e começamos a dizer que era para comprar poste no estado, que era para contratar trabalhador no estado, que era para produzir as coisas no estado.

Wagner, eu vou te dar um número que você vai cair de costas, ali. Nós, no programa Luz para Todos, já utilizamos um milhão e cem mil quilômetros de fio. Ora, um milhão e cem mil quilômetros de fio dá para enrolar o planeta Terra mais de 27 vezes. Quando eu deixar a Presidência e não tiver o que fazer, eu vou pegar um foguete e vou lá enrolar os nossos cabos.

Pois bem, nós já utilizamos seis milhões de postes e já utilizamos 860 mil transformadores no programa Luz para Todos, levamos energia elétrica já… Quando nós terminamos os dois milhões que o IBGE dizia que tinha, descobrimos mais um milhão. E agora já fizemos mais 400, já estamos com dois milhões e 400 mil casas por este mundo afora, que nós tiramos as pessoas do século XVIII e trouxemos as pessoas para o século XXI, apagando cada candeeiro e colocando a luz elétrica na casa das pessoas.

Eu não sei se o Wagner se lembra de uma cidade que nós fomos lá inaugurar o Luz para Todos. Eu não lembro o nome da cidade. Santo… Santo Estêvão. Mas aí nós chegamos lá sete horas da noite, estavam lá as mulheres, duas mulheres… Acho que tinham duas mães solteiras, três crianças, uma lata de refrigerante com um pavio aceso, e as crianças sentadas em volta de uma mesinha. Primeiro, aquela fumaça do querosene saindo daquele pavio, no nariz da criança; segundo, as crianças não conseguiam nem ler. Aí eu peguei o dedo da mãe, levei do lado de fora da casa e apertei, com o dedo dela, a tomada que acendeu a luz. Ela não acreditava no que ela estava vendo. Não acreditava.

A minha tia, lá em Pernambuco, em Garanhuns, em Caetés, quando Miguel Arraes colocou uma luz de 60 velas na cozinha da minha tia e acendeu, ela saiu correndo, porque ela ficou areada. Era tanta claridade que ela saiu correndo da cozinha. Agora, o que acontece quando chega a luz na casa do povo? O que acontece? Logo chega a luz, depois vem uma geladeira, depois vem o fogão, depois vem o moinhozinho, uma casa de farinha, depois o liquidificador, aí, depois, uma cervejinha gelada na geladeira, que ninguém é de ferro. Ninguém é de ferro. Aí as mulheres não veem mais a sua comida estragar, pode tomar uma aguinha gelada, pode tomar uma aguinha gelada. Aí já vem uma televisão, para ver a cara do Presidente, e vê muita gente falando mal do Presidente na televisão. E aí o progresso vem se desenvolvendo e todo mundo vai ficando melhor.

Eu, quando esse moço aqui me propôs o programa Mais Alimentos, era um programa… 2007? 2007, quando teve a crise de alimentos. Aí teve a crise de alimentos, nós fizemos uma reunião e nós discutimos: nós vamos enfrentar essa crise de alimento produzindo mais alimento e ajudando mais a agricultura familiar. Aí decidimos fazer o programa Mais Alimentos, financiar trator e financiar equipamentos agrícolas, dez anos para pagar, três anos de carência e 2% de juros ao ano. Aqui é zero, porque o Governador é porreta.

Então, aqui é zero. Então, aqui é zero. Pois bem, isso é que salvou a indústria de trator nesse país, porque já vendeu 26 mil tratores. Tenta (incompreensível) É que nem leilão aqui: eu falo um número, ele já fala “é mais”. Mas 26 mil foi a reunião que nós tivemos com a indústria automobilística. Já está a 30 mil, e eu quero que chegue a 50, que esse negócio de trabalhador andar de arado acabou. É preciso… Esse negócio de ficar empurrando um burro não dá certo, não. É melhor sentar em um tratorzinho, ligar o botãozinho e colocar as máquinas certas e tratar da terra e produzir mais, e colocar semente e colocar mais comida na mesa do Presidente, na mesa do Governador, na mesa de todo mundo e, sobretudo, na mesa dos mais pobres. Isso que eu acho extraordinário. O que eu acho fantástico é que nós aprendemos que nós somos importantes. O que eu acho extraordinário é aquilo que o Obama dizia que era um lema dos americanos: “Sim, nós podemos, nós podemos, nós podemos”. Ninguém pode mais do que nós. Ninguém pode mais do que nós. Porque um país que tem um povo como vocês, que elege um presidente da República que só tem de estudo o quarto ano primário, é um povo porreta demais, é um povo de muita fé, é um povo de muita crença, porque vocês apostaram em um capiau como vocês. Ou seja, quando vocês votaram em mim, vocês não estavam dizendo: “esse cara é bom”, vocês estavam dizendo: “nós podemos ter um Presidente da República igual a nós, que fale igual a nós, que pense igual a nós e que governe para nós”.

Este é o legado e o ensinamento que vocês me deixaram. É a gente provar que cada um que está aqui pode chegar onde eu cheguei. Cada um que está aqui, aquela mulher ali, a mulher negra, de que cidade que ela é prefeita? De Governador Mangabeira. Aquela mulher era empregada doméstica. Ela derrotou o filho do patrão dela. Imagina a evolução que a gente está tendo neste país. Nós aprendemos a não ter medo de nós. Nós aprendemos que nós não somos de segunda categoria, que nós não somos vira-latas, nós aprendemos que nós só queremos oportunidade. Na hora em que a gente dá [tem] oportunidade, a gente sabe fazer, a gente sabe trabalhar, e a gente sabe sustentar a nossa família com dignidade.

É por isso, meus companheiros e companheiras, que eu estou orgulhoso, orgulhoso de saber que este país quebrou, quebrou três… Antes de eu chegar à Presidência, este país quebrou na crise russa, este país quebrou na crise do México, este país quebrou na crise da Malásia. Quando veio a crise americana, a maior que já veio no mundo, que eu disse que era uma marolinha, os especialistas diziam: “O Lula está dizendo que é uma marolinha, ele não sabe o que fala. A crise vai acabar com o mundo”. Vocês estão lembrados? “O povo não está comprando nada porque o povo está com medo de perder o emprego.”

No dia 22 de dezembro de 2008, eu fui para a televisão fazer um pedido ao povo brasileiro. Estão lembrados do que eu disse? “Se vocês não querem comprar porque estão com medo de fazer dívida e perder o emprego e não poderem pagar sua dívida, vocês vão perder o emprego exatamente se vocês não compararem. Então, com muita responsabilidade, comprem aquilo que vocês precisam, façam a dívida possível de ser paga, mas comprem”. Pois bem, o Brasil foi o último país a entrar na crise e o primeiro país a sair da crise. Enquanto na Europa e nos Estados Unidos – entre 2008 e 2009 – , 16 milhões de trabalhadores perderam seus postos de trabalho, este ano, até junho, nós já criamos 1 milhão 470 mil novos empregos neste país. E vou terminar o mandato, se Deus quiser, criando mais de 14,5 milhões de empregos novos com carteira profissional assinada.

Pois bem, aqui deve ter muita gente, aqui também, que passou 20 anos da vida deles, que não tinha outra coisa para fazer da vida a não ser carregar cartaz: “Fora FMI, Fora FMI”. Pois bem, pois bem, a gente vivia sufocado com aquele casal do FMI que descia no aeroporto de Brasília para dizer o que os ministros tinham que fazer. Eu, com dois anos de governo, chamei os bichinhos aqui e falei: olhe, eu gosto muito de vocês, mas eu queria dar o dinheiro de vocês e quero encontrar vocês só para tomar uma cervejinha. Não quero mais negócio com vocês. E pagamos o FMI, devolvemos. Hoje, quem deve para nós é o FMI, que nós emprestamos US$ 14 bilhões para o FMI. Qualquer dia eu estou mandando uma delegação fiscalizar o FMI, porque agora nós mudamos o jogo.

Então, companheiros e companheiras, vocês nos ajudaram. Quando eu cheguei ao governo, diziam assim para mim: “Ô, Lula, não dá para aumentar o salário mínimo!”. Muitos economistas diziam: “Não dá para aumentar o salário mínimo porque vai ter inflação, Lula!”. Cadê a inflação? E nós já aumentamos o salário mínimo em 74%, e as pessoas diziam: “Vai quebrar a Previdência!”. Não vai quebrar a Previdência, é melhor a Previdência ter uma dívida do que ter um cidadão morrendo de fome neste país ou uma figura doente porque não comeu as calorias e as proteínas necessárias.

Portanto, companheiros e companheiras, eu quero te agradecer, Elisângela, do fundo do coração, por ter me convidado para este segundo encontro da Fetraf. Agradecer, dizer para vocês que eu sei que no dia que eu não tiver mais governando o país eu vou continuar andando pelo Brasil e eu sei que eu estarei governando o país pela cabeça de vocês, estarei trabalhando pelas pernas de vocês e vou continuar viajando este país, vou continuar a fazer caravana neste país. Quero passar o que nós aprendemos aqui com vocês para o continente africano, porque nós devemos muito para a África e nós temos que ajudar o continente africano a se desenvolver. Quero ajudar a América Latina, sobretudo os países, porque a experiência acumulada de política social que nós fizemos neste país, quando eu digo “nós”, não sou eu não, nós significa vocês e nós, fizemos juntos. Eu quero levar os ensinamentos que eu aprendi para outras pessoas mais carentes do que a gente, mais pobres do que a gente.

Por isso, meus companheiros e companheiras, do fundo do coração, eu sei que este vai ser… vocês não vão ter mais um encontro este ano, este é o último, então, eu quero me despedir da Elisângela como presidente da República, mas certamente ela vai contar comigo até o dia 31 de dezembro, e depois de dezembro, eu vou ter o prazer de chamá-la de companheira e vou ficar muito orgulhoso se ela continuar me chamando de companheiro.

Um abraço, que Deus abençoe todos vocês e viva a Fetraf-Brasil!

Feira de Santana-BA, 23 de julho de 2010

*Com informações de Luiz Inácio Lula da Silva

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