Ex-secretário do governo Wagner, Rafael Amoedo declara que a Bahia perde oportunidades e empregos

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Reestruturação da política de segurança e de saúde pública; investimento na capacitação das micro e pequenas empresas e na solução para os gargalos da infraestrutura que prejudicam a expansão da economia. Esses foram os principais pontos destacados pelo coordenador da equipe técnica responsável pela elaboração do programa de governo da Coligação A Bahia Tem Pressa, o ex-secretário da Indústria e Comércio, Rafael Amoedo, como princípios básicos da gestão proposta pelo candidato Geddel Vieira Lima, no Seminário Seu Voto Faz o Amanhã, promovido pelo Jornal A Tarde.

“A Bahia não soube aproveitar as oportunidades pré-crise de 2008, perdendo a chance de geração de milhares de emprego com salários de valor agregado. Em números relativos geramos menos empregos que Ceará e Pernambuco”, ressaltou Amoedo.

Segundo Rafael Amoedo é fundamental que neste novo modelo econômico pós-crise, quando o Brasil se apresenta como um mercado bastante promissor e o Nordeste como protagonista de ponta, a Bahia se inserir com toda a força e o protagonismo de liderança, indispensável por suas riquezas naturais e capacidade de trabalho de seu povo.

Amoedo defendeu uma urgente delimitação do Zoneamento Ecológico Econômico para a Bahia e uma clara política de incentivos fiscais capaz de atrair novos investimentos para o Estado. Uma das “apostas” da equipe da coligação A Bahia Tem Pressa é a formação de uma cadeia calçadista, com a atração de empresas de design e componentes, fazendo com que as indústrias de calçados se fixem definitivamente na Bahia, sem a ameaça de se transferir para outros estados, em função de circunstâncias estruturais. E em relação à petroquímica, destacou a necessidade de se buscar alternativa à limitação da oferta de nafta para a duplicação do Polo de Camaçari.

Sobre o Polo de Informática de Ilhéus, Amoedo considera fundamental uma ação do Governo do Estado para restituir as indústrias ali instaladas. Um dos entraves que tem feito diversas empresas se transferir para outros estados é a burocracia alfandegária que dificulta a importação dos componentes para a produção de computadores e equipamentos eletrônicos.

O Porto de Ilhéus também necessita de intervenções imediatas e o programa de Geddel, segundo o coordenador da equipe técnica, prevê a execução de obras que vão permitir a operação de 1 milhão de toneladas de carga, além de ter um terminal de passageiros condizente com o desenvolvimento do turismo na região.

Outra proposta contemplada no plano de governo é a criação de um Polo Têxtil em Itabuna, aproveitando a produção baiana de algodão de grande qualidade, aliada à fabricação de fios sintéticos em Camaçari. Está prevista ainda uma estratégia de atração de centros de distribuição, pois o estado, apesar de ser a sexta economia do Brasil, só possui uma dessas centrais entre as 40 maiores do país.

Serão estimulados também os arranjos produtivos e a agricultura familiar, a exemplo do que se pretende fazer nos municípios onde se planta eucalipto. Essas áreas serão contempladas com uma política de atração de pequenos e médios empreendedores na produção de alimentos. Haverá ainda uma forte indução na produção dos insumos da construção civil e a desoneração dos itens básicos da construção de casas populares.

Sobre Carlos Augusto 9448 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).