Estudante do Iceia e do Instituto de Cegos em Salvador é eleito o melhor jogador de futebol do mundo

Jeferson da Conceição, de 20 anos, é um exemplo de que dificuldades podem ser superadas e não devem servir de empecilho para conquistas relevantes. Estudante da 3ª série do ensino médio do Instituto Central de Educação Isaías Alves (Iceia) e do Instituto de Cegos da Bahia, Jefinho, como é conhecido por todos, não somente se sagrou tricampeão mundial do chamado futebol de 5 (modalidade voltada para pessoas com deficiência visual), como foi eleito o melhor jogador do mundo com cinco gols marcados. O torneio chegou ao fim na última segunda-feira (23/08/2010), na cidade de Hereford, na Inglaterra.

As ações e projetos desenvolvidos em prol dos estudantes com necessidades educacionais especiais pela Secretaria da Educação da Bahia foram considerados como parte importante do processo de preparação pelo paratleta. “Antes, os deficientes visuais não eram incluídos nas aulas de educação física. E este fato é de fundamental importância para que se estimule o nosso interesse pelo esporte. Hoje, contamos, na escola, com equipamentos adequados para as nossas necessidades”, afirma Jeferson.

O estudante, que também treina duas vezes por semana no Instituto de Cegos da Bahia, com o professor Gerson Coutinho, não esconde a satisfação da mais nova conquista. “Fico muito feliz em ajudar o meu país a ganhar este título tão importante. O prêmio de melhor jogador é um reconhecimento por todo o trabalho que desenvolvo, desde 2006, quando disputei um campeonato regional na Paraíba. Hoje, coleciono outros títulos importantes, como o Parapan (2007), a Paraolimpíada (2008) e a Copa América (2009)”, diz o atacante.

Ampliação – A rede estadual de educação contou com um aumento de 78% em relação ao número de alunos portadores de alguma deficiência matriculados. Em 2007, a rede contava com 18.922 alunos. Nos dois anos seguintes, este número aumentou em mais 15.064 matrículas. De acordo com João Prazeres, coordenador de Educação Especial da Secretaria da Educação da Bahia, o interesse se deve muito ao fato da rede hoje estar mais preparada para receber estes estudantes. “Hoje contamos com centros de educação especial bem equipados, além das salas com recursos especiais nas escolas regulares”, diz.

Segundo João Prazeres, é importante manter e estimular a presença dos estudantes especiais nas escolas regulares. “Este estudante precisa confiar nas escolas regulares. Eles assistem aulas e, em horário diferente do turno letivo escolar, recebem uma educação complementar, específica para cada necessidade. Além disso, conseguimos implantar centros em municípios, para que o aluno não precise se deslocar até a capital para receber um ensino adequado”, afirma.

Os centros de educação especial fazem parte do programa de governo intitulado de Implementação e Desenvolvimento da Educação voltada ao Atendimento de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais. Os espaços também têm o objetivo de trabalhar em articulação com os municípios e ONGs na formação de professores para o atendimento educacional especializado. Atualmente, existem quatros centros em Salvador, dois em Feira de Santana, um em Itabuna e outro em Jequié. Ipiaú, Ribeira do Pombal, Caetité, Serrinha e Santo Antônio de Jesus serão os próximos municípios contemplados.

Outra ação desenvolvida pela Secretaria da Educação da Bahia é a construção das diretrizes estaduais da educação especial, que têm tido a participação dos segmentos envolvidos, além da instalação de salas multifuncionais nas escolas regulares. Quatrocentas e trinta e duas salas de recursos multifuncionais vão ajudar no atendimento educacional especializado.

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