Editorial: Vitória de Dilma Rousseff consagra a liderança política de Lula e simboliza a terceira vitória para presidente

A vitória de Dilma no primeiro turno consagra a liderança política de Lula e simboliza a sua terceira vitória para presidente
A vitória de Dilma no primeiro turno consagra a liderança política de Lula e simboliza a sua terceira vitória para presidente

Os recentes números do IBOPE (instituto de pesquisa) apontam uma tendência de vitória de Dilma Rousseff (PT) no primeiro turno das eleições presidências de 2010. A ascensão política de Dilma é carregada de simbolismos e de projetos, que na prática se tornam a concretude da realidade política, social e econômica, modificada para melhor.

A vitória de Dilma Rouseff no primeiro turno, também é uma afirmação da independência do povo brasileiro que não se deixou mitigar pelos mass media cujo expoente maior, a Rede Globo, não poupam de forma aberta ou dissimulada, a manipulação do discurso a favor no capitalismo Smithiano, Neoliberal e do Consenso de Washington. O povo deixa de formar juízo de valor, no que alguns pensam ser a verdade que transmite. Para formularem seus conceitos, dentro de sua realidade social e alimentados pela nova rede informacional oriunda da Internet. Destas concepções atingem uma ideia de realidade. Contribui para isto, a quebra da hegemonia midiática e a melhoria, ainda que tímida, da educação formal.

Lula ao participar da fundação e gestão do Partido dos Trabalhadores, e ao conduzir os destinos da nação por oito anos, lega à próxima geração um partido que se agiganta e firma na prática, que é possível se reconstruir o país a partir da ação política de esquerda democrática, fundada na participação e no interesse popular.

Luís Inácio Lula da Silva agiu sempre mirando a história, único lugar onde os homens conseguem alcançar a imortalidade. Seus feitos durante os oitos anos em que esteve à frente da Presidência de República do Brasil, equiparam-se as ações de grandes nomes da política mundial moderna como Charles de Gulle, Winston Churchill, Jonh Kenedy, Vladimir Lenin, Leon Trótsky, Mao Tsé-tung, Franklin Delano Roosevelt e do indefectível Martin Luther King Jr.

De um país alquebrado e submisso ao capitalismo internacional, Lula reconduziu a terra do Pau-brasil para a seara de protagonista da economia mundial. O eterno país do futuro, no governo petista do metalúrgico genial, encontra a vocação de ser um dos líderes do mundo pós-moderno.

Ufanismo? Não. A realidade sintética dos que percebem que foi mirando nas necessidades do povo, conduzindo a economia da nação com equilíbrio, recriando uma cadeia produtiva intelectual, levando o povo a debater as políticas públicas de Estado. Lula, baseado na ideologia petista, fundada nomarxismo com o sopro moderno do Keynesianismo, pode equilibrar a ação do estado com as forças produtivas. Conduzindo a ex-eterna nação do futuro, a aspirante da 5º economia mundial, mas com o viés, de ser destacada globalmente, com o compromisso permanente de levar dignidade ao povo.

Tínhamos tudo, mãos, mentes, matérias primas. Mas, nos faltava liderança política que conduzisse a elite do país a entender que uma nação não pode ser prospera, onde poucos têm muito, enquanto a imensa maioria vive à mingua. A gestão política do PT, conduzida com precisão por Lula à frente do Palácio da Alvorada, oportunizou ao povo a chance de entrarem e dizerem: Isto nos pertence e é para nós, que vocês, elite política governam. Então, tudo que existe na nação, existe para que cada brasileiro alcance a felicidade.

Ao conversar com um parlamentar federal do PT, este acredita que o partido deverá formar uma bancada federal composta de 120 deputados e 20 senadores. As duas casas, Senado e Câmara, devem contar com maioria absoluta de parlamentares da base de sustentação, ao que tudo indica, governo Dilma Rousseff – Presidente/PT e Michel Temer- Vice/PMDB.

Avizinha-se uma oportunidade singular para importantes reformas. A exemplo da reforma política e fiscal, além da repactuação dos recursos naturais oriundos do subsolo da nação (Riqueza que pertence ao povo brasileiro e não apenas a membros de determinados estados). O marco regulatório das comunicações, reorganização do judiciário, reformulação da política nacional de segurança pública, dentre outras questões devem encontrar espaço na agenda do próximo governo, para que se evite que outros 502 anos não sejam perdidos. Se agirmos com determinação, no curto espaço de uma década, podemos erradicar definitivamente as favelas, os analfabetos e conduzir 50% do povo a uma universidade. Tudo é possível, quando homens e mulheres entendem que o seu verdadeiro papel é transcender, mas antes, construindo uma realidade justa para as próximas gerações.

Para a oposição resta o papel de vigilantes dos erros e excesso de governo. Neste inteirem, podem contar com uma imprensa livre, até para os excessos, citando o Ministro do STF Ayres Brito que em seus despachos, reafirma que não existe democracia, onde a imprensa é amordaçada.

Mãos a obra.

Dilma Rousseff representando o presidente Lula durante atividade política.
Dilma Rousseff representando o presidente Lula durante atividade política.
O presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff.
O presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff.
Sobre Carlos Augusto 9463 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).