Edição 2010 da Regata Aratu-Maragogipe tem início na Ilha da Maré

Barco transporta turistas em visita à Ilha de Maré, na Baía de Todos os Santos.Barco transporta turistas em visita à Ilha de Maré, na Baía de Todos os Santos.

Cerca de duas mil pessoas, distribuídas em 400 embarcações, deverão participar da 41ª Regata Aratu-Maragojipe neste sábado (28/08/2010), em águas baianas. Com apoio da Secretaria Estadual do Turismo (Setur) e da Bahiatursa, o percurso inclui a Baía de Todos-os-Santos, passando pela Ilha de Maré, Rio Paraguaçu e imediações.

A Regata Aratu-Maragogipe terá início às 9h, quando diversas embarcações sairão do Aratu Iate Clube em direção às proximidades da Ilha de Maré, onde será dada largada da prova, que será dividida em três tempos. Inicialmente, às 10h, darão largada os barcos mais lentos; às 10h30, darão largada os barcos de velocidade média; e às 11h, a largada dos barcos mais velozes.

Velejadores de várias partes do Brasil e de países como a Argentina e Uruguai participam do evento, que já faz parte do calendário oficial de eventos náuticos da Bahia. A prova é considerada a maior do país na modalidade ‘percurso’ e uma das mais importantes da América Latina.

Maior regata brasileira

O professor universitário João Jorge Peralta é nascido em Portugal, mas vive com a família em São Paulo. Ele aprendeu a velejar em 1993, mas foi em 2008 que participou da regata Regata Aratu–Maragojipe pela primeira vez. Este ano, o luso-brasileiro decidiu repetir a experiência na companhia do neto, Pedro Peralta, 21 anos, e da advogada Camila Lemos Reinoso, que se autodenomina afilhada de João. Aos 74 anos, João Jorge é o comandante do barco Triunfo 2. Ele relata como é navegar na Baía de Todos-os-Santos. “É uma regata fantástica percorrendo um lugar histórico, de beleza extraordinária em termos de meio ambiente e história. Esta é, provavelmente, a maior regata brasileira”.

Pedro Peralta é estudante de engenharia civil e trancou um semestre na faculdade para acompanhar o avô na expedição. Para o universitário, as dificuldades têm sido, aos pouco, superadas. “Foi difícil acostumar com o balanço constante do mar. Senti muita saudade da família, mas hoje estou melhor que antes”.

Camila Reinoso Lemos, 35 anos, é outra tripulante experiente a bordo do Triunfo 2. Nascida no Rio de Janeiro, ela auxilia os Peralta na condução do barco. “Nem sinto mais falta de casa. Só em saber que a família está bem, já fico satisfeita. Nasci na água salgada”, brinca.

Promoção festiva

Famílias inteiras encaram com naturalidade a vivência sobre as águas litorâneas. O advogado Fábio Costantino, a esposa Miriam e os dois filhos, Caio, 16 anos, e Rafael, 9 anos, optaram por dar a volta ao mundo e conhecerem as diferentes culturas navegando com o Barco Flyer. Os quatro tripulantes estão ansiosos para estrearem na regata. “Já participamos de várias regatas. Nosso barco fica em Ilha Bela (SP). De lá do Sul e do Sudeste a gente ouve falar bastante dessa festa aqui.’ Para Constantino, a regata Aratu-Maragojipe é uma promoção festiva. “Quem está lá no Sul, são 60 barcos em flotilha, vem para participar desse evento. As belezas da costa brasileira são muitas”, afirmou, informando que depois da Bahia segue para a Regata Refeno, saindo de Recife até Fernando de Noronha.

Os velejadores transportam nas embarcações tudo o que vão consumir na viagem, que pode durar vários dias. Os barcos, normalmente, possuem cozinha, banheiro, quartos, alguns até com ar-condicionado. Além disso, dispõem de vários equipamentos de orientação marítima, como bússola, GPS, rádio portátil UHF, Carta Náutica e o Chartplotter (sistema que permite a visualização em tempo real da posição da embarcação).

José André Zanella, 69 anos, e o filho Eduardo, 42, também vieram do Sul do país. Deixaram o inverno de Santa Catarina para navegar nas águas do nordeste brasileiro. No comando do Barco Guga Buy que, em aramaico, quer dizer “Amor Impossível”, pai e filho mantêm a tradição sulista. “Para mim que sou lá do Sul, não pode faltar carne para churrasco, cerveja e um bom vinho. Mas, para a regata, precisamos ter uma tripulação boa, as velas do barco têm que estar em ótimas condições para que a navegação seja mais confortável e mais segura. Basicamente é isso”.

Além dos participantes inscritos, a expectativa dos organizadores é que entre 1,5 mil e 2 mil pessoas acompanhem a regata a bordo de barcos a motor durante o percurso de 32 milhas náuticas (mais ou menos a 60 quilômetros). A premiação dos vencedores ocorrerá no dia 4 de setembro, em tarde/noite festiva, na sede do Aratu Iate Clube.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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